Querido índio irmão:
Na tela grandiosa que  o imortal pintor Victor Meirelles
No legou
Eu convido a notar detalhe curioso:
Um índio, atônito, aponta para a Cruz
Que eles tinham erguido para a Primeira Missa no Brasil.

Esse gesto do índio se repete
Em pleno Brasil – hoje:
que desejava o Índio nos dizer,
e o que significa ?
Que lição aprender desses “ analfabetos” ?

O Cristo que crucificamos é o nosso índio
nas terras devastadas, no èxodo forçado para a cidade
na discriminação , nas prisões, ou transfomado
em morador de rua , ou dizimado
no morticínio organizado…

Não queremos, ó índio,  consentir
em tua crucificação.
Neste dia queremos, índia irmã, queremos índio irmão,
batalhar por tua vida.
Queremos trabalhar
Pela tua ressurreição.

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Marília Menezes
*Poeta e escritora. Ex-secretária da CRB. Trabalhou na Prelazia de Itacoatiara, em 1962-1963, ao tempo do bispado de dom Francisco Paulo Mc-Hugh (1924-2003), onde dirigiu o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1997 voltou a Itacoatiara para secretariar o bispo dom Jorge Marskell (1935-1998), até sua morte no ano seguinte. Sócia correspondente da Academia Amazonense de Letras. Reside em Belém, sua terra natal.

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