É impressionante como o esporte sensibiliza as pessoas, integrando-as aos grupos distintos da sociedade amazonense em qualquer idade, desde os praticados na várzea por comunitários, nos jogos disputados por amadores em terrenos de chão batido do interior ou no gramado das cidades e, até mesmo, no profissionalismo, desde que a arte praticada regulamentada, seja registrada como ocupação regida pelas leis trabalhistas brasileiras.

O segmento esportivo aliado a Educação é o binômio perfeito para o salto horizontal e vertical que as três esferas de poder já deveriam ter colocado em prática, em suas plataformas governamentais, falta sentidas por crianças que são alvos vulneráveis, exploradas pelo trabalho infantil ou expostas a ação do vício nas drogas e seus efeitos nefastos sobre a saúde da população ou a perda de foco, ficando no meio do caminho.

O esporte é tão importante que Pelé, na década de 70, no Maracanã, dedicou o milésimo gol às crianças. Mas a cidadania cultural deve ser exercida pelas famílias, compartilhando, a responsabilidade com os petizes, no encaminhamento de uma vida sã. Tanto o ensino teórico quanto a aprendizagem prática contribuem para o desenvolvimento da inteligência múltipla Corporal-Cinestésica, como propõe o psicólogo Howard Gardner. Deste modo a escola vai melhorar seus índices.

O Brasil passa por uma crise Ética, econômico-financeira e moral, no entanto, a nação não pode esperar uma solução do acaso para virar o jogo. No Amazonas as escolas das cidades, sempre ociosas nos finais de semana, junto a Ligas Comunitárias, subsidiadas pela Secretaria de Esporte das duas esferas governamentais deveria viabilizar tal projeto, pois o sistema educacional agradeceria o trabalho de formação de um aluno com alteridade, disciplinado, solidário, responsável e consciente de seus deveres.

No Amazonas deveria ser tentado o modelo do Peladão, mas que estimulasse a criação de escolinhas públicas com infraestrutura para que os brasileirinhos pudessem estudar os fundamentos dos diversos esportes, mas, especificamete, o futebol para a formação de plateia, já que a FAF – Federação Amazonense de Futebol só gerenciou o esporte com sucesso, transparência e Ética até a gestão de Flaviano Limongi. De lá para cá só colhemos insucessos nas arquibancadas e nos campeonatos nacionais.

Deste modo o governo estaria promovendo a função social do esporte nas bases, nas diversas categorias e chegando mais próximo do estudante, evitando gastos com tratamento em clínicas especializadas ou construção de instituições de correção para menores infratores, contribuindo para a formação de um ser humano saudável, completo e feliz.

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J.R Lopes
É jornalista. Natural de Itacoatiara (AM).

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