A origem do Tacacá

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O ilustrado jornalista, advogado e escritor Júlio Antonio Lopes, recém-eleito membro da Academia Amazonense de Letras, após assistir (o que muito me honrou) à palestra que proferi recentemente no auditório do ICBEU, sobre Itacoatiara, trouxe a público, através de sua prestigiosa coluna domingueira no jornal A Crítica, a questão da origem do tacacá, que há anos levantei em um de meus livros e que repeti na aludida palestra.

Como todos sabemos o tacacá – mingau de goma de tapioca temperado com tucupi, cebola, alho, cheiro-verde, jambu e camarão – é uma das mais populares iguarias amazônicas, consumida e vendida em todas as cidades da região. Segundo o antropólogo Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) é “derivada de um tipo de sopa indígena denominada mani poi…”. Toma-se o tacacá em cuias naturais, muito quente e com pimenta. Em certas épocas, no interior, à falta do camarão costuma-se temperá-lo com fatias de pirarucu seco assado.

Nos dias de hoje, a chamada elite pensante tem se mostrado alheia às coisas do nosso passado, pouco compromissada com seus valores e costumes. Diferente da década de 1960, quando aportei nesta capital, onde eram comuns os relatos, os debates e as reflexões sobre a região. Manaus ainda não possuía as características de cidade imperialista adquiridas após a criação da Zona Franca. Então uma cidade provinciana e sem televisão, sua imprensa falada era representada pelas rádios Difusora, Baré e Rio Mar, e a escrita pelo Jornal do Comércio, Diário da Tarde, O Jornal e, ainda timidamente, A Crítica. Valia a pena ouvir as crônicas diárias, nas primeiras, e ler os editoriais e os artigos culturais, principalmente aos domingos, nos segundos. Os atores políticos e culturais eram outros… Os debates eram constantes. Empolgavam. Respirava-se amor pelo Amazonas.

Abri esse parêntese para informar que se vivêssemos aqueles tempos, a ‘provocação’ do doutor Júlio Lopes ressaltando um trecho do tema sobre o qual discorri no ICBEU – “que o tacacá foi inventado em Itacoatiara” – geraria alguma discussão pública e mobilizaria opiniões.

Muito explorada comercialmente no Pará e desde muito inserida nas mídias do País e do exterior, por que considerada patrimônio daquele Estado, a saborosa iguaria amazônica (como o açaí, a maniçoba, etc.) é propagandeada como “uma bebida típica e genuína do Pará”. Segundo Câmara Cascudo, “A origem do tacacá é dos indígenas paraenses”.

Tenho cá minhas dúvidas. Embora reconhecendo que o tema careça de maiores estudos, sou de parecer que a iguaria nasceu entre as tribos da Amazônia Interior. Baseio meu ponto de vista num depoimento de 1859 prestado pelo médico e pesquisador alemão Robert Avé-Lallemant (1812-1884). Em junho desse ano ele visitou a vila de Serpa (atual Itacoatiara) e outros lugares da Amazônia, de que resultou o livro “No Rio Amazonas (1859)”, de sua autoria, traduzida em São Paulo em 1980.

O assunto foi inserido às páginas 105/110 de meu livro “Cronografia de Itacoatiara”, primeiro volume, Manaus, 1997, conforme abaixo mencionado:

1859: 25 de junho – O viajante e pesquisador alemão Robert Avé-Lallemant chega a Serpa… Poucos estrangeiros ilustres conheceram tão bem o Brasil como [ele]… (…) visitou nosso País de um extremo a outro e, dentre os vários que escreveu, deixou o livro “No Rio Amazonas (1859)”, em que descreve suas impressões a respeito desta região. Seu depoimento sobre a [então] recém-reinstalada vila [de Serpa] é oportuno e esclarecedor. Procedente de Belém e escalas [chegou], à uma hora da manhã… (…) e depois de seu barco “ter tomado lenha”, prosseguiu viagem em direção a Manaus.

[Ausente] mais de dois meses, Lallemant alcançou novamente Serpa em 07 de agosto de 1859. E escolheu para morada a Colônia Agroindustrial que Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), Visconde de Mauá, fundara nas cercanias da vila, em 1854. Diz ele: “Precisamente na Colônia, noite fechada, já estava tudo quieto. O diretor do Instituto fora para Serpa, um quarto de hora mais abaixo. Mandei um negro lá, e meia hora depois eu era recebido e hospedado o mais amavelmente possível pelo senhor Moritz Becher. Dormi profundamente depois de minha digressão pelo Madeira. Às 06 horas da manhã seguinte fui despertado pelo toque de uma campainha. A vida da Colônia começara…”.

“Serpa é porto de escala de [grandes] vapores (…). Numa viagem de 12 horas o vapor vai de Serpa a Manaus, no rio Negro. [Na Colônia Itacoatiara] havia também vastos edifícios destinados à administração, para a instalação duma serraria a vapor e máquina a vapor para moldar e prensar tijolos e telhas (…). Por toda a parte reinavam ordem e salutar nitidez nessa bela fundação, cujas altas chaminés se elevavam, com singular surpresa, diante da floresta virgem, como um dedo escrevendo nela: Aqui há Europa!”.

Ao visitar o lago de Serpa, nos fundos da Colônia Agroindustrial, Robert Avé-Lallemant ficou encantado com a floresta, os pássaros, os macacos, a vitória-régia, o trabalho da pesca do pirarucu e das tartarugas. Conversou com alguns índios Mura aculturados, agricultores e cortadores de lenha para a Companhia do Amazonas, liderados por um português. Chamou-lhe a atenção um grupo de índias “sob uma varanda, sentadas com um bando de crianças bronzeadas, de todas as idades e na mais inocente nudez. Faziam pequenos trabalhos manuais, redes, etc., enquanto os homens gozavam do dolce far niente a que têm direito em todo o Amazonas. Arcos e flechas para pesca, arpões com as pontas móveis, anzóis, remos, etc., constituem principalmente os utensílios domésticos, tudo o mais sendo inteiramente rudimentar”.

No lago de Serpa Avé-Lallemant provou o tacacá (ele escreve cacacá), qualificando-a como “a bebida nacional dos Mura”: mingau quase líquido de goma de tapioca temperado com tucupi, jambu, camarão e pimenta, que bebeu “com a maior naturalidade” achando-a “bem saborosa e nutritiva”. No dia 12 de agosto de 1859 o viajante alemão deixou Serpa, sua “última parada no Amazonas”, legando à posteridade um belo trabalho descritivo sobre a paisagem física e humana da Amazônia.

Conforme foi noticiado anteriormente Câmara Cascudo acredita que “o tacacá “nasceu entre os indígenas paraenses”, frase que se contrapõe ao que defende Avé-Lallemant. Para ele, “O tacacá é a bebida nacional dos Mura”.

Ora, se não houve índios Mura residindo no lado oriental da Amazônia, mais precisamente no Estado do Pará, aventamos que a tese do pesquisador alemão é consistente. Outro alemão, o etnólogo Kurt Nimuendaju (1883-1945) escreveu em 1926 que “de todas as tribos da Amazônia [a dos Mura] foi a que mais extenso território ocupou, espalhando-se das fronteiras do Peru até o Rio Trombetas”, no limite do Amazonas com o Pará. Foram moradores especialmente das bacias do Solimões, Médio Amazonas e Madeira. Ressalte-se que, em cerca de 1450 a. C., após se evadirem da margem esquerda do Amazonas, no interflúvio Urubu-Matari (atual Rio Preto da Eva), a noroeste da atual cidade de Itacoatiara, os Aroaqui, indígenas do grupo linguístico Arwak, foram ali substituídos pelos Mura, um grupo de língua isolada. Heróicos defensores da região Madeira-Autazes, os Mura foram trucidados no século 18 pelos colonizadores europeus. Seus remanescentes, pouco mais de mil famílias, vivendo em precaríssimas condições, estão espalhados pelos municípios de Autazes e Itacoatiara.

Sabendo-se que em cerca de 5000 a. C. aconteceu na bacia do Alto Madeira a domesticação da mandioca; que arwak significa “comedor de farinha”; que farinha, goma de tapioca e tucupi são subprodutos da mandioca (os dois últimos temperos do tacacá), podemos livremente conjeturar que a verdade acompanha a frase de Avé-Lallemant: “O tacacá é a bebida nacional dos Mura”.

O cronista que melhor reportou a etnologia da Amazônia, no século 18, foi o padre jesuíta João Daniel (1722-1776). Seu livro “Tesouro Descoberto do Rio Amazonas”, escrito entre 1757 e 1776, revela com riqueza de detalhes, além do trabalho missionário, os hábitos e costumes das populações indígenas e a natureza “das dilatadas margens dos rios Amazonas, Madeira, Urubu, Negro e outros”.

Pouco se refere ao Pará e é incisivo quando faz menção a lugares, habitações, apetrechos de caça e pesca, culinária, vestuário, danças, instrumentos musicais, enfeites e outros assuntos referentes aos nativos – para João Daniel “índios do Rio Amazonas”… “tapuias do Amazonas”… povoadores do Amazonas”…; que “usam da bebida tacacá…”; que “o tucupi é um sumo venenoso extraído da raiz da mandioca”; que “cozido perde o veneno e então é servido como tempero de vários guisados e bebidas”. Ele não é taxativo a respeito do lugar de origem do tacacá, mas induz…

Efetivamente, o único livro confirmando o pioneirismo amazonense em relação ao tacacá é o acima citado, de Robert Avé-Lallemant. A crônica do historiador amazonense Ribamar Bessa, sob o título “A arte de tomar tacacá”, não entra no mérito, é apenas ilustrativo-propagandístico. O SENAC nacional trata da matéria em uma edição de 2000. Já a bibliografia em favor dos paraenses é maior, a exemplo de Jaques Flores (1947), Luís da Câmara Cascudo (1967 e 2004), Osvaldo Orico (1972), Maria Lúcia Gomensoro (1999) e Márcia Algranti (2000).

Diferentemente dos filhos do Amazonas, os paraenses têm orgulho de seu Estado natal. Inteligentes, de há muito vêm espalhando por todo o País a notícia de que os inventores do tacacá foram seus ancestrais. Assim também fizeram, desde cerca de dois séculos atrás, em relação ao fruto da castanheira que era exportado com o selo “castanha-do-pará…”. Nesse caso, destacavam o Estado cuja extensão no período colonial incluía toda a Amazônia brasileira. Espertos, não reconheciam que os acreanos são os maiores produtores nacionais da espécie, seguidos dos amazonenses, cabendo o terceiro lugar aos paraenses. O assunto só seria dirimido pelo governo brasileiro em meados do século passado, que afinal mandou registrar o produto como “castanha-do-Brasil” – título esse que em 1757 já o mencionava o jesuíta João Daniel, nos seguintes termos: “A castanha do Brasil é muito abundante nas matas do Amazonas”. Não nas matas do Pará, digo eu!

Organizados, nossos vizinhos realizam anualmente festivais do tacacá que atraem viajantes de todas as partes. Experientes em divulgar as coisas de seu Estado, preparam guias de turismo e distribuem propaganda de suas coisas por todo o País. Eles falam (e propagam): “tacacá, orgulho do Pará… o prato mais gostoso do Pará”… “quem foi ao Pará, parou, tomou tacacá, ficou”. Também exploram comercialmente (e sabiamente) uma série de outros produtos da floresta, como o açaí. E estão certos, absolutamente certos, por que progridem e dão emprego farto à sua gente. Enquanto isso, nós os amazonenses não exploramos o nosso potencial turístico, muito maior que o deles. Teimamos em continuar lutando pela manutenção do projeto Zona Franca, não atentando para a necessidade de assegurar ao Estado outra opção de desenvolvimento econômico e social.

Mas, afinal, o tacacá é mesmo originário do Pará? Ou é amazonense?

O silêncio dos estudiosos amazonenses, a respeito do tema, não invalida nossa proposta: o tacacá foi inventado nas cercanias do Município de Itacoatiara. É nativo de lá. Alguém duvida?

Habilitem-se, senhores. Criem coragem. Vamos à discussão para esclarecer definitivamente o momentoso assunto.

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21 COMENTÁRIOS

  1. Gostaria de saber como tenho acesso a um livro que possa me proporcionar este texto de sua coluna, para fins acadêmicos. pois estou promovendo um seminário sobre o tacacá, e os recursos literários que encontrei não são tão abrangentes como este seu. aguardo resposta. obrigado!

  2. o Amazonas é sem dúvida belo e tem grande potencial turístico. Dizer que este potencial é maior do que o do estado do Pará e porque não conhece ou porque existe um “barrismo” em sua matéria, que acabou por coloca-la em descrédito.

    • Prezado senhor Carlos:
      Muito feliz pelo seu contato e comentários. Efetivamente, somos (eu e o senhor) incorrigíveis bairristas. E isso é bom para ‘esquentar’ o debate sobre nossa região.
      Verifique que, embora orgulhoso de ser amazonense (e lamentando que nem sempre meus conterrâneos o são), ressaltei: “Os paraenses são orgulhosos de seu Estado”. Também ressaltei: “O tema (tacacá) carece de maiores estudos”. Na verdade, os objetivos centrais inseridos no texto são: gerar a discussão e mobilizar opiniões. Ficarei muito contente em publicar neste veículo digital sua opinião (e de outros eminentes paraenses, conterrâneos seus). Fica o convite. Receba, finalmente, meu fraternal abraço.

      • Eu tambem percebi um “bairrismo” nessa abordagem do texto. Gostei da matéria porem caio meu conceito quando vi essa parte” apesar de termos um potencial turístico muito maior que o deles” de longe se nota que o Pará é mas bonito e atrativo que o Amazonas. Os turistas so vão a Manaus na intenção de ver indios. Coisa que não tem na capital.

        • Não Sou amazonense e nem moro no amazonas. Nunca ouvi dizer que se via índios em Manaus. Não acredito que algum turista tenha essa intenção. Uma cidade com mais de 2 mi de habitantes… Outra coisa, potencial é a possibilidade efetiva e não a existência. Sendo o Pará muito mais explorado turisticamente é óbvio que quem tem mais potencial é o Amazonas, justamente por não ter sido tão explorado… Não é mesmo? Mas como diz o autor. Isso é que é bom: a provocação para que todos comentem. O bairrismo desde que não seja malicioso, é bom. Quem dera que nossos jovens estudantes se aprofundassem assim como nós assim.
          Sobre o tacacá, concordo com você o artigo é muito bom. Que se aprofundem mais…

  3. Parabéns meu ilustre amigo, historiador, muito me encantou o texto e fascinou saber que nossas mulheres, encantadas caboclas itacoatiarenses deram origem a esta iguaria que fascina o Brasil

  4. O tacaca e do Pará. Ele não menciona o Pará no seu livro porque ele foi pro amazonas e não veio ao Pará. Se ele tivesse vindo ao Pará certamente diria que o tacaca e daqui. Fato

  5. Primeiramente convido vc a conhecer o Pará que pelo visto não conhece. Sou Paraense, moro em Manaus há 3 anos, por isso tenho propriedade para falar que nem de longe seu Estado tem mais potencial turistico que o meu. Não mesmo. Seu texto, como alguns já escreverem, é repleto de bairrismo, sem imparcialidade. Os amazonenses deveriam ser mais criticos com sua realidade, afinal, existem muitas deficiências aqui, principalmente na educação (comportamental e de ensino). E para finalizar, digo a vc que não somos “espertos”, apenas honramos nossas riquezas, sejam elas quais forem.

  6. Parabéns pelo seu texto, gostei muito.
    Ao contrário de outros comentários, e falando de experiência própria porque sou amazonense que morou durante muito tempo no Pará (de Belém à Santarém), estou plenamente de acordo e não vejo nada barrista em seu texto. Ao contrário, bem realista.
    Sempre notei e admiro este comportamento de paixão dos paraense pela sua cultura (dança, música, comida) que nem sempre é a melhor, mas pra eles é o maior tesouro do mundo! Bom, como todo mundo sabe, gosto não se discute né?
    Vejo também que o comportamento do Amazonense de ter “vergonha” ou não exaltar suas raízes indígenas vem da cultura dos colonizadores. (ainda lembro frases da minha avó quando eu fazia uma besteira “que vergonha menina, pára de comer com a mão, parece índio!”). E nos dias atuais, ainda é pregado que o progresso é a zona Franca, as usinas hidrelétricas, e nossas raízes são esquecidas mesmo pela educação do Estado.
    Infelizmente pra nós, amazonenses, é preciso sair da região pra dar valor. Pra ver que nos mundo inteiro (quando visitamos museus e aquários), quando se fala de região Amazônica é mostrada a figura e a cultura dos nossos índios.
    Achei o seu artigo procurando por informações sobre o tucupi. Moro atualmente numa região da França no Caribe onde se produz tapioquinha (ou cassava, como chamam aqui). Estou com a missão de mostrar por povo daqui os outros usos da mandioca. Muito grata pelo aprendizado!

  7. Gostaria de fazer uma solicitação… infelizmente a wikipédia é uma das primeiras fontes citadas pelo google. Será que você teria um tempinho pra atualizar esta página em português no assunto tacacá, tucupi, mandioca… Você tem muitas fontes concretas que pode citar. Seria ótimo, a educação agradeceria. E eu também.!

  8. Não se pode afirmar que o tacacá foi criado no Amazonas ou no Pará. Os registros de expedicionarios contam apenas a versão localizada dos fatos. Quem garante que outros grupos indigenas em outros pontos da imensa Amazônia também não produziam esta iguaria? As tecnicas de cultivo e a cultura de um determinado produto muito se assemelhavam entre si. Logo, so os registros citados no texto não pode afirmar com precisão que o tacacá é do Amazonas e sim do norte do Brasil.

    • Prezado sr. Stefano:
      Em respeito ao debate, mantenho a indagação que finaliza meu texto: “Afinal, o tacacá é mesmo originário do Pará? Ou é do Amazonas?
      Do Norte sabemos que é. Mas de qual parte do Norte? Poderia arriscar um palpite?
      Grande abraço

    • Concordo com o sr. dada a característica nômade (inteligentes) das tribos amazônicas, e os também conhecidos conflitos entre elas, os quais poderiam ocasionar um sincretismo ou mistura, nas crenças, costumes, culinária, etc. Os cronistas citados a meu ver não tem a palavra final sobre o assunto, para isso teriam que ter percorrido pelo menos 90% da região [Amazônica que se estende do Perú ao estado do Maranhão] para poderem ser taxativos como querem seus defensores. Embora nascido no Pará costumo dizer com orgulho que sou amazônida e descendente de índios (embora tenha aparência caucasiana). Quanto a questão da esperteza, ela existe, mas não se pode generalizar, pois espertos existem em ambos os lados. Temos que nos valorizar como um povo bem diferente (literalmente) dos de outras regiões do país.

  9. Caros amazonenses tentei ser orgulhoso também mais isso só me causou caiva ,eu queria dizer a vcs q não quebrem a cabeça com esse tipo de coisa, isso não vai mudar nada , vamos deixar pra lá vamos viver em paz , e Deixem q o pará seja dono de tudo ele pode ser dono da castanha, açaí,tacaca , cupuaçu, mandioca de tudo , tudo do Pará ok ! Vamos viver nossas vidas, e daí se não temos alguns títulos de frutas e escambal? oq importa é q temos nossa consciência limpa e q não precisamos de por nada em nosso nome pra mostrar pro mundo que Somos o coração da Amazônia e que tudo que se preserva existe aqui*.

  10. A origem ñ faz A menor diferença.Eu tomo tacacá feito por mim mesmo. Só me pergunto quando os Estados que compõem a Amazônia vão deixar de ser tão individualista como se fossem culturas tão diferente… Hahahaha…

    • Exatamente. Castanha do Pará:maior produtor é o Acre. então vamos mudar o nome para Castanha do Acre? Claro que não até porque já mudaram oficialmente para castanho do Brasil. O que muita gente esquece é que toda essa parte norte da Região Norte era o Grão-Pará… e a castanha era coletada em todo o Grão-Pará. Daí Castanha do Pará… simples…
      Se o tacacá foi produzido primeiramente em Itacoatiara (e a documentação é boa), ainda assim foi no Pará… Em Itacoatiara, mas no Pará, no Grão-Pará… rsrs.

  11. O tacacá se tem essa referência na Serpa paraense, muito natural a tradição conservar de onde e quando documentado. O bairrismo é um sentimento provinciano, mas salutar e tem que ser respeitoso.
    Sinceramente, falar em tacacá no Amazonas é gracioso. Em Manaus, por exemplo, o bom tacacá está nas festas do pessoal de Óbidos e Alenquer, portando… vai do Pará…
    Dizer que Manaus é terra de açaí… puts…tem… como tem em toda a Amazônia. Mas a tradição da bandeira encarnada na porta… aqui já basta meu comentário.
    O Amazonas tem muita coisa bacana, não precisa fazer campanha pra apagar o brilho da estrela de ninguém. Aí está o maravilhoso boi de Parintins, que tem suas origens no Pará…

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