Empatia, como conceito difundido atualmente, tem sua origem na palavra alemã Einfühlung, formada das palavras “ein” (em) e “Fühlung” (sentimento), traduzida como “sentir com”. Este termo, criado pelo filósofo alemão Rudolf Lotze em 1858, por sua vez, seria a tradução do termo grego empatheia que significa paixão, estado de emoção, formada a partir de en (em, dentro de) + pathos (sofrimento, sentimento, emoção). Sua intenção era caracterizar com esta palavra a capacidade do espectador de arte de se projetar no objeto apreciado. Algo como sentir-se no objeto, identificar-se nele/ A empatia está ligada a processos internos da mente definindo a forma como o ser humano vê seu semelhante. Neste sentido nos aproximamos da alteridade. Por outro lado, esta definição vê a empatia como um processo inato do ser humano, presente e necessário para o próprio desenvolvimento do homem.

No campo da psicologia, a empatia é estudada não na relação terapeuta/paciente, mas nas relações sociais entre os seres humanos. Segundo alguns estudos a empatia teria importância como característica evolutiva no homem, sem a qual não chegaríamos tão longe. A empatia seria uma ferramenta necessária, segundo estes autores, para que o ser humano possa entender o outro e desta forma agir de uma forma mais social.

Reconhecer sentimentos no outro nos ajudaria a sobreviver, na medida em que este reconhecimento traz consigo o próprio sentimento. Em outras palavras, a empatia faz surgir no observador não a mesma dor, mas a ideia próxima do que o outro sente e nossa vontade de protegê-lo. Sem este sentimento não sentiríamos a necessidade de proteger o outro, pois não conseguiríamos compreender sua necessidade de ajuda.

E como nos falta empatia em todos os aspectos ultimamente, como ser humano e psicóloga observo, nas relações em geral, essa falta de cuidado com o outro. Todas as pessoas, sem exceção, sofrem com algum tipo de problema, mesmo que o nível das adversidades seja subjetivo. Cabe a nós escolhermos como lidar com cada um deles. O enfrentamento deve ocorrer de forma solitária.

Às vezes, por achar que sofrerá julgamento de outros indivíduos, se compartilhar suas dificuldades, o isolamento parece ser o caminho mais fácil. Porém, é importante ter em mente que sempre há alguém que você poderá contar para dividir o peso do que está incomodando, ou seja, uma pessoa com quem desenvolverá uma relação de empatia.

Ser mais empático traz inúmeros benefícios, principalmente quando se trata do desenvolvimento profissional porque melhora o relacionamento entre equipes, aumenta a capacidade de tolerância e respeito à dificuldade alheia. Além de trazer um sentimento de igualdade, na medida que a pessoa percebe que também precisa da compreensão do colega com as próprias necessidades. Por isso, segue algumas dicas para desenvolver a empatia e assim, colocar-se no lugar de alguém que necessita de compreensão e atenção:

1. Pratique a escuta com a intenção de compreender o outro.

2.Evite dar conselhos.

3.Compreenda suas próprias emoções e sentimentos: isso lhe proporcionará um maior entendimento sobre as emoções do outro. Colocar-se no lugar dele também traz um alívio para a solidão e estimula novas possibilidades de enfrentamento, com percepções e raciocínios mais enriquecidos.

4.Tente compreender o outro sem julgamentos. Respeitar o que o outro sente não implica em ter que sentir o mesmo, mas em aceitar que essa pessoa se sinta assim.

5. Não esqueça que cada ser humano possui uma maneira de ver o mundo, cabe a nós respeitá-lo, pois todos os pontos de vista são válidos e respeitáveis.

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Fabíolla Fonseca
Djanne Fabíolla Fonseca da Silva. Psicóloga. Especialista em Psicologia Jurídica, Saúde Mental, Álcool e Drogas. Atua em Itacoatiara atendendo as vítimas de violência doméstica, na Casa de Maria anexa à Delegacia Geral. Ministra aulas nas Instituições de Ensino de nível técnicos e superior, além de atuar numa Unidade Básica de Saúde e em seu consultório particular.

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