O artigo Polo Universitário descreve as lutas para vencer as adversidades na corrida para obter os louros da vitória ao ser selecionado para uma graduação especialmente para jovens docentes que cruzaram o Amazonas para chegar a capital do petróleo da Amazônia. Era o sonho de materializar a realização do 1º Curso de Pedagogia realizado pela UFAM – Universidade Federal do Amazonas no interior do Estado no CRUTAC – Centro Rural Universitário de Treinamento e Ação Comunitária que realizava projetos de extensão como uma espécie de Projeto Rondon.

O doutor itacoatiarense Roberto dos Santos Vieira foi o primeiro reitor eleito (1985-1989), e, em sua gestão criou logo as Pró-reitorias. O pai do direito ambiental da Amazônia, segundo o Dr. José Roque, é quem deu aparência a essa IES de universidade multicampi, por ter muita bagagem internacional e ampla visão da realidade universitária, inclusive como professor da University of Tennessee (EUA). E tratou de costurar um convênio para corrigir o equívoco centenário da Universidade Livre de Manaus que, durante um século, deu as costas para os caboclos da região.

O mapa geográfico do ensino superior começou a mudar a partir dessa ação por que a seleção contemplou equilibradamente, inúmeros municípios que antes não apareciam no índice, nichos valorizados por universidades do Sul-sudeste do país que dominavam o cenário regional da educação, produzindo pesquisas de interesse coletivo, mas quando os governos necessitavam dessas informações para orientar as políticas públicas municipais, vendiam muito caras as informações coletadas, produzidas e transformadas cientificamente. Também era uma sangria nos salários dos professores, mas ‘fazer’ uma faculdade era como celebrar a abertura do terceiro olho, preparação para a Nova Era.

Sacrifício à parte mano… vou te contar! Mas no dia 3 de Março de 2020 essa turma unida celebrará 30 anos do tratado de paz, amistad & conhecimento acordado com os melhores quadros, nossos queridos professores que entre mestres, doutores e Ph.Ds, nos proporcionaram tudo o que desejávamos, o conhecimento para transformarmos a realidade educacional de milhares de estudantes, em nossos municípios, já que governos cruéis e despóticos impõe e desejam a manutenção do analfabetismo atual. A distância não foi capaz de romper o elo entre o sonho e a realidade presente em cada um que fez e faz parte dessa turma especial, a pioneira.

A emoção vai tomar conta do ar, da mesa, do chão, vai rolar… A valsa a meia luz vai puxar esse sentimento, relembrando desde a confecção do convite, a pose dos colegas na fotografia, a inauguração da famosa placa com todos os nomes em dourado, destacando cada um dos colegas; na formalidade solene da vida de um graduado que, quando menino ou menina, sonharam com essa profissão ou que herdaram do DNA de seus pais essa paixão fatal de ser professor. Profissão tão nobre que é desvalorizada pelo Governador Wilson Lima que convenceu (?) uma Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas acovardada a fazer do Magistério um gueto, presenteando os dignos mestres com a nulidade de todos os atos assinados meses atrás, dentre os quais um pequeno reparo sobre a inflação.

É atrás do Trio Elétrico em Coari que vai ser a sede desse reencontro. Como canta Veveta no Circuito Barra-Ondina, em Salvador… o povo do gueto mandou avisar que vai rolar a festa, vai rolar…

Compartilhar
J.R Lopes
É jornalista. Natural de Itacoatiara (AM).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui