*Manoel Domingos

(Ao poeta Francisco Calheiros)

Uma luz se apaga por uma virulenta, tirania!
Estamos inertes, ocos, tristes e vazios,
Uma parte da poesia se vai e fica o estio,
Jaz um homem das Letras de nossa cidade,
Entristecem-se, levemente, versos de alegria,
Desde aquela estrada Stone em tenra idade,
Até Marina Penalber, Camões e a Academia.

Calheiros se foi e a voz do bardo se cala ao choro,
São os tons dos poemas que se abatem agora.
Nossas sintonias, poeta, falemos em coro!
É um conto, um romance, um poema que chora,
Assim, se apagam vários sentidos de recitais,
Não haverá a prosopopeia “que aplaudis o meu discurso”,
Não ouviremos canções e baladas… não mais.

Poeta Calheiros, das horas e das palavras,
Das intentadas verdades e dos sonetos,
Nos deixa solitários a olharmos para o vão
Desde a velha estrada Stone, onde cresceu,
De súbito, ele se vai…e órfãs ficam mais as estrofes,
Os cursos e os momentos de lirismo que cantara,
Aplausos a esse bravo poeta de nossa Itacoatiara.

*Natural de Itacoatiara/Am. Poeta, professor e escritor. Membro da Associação dos Escritores do Amazonas (ASSEAM), da Academia de Letras e Cultura da Amazônia (ALCAMA), da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-amazônicos (ABEPPA) e do Movimento Internacional da Lusofonia ((MIL). Professor efetivo da UEA. Mestre e doutorando em Letras pela UTAD (Portugal). Fundador da Sociedade dos Poetas Porunguitás. Tem vários artigos publicados, além de 6 livros de poesia.

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