A segunda de uma série de reportagens do autor sobre o Festival Folclórico de Parintins, onde esteve representando este Blog como Jornalista Credenciado pelo jornal “A Crítica”.

Movidos pela economia criativa centenas de triciclos, bicicletas sustentadas por três rodas sobre móvel retangular de madeira, utiliza a força humana para o transporte de turistas pra lá e pra cá, fazendo a alegria dos transeuntes em todos os cantos da cidade e dos tricicleiros que que obedecem a uma tabela, regulada por entidade de classe local. Pintadas nas cores vermelha ou azul, esse modal contribui para movimentar o município, visto que em Parintins não existem indústrias para empregar tanta mão de obra jovem.

O turismo é uma das formas que os caboclos parintintin descobriram para sobreviver, especialmente na época do festival folclórico, quando faturam até de R$ 1.200,00 (reais), nos três dias de festa bovina. Geralmente os triciclos fabricados são adquiridos nos ferros velhos dos bois contrários, dando vida ao ciclo de materiais que são reutilizados de várias formas. Após a fabricação cada unidade custa, aproximadamente R$ 700. A Coca-Cola é a responsável pela pintura e o proprietário customiza, às vezes, da maneira mais inusitada possível esse meio de transporte, com o objetivo chamar a atenção e de agradar os usuários.

O tricicleiro Zenildo Ribeiro Nascimento, 52, é um sujeito boa praça na gíria local. Nos três dias de festival fatura cerca de R$ 800,00. Segundo ele, quando jovem, tinha mais força muscular, o ganho era mais alto, o que contribuía em muito para o sustento familiar a contento. Paulo Silva, 61, nascido na ilha e exercendo a mesma função, tem uma versão radical afirmando que o turista tem que deixar tudo no município, se possível voltando ‘liso’ para o destino, tomando como exemplo uma pessoa que paga R$ 300,00 em uma garrafa de whisky e pagando pouco pelo serviço prestado.

Andrey Ricardo de Lima, manauara, é Mestre em Administração de Gestão Contemporânea pela FacNorte (PR) e para ele é bom o trabalho que os tricicleiros desenvolvem levando os visitantes para conhecer os lugares importantes e turísticos de Parintins. Em um deslocamento mais distante, por exemplo, o turista não fica exposto ao sol, pois os triciclos são cobertos por lona e tem assentos para a costa, nas cores que o cliente do encarnado ou do preto e branco escolher ‘passear’, afirma.

Segundo Aline Mariana Damo, 28, geógrafa (UFG), goiana, pela primeira vez na Amazônia e na Ilha da Magia os triciclos são importantes para o evento e ajudam os turistas a andarem pela cidade. Para a economia é excelente e também se faz barato, disse a palmelina extasiada com a beleza da região. Além de pessoas esse meio transporta cargas dos barcos ancorados no porto e faz o mesmo com as bagagens locando nas residências, pousadas e hotéis existentes na terra tupinambarana.

Outros meios de transportes tradicionais são usados para a circulação local como o serviço de mototáxi e taxi, com preços tabelados em corridas do centro urbano para o Aeroporto Júlio Belém que nesse período do ano recebe, aproximadamente, 15 mil passageiros transportados por aeronaves de vários portes e de diferentes linhas aéreas, seguindo as diretrizes da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil em voos que decolam do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes que atua como Hub, centralizador, de todos dos os destinos que chegam do mundo para Manaus e vice-versa.

*É Jornalista. Natural de Itacoatiara (AM).
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J.R Lopes
É jornalista. Natural de Itacoatiara (AM).

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