Em cerimônia realizada na última quarta-feira (28/11/2018), que contou com a presença de Michel Temer, em Brasília, o nosso conterrâneo José Roberto Tadros assumiu a presidência da Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC), uma das entidades mais operosas e influentes do cenário empresarial brasileiro.

A CNC foi fundada em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial, com os seguintes objetivos: defender os interesses dos segmentos que representa; ser um elemento garantidor da democracia recém-conquistada; legitimar a representatividade das classes empresariais e de trabalhadores; e promover um pacto de colaboração entre empregadores e empregados, contribuindo para a paz social. Para isto, dentre outras iniciativas vitoriosas, já em 1946 a CNC criou, respectivamente, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e o Serviço Social do Comércio (SESC), os quais são considerados, hoje, alguns dos mais significativos sistemas de desenvolvimento social do planeta. Ou seja, de um lado, qualifica o trabalhador; de outro, o ampara com serviços de saúde, educação, cultura, esporte e lazer. A CNC, também, coordena o Sistema Confederativo de Representação Sindical do Comércio (Siscomércio), composto por 34 federações patronais, sendo 27 delas estaduais e 7 nacionais. E é responsável, para ficarmos nesses dados básicos, eis que o espaço não comporta maiores digressões, por representar 5 milhões de empresas, cujas atividades geram 25,5 milhões de empregos diretos e indiretos, respondendo os segmentos por ¼ do PIB!

A responsabilidade de Roberto Tadros, portanto, é imensa, muito mais porque irá suceder a um gigante, o doutor Antonio Oliveira Santos, o qual comandou a CNC por 38 anos e, com a sua extraordinária liderança e capacidade de trabalho, fez dela, a potência que é. Não se tem dúvidas de que Tadros, que também é advogado e membro eminente de diversas entidades culturais (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, Academia Amazonense de Letras e Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas), é o homem certo, no lugar certo e na hora certa. Ele venceu as eleições com a quase totalidade dos votos e reúne em si os predicados necessários para honrar e manter o precioso legado que herda e, também, para seguir em frente, com a ajuda de seus pares, em busca de novas e importantes realizações.

A ascensão de José Tadros à presidência da CNC é motivo de orgulho para nós, amazonenses. Muitos de nós, aliás, estivemos em Brasília, em comitiva informal, espontânea e fraternal, para render-lhe nossas justas homenagens e desejar-lhe sucesso nessa nova e desafiante empreitada.

E para finalizar, quero reproduzir um trecho do discurso proferido pelo senador Bernardo Cabral, em 1999, outro amazonense ilustre, com assento no panteão dos heróis da pátria, o qual, no meu entendimento, reforça a certeza de que Roberto cumprirá sua nova missão com zelo, persistência, muito trabalho e fará uma profícua gestão, pois seu preparo vem de berço e da labuta diária : “Quero aqui salientar que a empresa J. Tadros e Cia é a mais antiga do Amazonas. Fundada por David Tadros, está, hoje, no rol das dezoito empresas familiares com mais de cem anos de existência – seu registro comercial data de 1874 – e é um exemplo de estoicismo, de garra, de determinação e de amor ao Amazonas, com seus fundadores a transmitir aos seus descendentes como é possível prosperar quando os objetivos estão voltados para a sociedade. Roberto Tadros continuou o que aquele pioneiro fez. Sua família, sem a preocupação com o lucro fácil, sempre se dedicou ao estado e ao socorro dos desvalidos”.

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Júlio Antônio Lopes
Advogado Membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas (ACLJA), da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALCEAR) do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Academia Amazonense de Letras (AAL).

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