“Poucas vezes a humanidade inteira se viu diante da necessidade de reconhecer a existência do Amor que nos filia à eternidade do espírito.

É tempo de gratidão!

Mais do que nunca, o Natal que se aproxima se reveste da firme crença no amor de Deus, e, por isso, todos os que comungamos dessa fé devemos nos preparar, interiormente, para esse momento especial da cristandade.

Diante da dor e da angústia, da tristeza e da agonia, do sofrimento, da saudade e da quase desesperança experimentadas por tantas pessoas mundo afora em razão da crise de saúde que assola todas as nações, e que persiste sobre nós sem que consigamos prever o seu término, poucas vezes a humanidade inteira se viu diante da necessidade de reconhecer a existência do Amor que nos filia à eternidade do espírito.

A tradição que vem de longe sugere que a aproximação do final do ano traz, para cada um de nós, a oportunidade do congraçamento tão comum entre as famílias e os amigos mais próximos, principalmente, mas que se estende muito além pelos votos que auguramos, uns aos ou tros, a amigos distantes, conhecidos, vizinhos, companheiros de trabalho e, não raro, a transeuntes circunstanciais que cruzam nossos caminhos. Nessas ocasiões há sempre alegria transbordante e distribuímos votos de felicidade e esperança os quais costumamos pregar de diversas formas.

Nos festejos natalinos, cujo simbolismo maior é a renovação do nascimento de Jesus Cristo, assim reconhecido há séculos, embora de certa forma se revista de festa pagã tal era na antiguidade, o que devemos fazer ao lado da árvore de natal que floresce nas casas, praças e jardins e se constitui em prazer para os que podem usufruir dessa magia; em meio aos afagos do Papai Noel sempre desejados por crianças de todas as idades o qual nunca se cansa de distribuir sonhos; da luz faiscante da estrela de Belém que conduziu os reis magos e que costuma sinalizar caminhos novos para quantos confiam em sua presença estelar; das velas que iluminam e dos incensos e guirlandas que perfumam e ornam os nossos lares; o que devemos fazer em par com esses símbolos tão sobejamente conhecidos e utilizados pela civilização ocidental é debruçar nossos corações em oração e senti-los, verdadeiramente, pulsar o Amor.

Debruçar os corações em oração para sentilos pulsar o Amor é, também, abrir a alma por inteiro, preparando-se para experimentar o nascimento de Jesus no mais profundo do ser, e revesti-lo de fé inquebrantável para que possamos seguir a trajetória de espíritos eternos sob suas bençãos de Luz e Paz.

É preciso preparar o Natal, interiormente!

Urge refletirmos sobre o real valor do tempo que vivemos para o aproveitamento verdadeiro do que viemos cumprir na temporada que atravessamos. Nenhuma ocasião se torna mais propícia para essa reflexão do que esta que se reveste de encanto muito particular com o reconhecimento cristão do nascimento de Jesus, o pregador que se valia de parábolas para melhor ensinar, e de lições práticas e exemplos insuspeitos de fé para explicitar a presença do Ser Superior que a tudo preside.

É tempo de gratidão!

Mais do que nunca, o Natal que se aproxima se reveste da firme crença no amor de Deus. Debrucemos os corações em oração para senti-los pulsar o Amor, e tenhamos confiança na mensagem de Emmanuel ao esclarecer que Ele nos conhece, abençoa, abraça, recolhe, consola, restaura e ama.

É tempo de aprender e agradecer diante da dor que assombra, fazer renascer a esperança e fortalecer a Fé e o Amor.

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Roberio Braga
*Amazonense de Manaus. Historiador. Bacharel em Direito, especializado em Direito Agrário, pós-graduado em Administração de Política Cultural e Mestre em Direito Ambiental. Professor da Escola Superior da Magistratura do Amazonas e da Universidade do Estado do Amazonas. Ex-presidente da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas. Ex-Secretário de Estado de Cultura, desde 1997 até 2017 e atual Presidente da Academia Amazonense de Letras.

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