*Este breve texto foi originalmente publicado em fevereiro de 2014, na 16ª. edição do periódico mensal denominado F5 Vital, da escola de ensino médio Deputado Vital de Mendonça, em Itacoatiara, Am. O referido periódico, que tinha como seu editor o autor do presente artigo, foi veiculado entre os anos de 2012 e 2015, procedente de fomento público por meio de projeto de ensino da escola básica. Como a política do Blog do Francisco Gomes possui perfil jornalístico educativo, disponibilizamos o artigo aos seus leitores.

Enfrentar de modo inteligente os fatos ocorridos cotidianamente ao redor do mundo não é uma habilidade que se adquire com facilidade, pois nesse contexto está envolvida uma série de aspectos que influenciam diretamente na forma de encarar os acontecimentos.

O primeiro aspecto diz respeito ao grau de formação intelectual do homem enquanto cidadão, à sua capacidade de análise e interpretação de tudo o que acontece, às suas crenças e até aos seus medos. O segundo tem a ver com as atitudes do sujeito a partir de sua personalidade e de seus valores morais, como a honestidade e a solidariedade.

Após isso, chega-se ao ponto de como os fatos são divulgados, o papel da mídia como veículo de informação e a repercussão daquilo que se transformou em notícia. Paralelamente, ainda existem os “grandes interesses” que quase sempre insistem em interferir na verdade dos episódios que são noticiados.

Diante disso, o principal desafio então é o sujeito tornar-se competente para ‘ler’ a realidade com todas as suas modificações que possam aparecer. O desenvolvimento desse caráter de competência de leitura (entendimento) do mundo tem como forte aliado o trabalho do jornalismo em seu caráter investigativo e imparcial diante de qualquer circunstância.

Da mesma forma que um indivíduo que pratica o ato de ler os textos jornalísticos desenvolve uma consciência crítica, assim também aqueles que produzem tais textos melhoram a sua capacidade de compreensão dos fatos.

É exatamente por isso que a presença do universo do jornalismo se coloca como atividade imprescindível dentro do ambiente de formação de um cidadão. Por meio dele, tem-se a experiência de questionar, de confirmar as informações, de criticar e de ser alvo de tentativas de censura, de conhecer com mais propriedade os agentes dos eventos veiculados, de desvendar mistérios e até de se surpreender com a verdade.

Enfim, são as inúmeras oportunidades de experimentação da realidade que fazem do sujeito do jornalismo um ser capaz de pensar e de se posicionar de modo consciente diante da infinidade de problemas que insistentemente se repetem, provocando sua inteligência e suas atitudes.

Compartilhar
Salomão Amazonas Barros
Poeta e folclorista, atributos que herdou de seu saudoso pai – o popular Zé Barros. Professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas - IFAM. Membro da Academia Itacoatiarense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico de Itacoatiara.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui