O Círio dois mil e vinte
Tem ares de eternidade:
Mortes, luto, despedidas
Esforço pra não chorar
Dizendo : “Isto vai passar.”

O Círio dois mil e vinte
Aumenta a nossa amizade,
um perfume, uma linguagem
que tem gosto de SAUDADE.

O Círio dois mil e vinte
Em mim, em ti, em nós todos,
Este Círio- quem diria?
põe saudade na cidade.

Mas avante, minha gente:
Vela é Círio, é luz, verdade
Pois NAZARÉ vai conosco.
Vai com o Menino nos braços
Dando os abraços sem laços
E enlaços de santidade.

O Círio dois mil e vinte
É um  abraço  sem enlaço.
Círio é saúde, é saudade,
É dêsapego, é renúncia,
É um abraço sem braço.
Mas dê-me um abraço,ande,
Neste Círio de saudade.

Dê-me um abraço da corda
dê-me um abraço sem corda
mais que um aperto de mão:
No Círio dois mil e vinte
A Missão fala BEM  alto
Vai direta ao coração.
O CIRIO dois mil e vinte
Tem um sabor de Missão.

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Marília Menezes
*Poeta e escritora. Ex-secretária da CRB. Trabalhou na Prelazia de Itacoatiara, em 1962-1963, ao tempo do bispado de dom Francisco Paulo Mc-Hugh (1924-2003), onde dirigiu o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1997 voltou a Itacoatiara para secretariar o bispo dom Jorge Marskell (1935-1998), até sua morte no ano seguinte. Sócia correspondente da Academia Amazonense de Letras. Reside em Belém, sua terra natal.

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