Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o câncer é a segunda causa de mortalidade no mundo, há pouco tempo o diagnóstico causava pânico, mas atualmente dispomos de novos tratamentos menos invasivos e que aumentam a sobrevida e a qualidade de vida do paciente.

Um estudo divulgado em 2018 durante a reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) mostrou que 20% das mulheres com ‘câncer de mama não precisarão realizar quimioterapia nos estágios iniciais.

De acordo com a pesquisa, cerca de 70% das pacientes com diagnóstico de câncer de mama de receptores hormonais positivos e HER2 negativo estariam aptas para serem tratadas apenas com terapia hormonal que é mais amena e com menos efeitos colaterais, além de ser’ mais barata. Isto é, para casos em que os tumores estão em etapa precoce:'” antes de se espalhar para os gânglios linfáticos. Este tipo de pesquisa aborda os novos caminhos da Medicina de Precisão, a qual tem um olhar diferenciado para o paciente, não analisa apenas a doença, mas leva em conta seu histórico, genética, ambiente e estilo de vida.

O objetivo desta pesquisa foi testar nas brasileiras a eficácia do teste genético Oncotype DX, um teste molecular para identificar a necessidade de tratamento com a realização de quimioterapia por meio da biópsia que identifica se o tumor é dependente ou não.

Anteriormente se utilizava tratamento com mais efeitos colaterais por não saber o comportamento do tumor, hoje podemos evitar o uso da quimioterapia e da radioterapia nos estágios iniciais, dando um grande alívio a estas mulheres  que após a deturpação cirúrgica do tumor continuarão o tratamento somente com hormônios, acrescentando-os ou os bloqueando inibindo de vez a possibilidade do reaparecimento do tumor em outro local.

Apesar de possibilitar uma redução nos custos de tratamento, este novo tipo de teste ainda não é disponibilizado no Sistema Único de Saúde do Brasil (SUS) e também não é custeado pelos planos de saúde. Somente em clínicas particulares podemos fazer este mapeamento genético no valor de 13 mil reais. Contudo, este novo estudos gera boas expectativas para que as instituições e o próprio governo implementem uma forma de baratear este novo exame, pois reduzirá significativamente os custos e aumentará os benefícios da aplicação e a qualidade de vida do paciente.

Fico feliz em ver a evolução da Ciência e da Medicina a serviço da qualidade de vida e da nossa longevidade e espero que seja breve a inclusão deste teste na saúde pública.

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Euler Ribeiro
Amazonense, de Itacoatiara. Formado em Medicina em Belém (PA), o médico geriatra completou os estudos em SP e nos EUA. Foi secretário de Saúde do Estado e deputado federal. Fundador da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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