No jubileu do órgão da Catedral de Belém

Convinha celebrar, mesmo na pandemia,
Os vinte e cinco anos da re-i-nau-gu-ra-ção
do órgão da Catedral de Belém, com alegria,
– maravilha que existe no Pará.
Vibrar, entre organeiros e organistas,
com este órgão, pensado e reformado, em gigantesco afã,
de trabalhos e dor de muitos anos, qual obra de um titã !

Chamemos Bach com seus corais.!
Chamemos Haendel – para ouvir Messias –
Esplêndida polifonia !
Vigários, Bispos de nossa Catedral –
todos vivos na Comunhão dos Santos. Leigos e leigas, tantos missionários,
a ouvir Lírio Mimoso, Ave Maria, povo participando !
Igreja da Amazônia e do universo, o louvor ecoando
na terra, rios, florestas… tantos cantos e sons reverberando !

A Rede Nazaré nos propicia notícia memorável
e na Sé ou nas casas vem levar, e nos faz escutar
a opulência de sons, – maravilha inefável
deste Cavaillé-Coll tão grandioso! –
– é o órgão maior da América Latina,
no século dezenove inaugurado, e por anos fechado.
Com esforço incansável, redobrado,
nós o vemos, enfim, recuperado.

E a força que vem do Sumo Bem
repercute na Igreja de Belém
e com Paulo José Campos de Melo
– nosso grande organista paraense,
nos vai fazer ouvir UM CANTO NOVO.
Representa o povo, maestros e cantores,
pois passado e presente estão AQUI:
É Jubileu unido a mais um Jubileu – é outro LAUDATO SÌ.
CANTEMOS AO SENHOR : LAUDATO SÌ !

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Marília Menezes
*Poeta e escritora. Ex-secretária da CRB. Trabalhou na Prelazia de Itacoatiara, em 1962-1963, ao tempo do bispado de dom Francisco Paulo Mc-Hugh (1924-2003), onde dirigiu o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1997 voltou a Itacoatiara para secretariar o bispo dom Jorge Marskell (1935-1998), até sua morte no ano seguinte. Sócia correspondente da Academia Amazonense de Letras. Reside em Belém, sua terra natal.

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