Na cor morena os olhos são vitrais

esplendendo fulgores diamantinos,

quando castanhos – credes? – são divinos!

Se negros, lembram gemas sensuais.

 

Vezes tingem-lh’os laivos florestais

de um verde intenso e brilhos hialinos;

se a bronze ou mel, refulgem, peregrinos,

são confeitos de humana catedrais.

 

Incrustados em plástica escultura

os olhos da morena são moldura

de cárnea perfeição e alta nobreza.

 

Vede, incrédulos! tendes rara e bela

a fulgir, cá na terra, humana estrela,

comandando dois sóis de igual grandeza!

Compartilhar
Almir Diniz
Poeta e contista amazonense. Membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui