Não assumo compromisso

nem com a Pátria nem com a vida,

emigrante sou em qualquer parte

por onde ande perdida.

Passarinho atormentado me sinto,

sou águia altaneira, liberta,

passarinho é engaiolado,

eu quero é porta aberta

para as fugas eu proponho

juntos, eu e o sonho.

cada qual com o seu feitiço

e a sua inspiração,

fazermos até o sumiço

de toda a inquietação.

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Violeta Branca
Violeta Branca Menescal de Vasconcelos (1915-2000). Poetisa amazonense começou a escrever aos 19 anos. A primeira mulher a ingressar numa Academia de Letras no Brasil. Ocupou a Cadeira nº 28 da Academia Amazonense

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