*Francisco de Abreu Cavalcante

Pertence ao segundo livro “Maravilhas da vida” a ser publicado em breve.

I
Com tantas lembranças contidas,
No peito, só ausência em agonia,
Irmãs vidas de presença desprovidas,
Mereço protestos de estimada valia.

II
Como me ter olvidado tanto assim?
Minh’alma silenciar tão brilhante passado,
A obscuridade íntima tomou-me conta
Dentro de mim, até então inexplicado.

III
E assim prezado e cordial amigo,
Busco desculpa por mera distração
Por em fútil distância nos manter
À mancha insólita da ingratidão.

IV
Ó tempo insignificante, desvalido,
Habilmente branqueaste-me a memória
Por que tanto tempo me separaste
De promissora amizade e glória?

V
Assim quero esquecer e não posso,
Mas peço por nós, a divina proteção
Para nos mantermos vivos e saudáveis
Em paz, sempre com Deus no coração.

*Poeta e professor aposentado, natural de Itacoatiara. Graduado em Letras, Língua Inglesa. Integrante do Coral João Gomes Júnior.
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