Na próxima semana, mais precisamente no dia 1º de novembro, será lançado em Itacoatiara o 15º livro de autoria do historiador Francisco Gomes da Silva – “Cronologia Eclesiástica de Itacoatiara”.

A obra, de 337 páginas, homenageia a Prelazia de Itacoatiara; são 365 anos de história envolvendo a trajetória do Povo Católico dos municípios de Itacoatiara, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Silves, Urucará e Urucurituba, que integram a referida Circunscrição Eclesiástica da Igreja Católica do Brasil, pertencente à Província Eclesiástica de Manaus e ao Conselho Episcopal Regional Norte 1 da CNBB, sendo sufragânea da Arquidiocese de Manaus. Sua Sé Prelatícia está na Catedral Nossa Senhora do Rosário, em Itacoatiara.  Nem a propósito, o lançamento do livro dar-se-á no encerramento da Festa da Padroeira da Prelazia, Nossa Senhora do Rosário (1º/11), em plena praça pública na bela cidade itacoatiarense – evento que reúne todos os anos milhares de paroquianos, além de turistas do Amazonas e outros estados do Brasil.

O Prefácio do livro, que publicamos abaixo, é do bispo dom José Ionilton Lisboa de Oliveira. Leiam-no:

O professor Francisco Gomes da Silva, grande historiador e um apaixonado itacoatiarense, nos brinda com este novo livro que nos fará conhecer acontecimentos e pessoas que ajudaram a construir a história da Igreja Católica em Itacoatiara, com incursões pelos demais municípios que integram a Prelazia: Itapiranga, Silves, São Sebastião do Uatumã, Urucará e Urucurituba.

O livro segue à risca a periodização tradicional da historiografia brasileira. Além de seu texto, contém uma série de notas que ampliam a história eclesiástica da Prelazia de Itacoatiara, fazendo-nos conhecer ao mesmo tempo a história eclesiástica da Igreja no mundo e no Brasil.

Possibilita-nos, assim, reler a história da Igreja Católica nesta parte da Amazônia brasileira, desde a chegada do Padre Antônio Vieira à região, em 1653, aos dias atuais.

A obra é dividida em quatro partes: a Primeira vai da criação do núcleo originário de Itacoatiara no Médio Madeira (1683) ao translado da povoação para a margem esquerda do Médio Amazonas (1758); a Segunda nos faz conhecer a história a partir da instalação da vila de Serpa (1759) à elevação da cidade de Itacoatiara (1874); na Terceira vamos conhecer esta história a partir da instalação desta cidade (1874) à criação da Prelazia Nullius de Itacoatiara (1963); e a Quarta Parte revela-nos fatos ocorridos a partir da instalação da Prelazia Nullius de Itacoatiara (1964) aos dias atuais (30 de setembro de 2018).

Fazer memória é muito importante, pois aprendemos do passado para melhorar o presente e aperfeiçoar o futuro.

O presente trabalho colabora para a valorização da memória eclesiástica do Amazonas e na ampliação do acervo bibliográfico sobre a temática em nível regional. Mais que isso: direciona-se a estimular a leitura instrutiva e/ou crítica da Caminhada da Igreja (bispos, padres, diáconos, vida consagrada, leigos e leigas), e ao estudo e à reflexão dos interessados na pesquisa historiográfica. Favorecerá, sem dúvida, aos amantes de uma boa leitura, a boa discussão e o melhor debate.

Muito me alegro em ter sido convidado pelo professor Francisco Gomes para apresentar seu mais novo livro: Cronologia Eclesiástica de Itacoatiara.

Espero que nossos irmãos católicos e nossas irmãs católicas possam se dedicar à sua leitura, para assim conhecerem e relembrarem nossa própria história.

Itacoatiara, 7 de outubro de 2018
Memória litúrgica de Nossa Senhora do Rosário
Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV
Bispo da Prelazia de Itacoatiara

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2 COMENTÁRIOS

  1. Não pude ir… Ainda não o li, mas 365 anos são três séculos e mais uns bocados de história.
    Só a ‘História do Sino de Serpa’ ao qual o Marquês de Pombal tinha tanto zelo quando o enviou de Portuagal é quase tudo isso. E o Santo Graal que veio e ninguém sabe onde está!? Mas, se Deus quiser, ele vai aparecer, pois para o Detetive da História nada escapa aos olhos ao se tratar dessa terra.
    Parabéns escritor, acadêmico e historiador Francisco Gomes da Silva, pela inteligência criativa na vasta produção científica como especialista na História do Amazonas e de Itacoatiara!

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