Tudo é união: o furo se une ao rio,
O rio ao paraná, o paraná ao igarapé.
O igarapé ao igapó, o igapó à cabeceira
A cabeceira à ressaca, a ressaca aos rios.
Os rios à cachoeira, a cachoeira ao remanso.

O remanso ao lago, o lago à enseada.
A enseada à foz – boca do rio escancarada…
O rio ao estirão, o estirão ao redemoinho…
O redemoinho à pororoca.
O olho d‘água ao mar….

Rio alto, rio médio, rio baixo.
Rio branco, rio preto, rio-rio
Rei do rios- rio-mar
Rio ao mar.
Assim devemos ser: tudo é fusão, tudo é união.

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Marília Menezes
Poeta e escritora. Ex-secretária da CRB. Trabalhou na Prelazia de Itacoatiara, em 1962-1963, ao tempo do bispado de dom Francisco Paulo Mc-Hugh (1924-2003), onde dirigiu o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1997 voltou a Itacoatiara para secretariar o bispo dom Jorge Marskell (1935-1998), até sua morte no ano seguinte. Sócia correspondente da Academia Amazonense de Letras. Reside em Belém, sua terra natal.

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