Imunidade de rebanho ou imunidade coletiva é um termo utilizado por imunologistas para calcular a quantidade de pessoas que precisam estar imunes a um agente infeccioso para frear uma determinada cadeia de transmissão. Ela ocorre quando há uma quantidade significativa de indivíduos que já foram infectados e passam a adquirir a imunidade criando uma barreira de proteção à população, porém este fenômeno ainda é estudado e durante a pandemia de Covid-19 ainda há dúvidas se poderemos alcançá-lo.

Geralmente este tipo de imunidade é alcançada por meio de campanhas de vacinação, onde grande parte da população, cerca de 95%, recebe a imunização e o patógeno causador da doença perde forças até para infectar quem não está protegido, temos como exemplos doenças que assolavam a humanidade nos séculos anteriores como o sarampo, rubéola entre outras. Para se atingir uma imunidade de rebanho sem vacinas, a população estaria vulnerável a uma porcentagem maior de risco de mortes, o que acontecia em epidemias passadas, com a perda expressiva de milhões de pessoas infectadas.

Podemos até concluir que quando uma fração muito grande da população tenha sido contaminada o vírus causador acaba não encontrando novos hospedeiros susceptíveis, com isso percebemos uma queda consideravelmente ampla na disseminação da pandemia, mas ainda não houve tempo de estudo suficiente para definir alguns pontos importantes, pois o comportamento do vírus depende de alguns fatores ainda estudados como reinfecção, resistência celular, carga viral, etc.

Enquanto não houver vacinas a melhor forma de evitar a propagação da doença é redobrando os cuidados individuais, evitando contato físico com qualquer pessoa fora do seu convívio de casa, usando suas máscaras de proteção diariamente, mantendo o distanciamento social, lavando as mãos corretamente ou utilizando o álcool em gel na ausência de água e sabão, higienizando alimentos, vestimentas ou qualquer material de uso pessoal. É fundamental manter-se isolado em qualquer manifestação de sintomas gripais para proteger o próximo, a responsabilidade deve ser individual e coletiva.

Manaus está sendo novamente objeto de estudo para uma possível “imunidade de rebanho”, mas já acompanhamos com cautela um crescimento no número de casos do novo coronavírus, assim como outros países também têm controlado aberturas e fechamentos de serviços enquanto for seguro para todos, devemos nos precaver de todas as formas enquanto não houver uma vacina definitiva, faça a sua parte em casa ou no trabalho, rezo sempre pela proteção divina aos homens da floresta e em particular aos nossos idosos, os quais procuro seguir rigorosamente as recomendações sanitárias do estado para proteger este grupo mais vulnerável, enquanto isso vamos acompanhando os resultados das pesquisas e estudos para continuar dirigindo a Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade -FUNATI. Cuidem-se!

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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