Nesta grande pandemia, /As igrejas se fecharam.
Mas nossos Bispos e Padres/ A todos estimularam:—-

—Temos a Igreja doméstica
Não podemos esquecer
Cada casa, rica ou pobre,
Uma Igreja pode ser!

E neste tempo Pascal,
Voltamos ao Santuário:
Uma cruz, Nossa Senhora,
Flores, Bíblia, o Rosário.

O Oratório – rico ou tosco,
Ganhou vigor… Novas vidas:
Pais, avós, crianças, jovens,
lembrando histórias queridas.

E os Santos, tão estimados,
São como parte da gente
Lembranças, cartões, santinhos…
Passado se faz presente.

O televisor não falta:
A Oraçãoinspira Fé.
Quem melhor pode ajudar-nos?
A FUNDAÇÃO NAZARÉ!

E nossa Igreja doméstica
numa sala se ajuntou :
— vamos cantar e rezar
pois Cristo ressuscitou.

A Santa Missa querida
Em uma igreja vazia
Continua a nos falar
De piedade e profecia.

Famílias no isolamento,
Ou presas na quarentena,
Mesmo afastadas, se encontram,
E rezam sua “novena”.

Doutrina antiga, mas nova
Veio se re-implantar:
“Somos Igreja doméstica:
Quão sagrado é o nosso lar!”

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Marília Menezes
*Poeta e escritora. Ex-secretária da CRB. Trabalhou na Prelazia de Itacoatiara, em 1962-1963, ao tempo do bispado de dom Francisco Paulo Mc-Hugh (1924-2003), onde dirigiu o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1997 voltou a Itacoatiara para secretariar o bispo dom Jorge Marskell (1935-1998), até sua morte no ano seguinte. Sócia correspondente da Academia Amazonense de Letras. Reside em Belém, sua terra natal.

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