Há 15 dias a ativista sueca de 16 anos, Greta Thunberg, chegou a Nova Iork para participar da Assembleia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas que dentre outros, discutirá questões ambientais na Cúpula de Ação Climática. O Secretário-Geral António Guterres determinou que 17 veleiros da organização mundial a recepcionassem, um para cada Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Crianças e adolescentes americanos já foram contaminados pelo movimento Friday For Future que começou solitário e, atualmente, é planetário. Jornalistas, cientistas, autoridade e sociedade civil organizada do mundo inteiro acompanham seus passos, registrando o ensaio para futuras mobilizações.

Fez uma viagem oceânica para evitar a alta emissão de carbono despejadas por uma aeronave.  A energia que utiliza o veleiro vem de painéis solares e ele foi cedido por Pierre Casiraghi, filho da Princesa Caroline. De lá segue em sua diáspora pelo clima para o Canadá, México e Chile. Recebeu o Prêmio Embaixadora da Consciência e tirou um ano sabático para participar das ações pelo clima. Viaja com seus pais, um documentarista e o próprio filho do Principado de Mônaco que a acompanhou para fazer o périplo.

Em 1972 a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente Humano, foi realizada na Suécia. O Primeiro-Ministro sueco Olof Palme (1927-1986) foi quem articulou a organização do encontro mundial. O planeta ainda vivia a Guerra Fria, mas a consciência ecológica já vinha caminhando há algum tempo, desde o Festival de Woodstock (Woodstock Musica &Art Fair), no qual a juventude mundial enviou um recado a catedral do capitalismo em que os jovens criaram o movimento hippie e o partido verde, período no qual a escritora Raquel Carson lançou Primavera Silenciosa denunciando o desastre de Minamata (Japão), na qual morreram muitas pessoas contaminadas por mercúrio. Foi a primeira vez que o homem ouviu a palavra ecocídio.

Da mesma forma a pacifista que já teve um ancestral que foi Nobel ela envereda pelo mundo lutando por uma causa comum: a vida em Gaia. Recentemente após as queimadas na Amazônia em que jovens de 150 países protestaram contra as ações do desmonte do Ministério do Meio Ambiente, ameaça de não demarcação das TI’s (Terras Indígenas), perseguição aos quilombolas e nativos da região, já colocam a política desastrosa do Governo brasileiro, no olho do furacão. O boicote internacional já começou para algumas empresas nacionais e tal ato vai inviabilizar o crescimento econômico tupiniquim.

Essas queimadas aumentam a lista de espécies em extinção que já ultrapassam 176 por supressão de hábitat, aumento substancial de área para o agronegócio criminoso, desmatamento seletivo, caça e captura de indivíduos. As empresas estrangeiras atualmente monitoram a floresta para não comprar comodities que possuam odor de fumaça amazônica e isso demonstra a grosseria de um governo que ainda precisa soletrar o que tanto crianças e jovens já sabem de cor: desenvolvimento sustentável.

Até o sínodo da Amazônia, patrocinado pela Igreja Católica está incomodando um Governo que ainda não leu a Laudado Si, uma bula papal que faz uma reflexão sobre nosso planeta azul. Já podemos esperar a saraivada de críticas que o Brasil sofrerá na Assembleia da ONU.

O brasileiro precisa refletir sobre o desastre que foi cometido pelo Governo contra nosso maior patrimônio.

*É Jornalista. Natural de Itacoatiara (AM).
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J.R Lopes
É jornalista. Natural de Itacoatiara (AM).

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