Segundo nosso dicionário de língua portuguesa, generosidade é uma característica daquele que se sacrifica em benefício de outra pessoa. Em sua própria etimologia, generosidade remete ao nascimento, “aquele que teve bom nascimento”, que por fim foi adaptado no sentido de repartir nobremente. O conceito desta grande virtude não está atrelado somente ao compartilhamento de bens materiais, pois aquele que doa algo, bens, comidas, conhecimento, gratidão, amizade, sem esperar nada em troca é considerado uma pessoa de alma grande, com vida em abundância.

Ser generoso é tão bom que até os cientistas se interessaram pelos benefícios do efeito da recompensa para o cérebro. Cientistas da Claremont Graduate University estudaram os efeitos do hormônio ocitocina (produzido no cérebro) em voluntários que deveriam decidir se davam ou não dinheiro a estranhos, o resultado mostrou que quando sentimos empatia somos invadidos pela sensação de bem-estar, ou seja, praticar o bem faz bem para a saúde.

Infelizmente estamos nos tornando cada vez mais egoístas, vivendo em nossos próprios castelos. Uma fração pequena da sociedade concentra quase que metade de toda riqueza acumulada sobre a população menos favorecida, empobrecida, desempregada, faminta e na maioria alijada por esta minoria.

Quase 100% de todos aqueles beneficiados são acumuladores. Guardam tudo por menor que seja o valor e ficam aprisionados em um ciclo de vaidades, calma, não é uma apologia a ideologias políticas, é uma simples reflexão sobre como nossa humanidade ainda precisa despertar para a generosidade.

Todas as vezes que você se dispõe a doar, seja uma moeda, um prato de comida, uma roupa, um remédio, seu tempo para educar, para acolher, fará mais bem para quem doou do que para quem o recebe, pois a quantidade de serotonina liberada, conhecido como hormônios do prazer, encherá nossa vida de momentos de satisfação e alegria.

Os acumuladores geralmente são infelizes, pois a posse faz deles doentes de preocupação para não se desfazerem de nada, mesmo que seja um objeto sem grande valor, sempre fica um vazio que precisa ser preenchido. Por isto, devemos cultivar dentro de nós e na nossa família, a generosidade, ensinar as crianças a compartilhar, a ter mais empatia e compaixão, afinal o egoísmo nos leva ao isolamento e solidão.

Quando choramos pela primeira vez com dor por termos conseguido colocar a cabeça para fora do útero materno, saímos “nus”, não trazemos nada conosco e quando partimos mesmo que tenhamos acumulado muita coisa de grande importância e sem importância também não levaremos nada! Então para que acumular? Portanto, vamos compartilhar de tudo um pouco com aqueles que não estão no grupo dos privilegiados.

A generosidade só nos trará alegria e felicidade, as quais não se compram, nem em shoppings, supermercados, joalheria e muito menos em farmácias. Pratique a generosidade e tenha uma vida abundante. Cuidem-se!

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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