A Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica) ocupa hoje uma área construída de 20.000 metros quadrados, onde mantém 13 cursos médio/profissionalizantes, nove cursos de graduação e oito cursos de pós-graduação. Sua estrutura de pessoal, de 926 colaboradores, inclui: 169 especialistas, cinco mestrandos, 77 mestres, 9 doutorandos e 19 doutores. A Fundação reúne sete mil estudantes regulares, e seus cursos abrangem amplo leque em áreas especializadas de engenharia: química, elétrica, computacional, mecânica, civil, além de áreas de física, eletricidade, madeira, etc. O Conselho Diretor da Fucapi, presidido por Isa Assef dos Santos, que também preside a Abipti (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação), sediada em Brasília, é integrado por Fieam, Cieam, Cnpq, além de membros de notório saber, oriundos, basicamente, do meio empresarial.

Instituições como Fucapi, universidades, Inpa e Cba, além da iniciativa privada, no conjunto geram economias de aglomeração e, por meio das externalidades positivas resultantes, expressivos ganhos de produtividade capazes de viabilizar, no médio prazo, a implantação de ao menos dois parques tecnológicos na região. Mais do que nunca a Zona Franca de Manaus terá de investir em ciência, tecnologia e inovação como via de fortalecimento e adequação do modelo ao padrão mundial.

Estudos do site Tecnomundo demonstram a expansão de parques tecnológicos no Planeta. Na Ásia, destacam-se China, como um dos principais setores de fabricação, do qual se sobressaem gigantes como Asus, Acer, VIA (fabricante de processadores), HTC e Foxconn, e Coreia do Sul, onde se localizam algumas dos principais conglomerados globais da atualidade, dentre os quais Samsung e LG. O reconhecimento da importância da tecnologia é bem evidente também em Singapura (cobertura de Wi-Fi gratuito em toda a península). Lá, várias empresas norte-americanas, como as pioneiras Microsoft, IBM, HP, apostam no potencial de desenvolvimento de software.

Hong Kong reúne grande quantidade de empresas dedicadas à pesquisa e ao desenvolvimento de robôs, além de concentrar empresas especializadas em efeitos visuais. O Japão, berço da evolução tecnológica asiática , que revolucionou a indústria eletrônica mundial entre os anos 1950 e 1970, é o país de origem de algumas das empresas mais importantes das últimas décadas: Sony, Toshiba, Panasonic e Nikon, que, por muitos anos vêm sendo referência global nesse campo.

Destaca-se também Bangalore (na Índia) e Tel Aviv (Israel). A região indiana recebe apoio de empresas como Microsoft, HP e 3M, além de concentrar 35% dos trabalhadores envolvidos com TI do país. Acredita-se que Tel-Aviv, o Vale do Silício no Oriente Médio, está se tornando um dos grandes centros mundiais de start-ups (empresa nova embrionária ou ainda em fase de constituição, que conta com projetos voltados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras).

Certamente, o mais importante polo tecnológico do planeta localiza-se na Califórnia, EUA, o Vale do Silício. Aqui se desenvolveram algumas das empresas mais emblemáticas da revolução tecnológica mundial – Apple, Yahoo! e Google -, além daquelas dedicadas exclusivamente ao hardware, que, definitivamente tornaram célebres a região.

Na América Latina destacam-se Brasil e Chile, onde, segundo o Tecnomundo “universidades como a Católica do Chile, incentivam os estudantes a investirem em tecnologia. No Brasil, S. Paulo assume a liderança do setor com Campinas, polo de start-ups, e São José dos Campos, que, além de reunir empresas dedicadas à tecnologia, conta com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), uma das mais respeitadas instituições de ensino do país. Merecem destaques ainda outros polos como Campina Grande, PB, Blumenau, SC e o Sul de Minas.

A Zona Franca de Manaus precisa forçosamente fazer parte dessa estatística.

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Osíris Silva
O economista Osíris M. Araújo da Silva é consultor de empresas, ex-secretário Municipal de Economia e Finanças da PMM, ex-secretário da Indústria, Comércio e Turismo e ex-secretário da Fazenda do Amazonas. É presidente da AMAZONCITRUS – Associação Amazonense de Citricultores, membro do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA), do INPA, e articulista econômico de A Crítica.

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