Republicação da matéria da Folha de São Paulo, de 31/12/2019, assinada pela jornalista Cristina Camargo.

Pop da Selva, como era conhecido, virou ícone da música amazonense.

Nascido em Manaus (AM), Arlindo Júnior, conhecido como Pop da Selva, começou sua trajetória artística na adolescência, cantando de forró a baladas românticas nas noites da cidade.

No entanto, virou um ícone da música amazonense quando aceitou ser levantador de toadas do Boi Bumbá Caprichoso, no Festival Folclórico de Parintins.

“Foi um dos maiores nomes do festival”, disse, em nota, o Boi Caprichoso. “Quantas vezes sua voz deu o tom para que a galera explodisse com a toada ‘Pesadelo dos Navegantes’ na arena do bumbódromo?”.

O cantor morreu no domingo (29), aos 51 anos, em Manaus, vítima de câncer que enfrentava desde 2016.

Nas redes sociais, o Pop da Selva publicava textos e vídeos para informar aos fãs sobre o tratamento. Milhares de pessoas acompanhavam e torciam pelo cantor, idolatrado pela torcida azul e branca.

Arlindo Junior era uma pessoa alegre e humilde, “pé no chão”, segundo seu filho mais velho, Arlindo Neto. “Ele cuidava dos filhos muito bem, sempre nos colocava em primeiro lugar. Era um superpai. Ele vai ser imortal em nossos corações, no dos fãs e das pessoas mais próximas”, diz.

Jender Lobato, presidente do Boi Caprichoso, lamentou a morte. “É difícil escrever algo sobre alguém que esteve sempre ao nosso lado, contagiando com sua alegria”, disse.

Arlindo comandou o programa Buteco do Arlindo, na Rádio Alvorada, teve banda de pagode e foi levantador de toadas e apresentador.

Foi considerado o responsável por mudanças no ritmo da toada do boi bumbá, que ficou mais acelerado.

Arlindo foi também vereador e secretário de Cultura em Manaus. “Ele deixou sua marca e seu legado”, completa Neto. Arlindo Junior deixa cinco filhos.

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