Em Itacoatiara- 1965
Lembrando Dom Jorge Marskell e toda a Igreja de Itacoatiara, AM
“Caminhos Missionários”-Belem, 1993.

Entre as águas do rio há grandes pedras.
Pedras com marcas, desenhos, inscrições.
ITA- pedra, nome indígena
COATIARA – gritos, riscos: Reflexões.

Riscos nas pedras que indicam
Os índios que ali viveram.
Os pais e mães deste povo
Que ali cresceram, morreram.

As marcas, porém, ficaram:
Signos do que tem ficado
da presença missionária
que ali tem pelejado.

Criando comunidades,
gerando uma nova Igreja…
Marcas que são novos marcos
de uma vida que viceja.

Marcas que são quais caminhos…
são sinais a percorrer,
comunicando a mensagem
para quem sabe entender.

Marcas que geram outras marcas
Não no rio que desce aos mares
Mas nas pedras destas almas:
Pedras vivas, angulares.

Os seus traços comunicam.
São símbolos para se ler.
Falam por si, tem linguagem
Para a História compreender.

———–

Entre as águas do há grandes pedras.
Pedras com marcas, desenhos, inscrições.

PEDRAS PINTADAS – riscos,

DIREÇÕES

Compartilhar
Marília Menezes
Poeta e escritora. Ex-secretária da CRB. Trabalhou na Prelazia de Itacoatiara, em 1962-1963, ao tempo do bispado de dom Francisco Paulo Mc-Hugh (1924-2003), onde dirigiu o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1997 voltou a Itacoatiara para secretariar o bispo dom Jorge Marskell (1935-1998), até sua morte no ano seguinte. Sócia correspondente da Academia Amazonense de Letras. Reside em Belém, sua terra natal.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui