Práticas como o ciúme, o controle, a agressividade nas palavras, os adjetivos pejorativos, a rejeição, o desrespeito, a humilhação, a intimidação, o domínio econômico, a ameaça de violência física e o isolamento relacional, são apenas alguns dos exemplos práticos desta triste realidade. Empoderar as mulheres significa torná-las mais fortes, conceder condições para que se sintam autoconfiantes e assim cresçam pessoal e profissionalmente, em um âmbito em que ainda são minorias. É preocupante o cenário recorrente do aumento dos índices da violência doméstica, dos índices de feminicídio, do aumento das desigualdades e discriminação em que milhares de mulheres sofrem e que não possuem nenhuma assistência nem proteção contra a violência dentro do seu próprio lar, em um contexto em que impera a desigualdade salarial em razão do gênero, ainda vemos crescer alarmantemente e de forma agressiva, a violência psicológica contra as mulheres. Esta é a forma mais subjetiva, sútil e cruel de violência que acomete de forma silenciosa, milhares de mulheres em nosso país.

Estamos no mês lilás – campanha alusiva ao combate dessa triste e cruel realidade que assola a vida de muitas mulheres que chegam a ter suas vidas ceifadas, pelos seus companheiros e que muitos deles, saem em punes diante de tamanha atrocidade. No dia 07 de agosto comemorou-se 13 anos da implantação da Lei Maria da Penha. Como se depreende do exposto em lei, a violência psicológica se manifesta nos pequenos gestos, nas práticas reiteradas de ofensa à mulher, na crítica aos seus valores, a sua imagem e comportamento, na diminuição de sua autoestima, na manipulação emocional, dentre outras que lhe retiram a capacidade de expressar suas vontades e pensamentos, lhe retiram o poder de decisão e a tornam codependentes de relacionamentos abusivos e doentios. E a mulher gradativamente vai se considerando uma inútil, desmotivando-se e o pior de tudo, culpando-se pela situação vivenciada e se transformando num verdadeiro lixo humano, sem forças para se libertar de um ciclo devastador de violências constantes em todas as esferas possíveis.

As mulheres precisam se fortalecer, aprender a falar com segurança, a se expressar, se impor e fazer valer as suas vontades e os seus direitos frente a tais situações. E é nesse contexto de empoderamento feminino que surge a necessidade dessa mulher se firmar e o empoderamento vem para colaborar em prol dessas vítimas da situação de violência psicológica, para que elas consigam se perceber nessa condição, ter consciência dos seus direitos e reunir forças para o seu enfrentamento resgatando sua dignidade e amor-próprio.

Práticas como o ciúme, o controle, a agressividade nas palavras, os adjetivos pejorativos, a rejeição, o desrespeito, a humilhação, a intimidação, o domínio econômico, a ameaça de violência física e o isolamento relacional, são apenas alguns dos exemplos práticos desta triste realidade. Empoderar as mulheres significa torná-las mais fortes, conceder condições para que se sintam autoconfiantes e assim cresçam pessoal e profissionalmente, em um cenário em que ainda são minorias. E essa luta deve ser de todos!

A mulher deve se sentir amada, valorizada, protegida, respeitada de tal modo, como qualquer ser humano. A sociedade deve ser um ambiente seguro e propício para que toda e qualquer mulher possa desenvolver suas habilidades e viver plenamente como ela quiser além de ser quem ela quer ser realmente, a fim de que possa extinguir todos os níveis de violência sofrida e empoderar-se totalmente.

Compartilhar
Fabíolla Fonseca
Djanne Fabíolla Fonseca da Silva. Psicóloga. Especialista em Psicologia Jurídica, Saúde Mental, Álcool e Drogas. Atua em Itacoatiara atendendo as vítimas de violência doméstica, na Casa de Maria anexa à Delegacia Geral. Ministra aulas nas Instituições de Ensino de nível técnicos e superior, além de atuar numa Unidade Básica de Saúde e em seu consultório particular.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui