“Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, vamos assumir o compromisso de honra de sermos mais fraternos, humanos e sensíveis aos sofrimentos dos nossos irmãos”.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal-de Jesus, vamos bendizer o amor que deve unir a todos os homens e permitir que as esperanças de um mundo mais fraterno se façam em nossos corações.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, vamos agradecer pela vida que é o mais importante dom que o Menino de Jerusalém nos confiou, e fazer de cada dia novo que vai raiar, uma oportunidade especial de renovação para a verdade mais pura que nos está reservada como espíritos eternos em permanente evolução.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, vamos reacender a beleza que nutrimos em nosso interior para melhor compreensão de tudo que se passou neste ano que finda: sejam as construções e as desconstruções de nossas alegrias, as dores profundamente sentidas e as agonias que nos foram ofertadas, porque é delas que nasce a seiva que alimenta nosso futuro de resistência e fé.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, vamos permitir que a saudade nos invada, sem atropelos … e que converse conosco no mais profundo do ser, sem medo de sentir dor nem de chorar, e que sejamos capazes de abrir as portas d´alma para as boas lembranças de tudo que vivemos com as pessoas mais queridas que estão encantadas em um mundo de mistérios no qual só nosso mais puro amor pode penetrar.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, vamos assumir o compromisso de honra de sermos mais fraternos, humanos e sensíveis aos sofrimentos dos nossos irmãos, estendendo a mão aos que mais precisam, oferecendo uma palavra de carinho e confiança, ouvindo os que desejam desafogar suas incertezas e mágoas, dividindo com eles o abraço da esperança.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, vamos aplaudir com sinceridade e como fraternal estímulo os momentos de glória que nossos irmãos conquistarem, cada qual caminhando pelas trilhas que resolveu traçar em busca da realização pessoal.

Vamos ser capazes de reconhecer às honras do passado e dar a cada um o que é seu por méritos.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, vamos bendizer o belo no desabrochar das flores, no canto dos pássaros, no correr das águas límpidas, no azul do infinito, no sorriso inocente das crianças, nos sons harmoniosos das harpas, no correr das sapatilhas sobre o palco, e tudo o que de mais magnífico concebermos para que sejamos capazes de ouvir e ver na escuridão como aqueles que não conhecem a luz e se transformam em faróis pelo mundo afora, abrindo caminhos novos como luzeiros para a humanidade.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, lembremo-nos dos dias luminosos em que vivemos intensamente a felicidade desejada sem olvidarmos aqueles nos quais padecemos à espera dos sonhos que não se realizaram, mas que sejamos capazes de reverenciá-los com o mesmo sentido de gratidão e paz interior.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, que os cânticos dos anjos se façam ouvir pelos corações mais ressentidos e que sejam tão suaves que consigam tocar o mais profundo de cada um e sobre eles se façam os melhores augúrios de felicidade, abrindo-lhes estradas largas nas vielas que resistem em suas almas, e seja feita a prosperidade desses espíritos.

Quando a primeira estrela surgir no céu, neste Natal de Jesus, que sejamos capazes de viver e experimentar o perdão, e de oferecer o pão do amor e da paz em preces que cheguem ao infinito em forma de luz como a primeira estrela que surgiu no céu, neste Natal de Jesus.

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Roberio Braga
*Amazonense de Manaus. Historiador. Bacharel em Direito, especializado em Direito Agrário, pós-graduado em Administração de Política Cultural e Mestre em Direito Ambiental. Professor da Escola Superior da Magistratura do Amazonas e da Universidade do Estado do Amazonas. Ex-presidente da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas. Ex-Secretário de Estado de Cultura, desde 1997 até 2017 e atual Presidente da Academia Amazonense de Letras.

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