Os transtornos mentais têm estado em evidência nos últimos anos, há pouco tempo os doentes psiquiátricos eram marginalizados pela sociedade e apesar da discriminação ainda recorrente, tivemos um grande avanço nos estudos e tratamentos dasenfermidades psiquiátricas que afetam grande parte da população. A esquizofrenia se enquadra como um tipo de transtorno mental grave, uma doença psiquiátrica endógena, que se caracteriza pela perda do contato com a realidade. Psicoses como a esquizofrenia são caracterizadas por distorções no pensamento, delírios persecutórios, alucinações auditivas e visuais, labilidade afetiva com os conhecidos e os desconhecidos.

Segundo a Organização Panamericana da Saúde (OPAS), a esquizofrenia é mais frequente do que imaginamos, afetando mais de 23 milhões de pessoas ao redor do mundo. Não há um diagnóstico preciso, geralmente é iniciada na fase da adolescência com a apatia e abandono nas atividades rotineiras do indivíduo, a família percebe que há algo errado e inicia uma buscafrenética por consultórios. No Brasil utilizamos os critérios

estabelecidos pela Classificação Internacional de Doenças CID-10 para um julgamento clínico médico.

A causa ainda é desconhecida, mas já sabemos que as combinações de fatores genéticos, cerebrais e ambientais podem desencadear a doença, ou seja, casos hereditários, complicações na gravidez e no parto e uso de substância tóxica podem comprometer as alterações químicas do cérebro e favorecer o desenvolvimento desta enfermidade.

O tratamento com medicamentos e apoio psicossocial é eficaz. A terapia comportamental cognitiva é necessária para atingir os benefícios do tratamento com medicamentos e reintegrar a pessoa com esquizofrenia a sociedade.

Infelizmente há um terrível atraso no diagnóstico que dificulta um tratamento adequado para a qualidade de vida do paciente. Fique atento aos primeiros sinais da doença: olhar perdido, alucinações, delírios, mania de perseguição, dificuldades de aprendizado, desmotivação para atividades diárias (trabalho, higiene, estudos), não esboçar reações de tristezas e felicidades (apatia), vozes que surgem na mente da pessoa. Não negligencie os sintomas de doenças mentais e procure ajuda médica imediata.

Sim. É possível levar uma vida normal quando o distúrbio é bem controlado e quando a própria sociedade amplia o acesso, apoio e a convivência com as pessoas que sofrem de transtornos mentais.

Precisamos de mais empatia e amor. Cuidem-se!

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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