*Francisco de Abreu Cavalcante

Pertence ao quarto livro “Miséria e Utopia no Terceiro Milênio” a ser publicado em breve.

Faço minhas as palavras de Rita Gabbai Simantov:
Livro: As Águas do passado e outros poemas – pag. 115
Prof. Dr. Newton Sabba Guimarães.

“Longe de mim
A pobreza que grita,
Que se mostra,
Que se vende
Sem vergonha.
Chora o meu coração,
E a alma dói
Pela pobreza escondida
Atrás da dignidade,
Pobreza que podes reconhecer
Quando bem o sabes
O mal de desejar
Sem poder conseguir.”

XXXVIII
Infelizmente a pobreza gritante não
Tem ouvidos em que possa se apoiar,
Vive a esconder toda sua vergonha,
Até vende a dignidade para se alimentar.

XXXIX
Um coração forte, muito forte, é preciso
Para se deparar com cenas de pobreza,
Crianças sem saber por que sofrem,
Adultos famintos, esqueléticos, magreza…

XL
Realmente a alma do ser humano dói,
Tanto que choro lágrimas só em pensar,
Sabendo que existem plenos recursos
Que poderiam tanta miséria exterminar.

XLI
É certo que a miséria extrema é dolorosa
Em querer um mínimo e não conseguir,
Enfraquecidos, apelam à mendicidade
Até a própria vida se extinguir.

XLII
Alimento é o mínimo que a pobreza precisa
Para que possa em sua vida prosseguir,
Sustentando o que lhe resta de vida
Que a cada um, Deus venha atribuir.

XLIII
É penoso ver tanta riqueza nos países ricos
E, em outros, pessoas abaixo da pobreza,
Vinte ou mais por cento da população
Inculta, faminta, doente por natureza.

XLIV
Falta critério naqueles que nem se dão conta
E faltam com o princípio da honestidade,
Usando os recursos do próprio povo,
Praticando requinte de suprema maldade.

XLV
A lei do olho por olho é condenável
Conforme está escrito na lei divina,
Portanto, somente Deus, o Criador,
Pode determinar a cada um, sua sina.

XLVI
Tanto que gostaria de fazer e não posso
Tornar minha utopia igual a uma realidade,
E só escrever versos com agradável alegria
Que me lavem a alma de plena felicidade!

*Professor, memorialista e poeta. Natural da cidade de Itacoatiara.
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