Essa referência faz sentido porque hoje milhões de brasileiros deverão comparecer às urnas para a escolha de representantes políticos, nos vários níveis da organização do Estado Nacional. 

O título do artigo de hoje toma emprestado a designação que as forças militares e aliadas que enfrentavam a tirania na 11 Grande Guerra Mundial adotaram para fixar a data decisiva de desembarque nas costas de França, marcando o início do fim da guerra, começada com a invasão da Polônia.

Essa referência faz sentido porque hoje milhões de brasileiros deverão comparecer às urnas para a escolha de representantes políticos, nos vários níveis da organização do Estado Nacional Trata-se, portanto, do Dia-D para a democracia.

A propósito, me vem à mente antiga música da lavra do agrônomo Viva Ido Barbosa, amigo de familia e pessoa muito especial que costumava fazer versos e musicar canções sem nunca ter estudado qualquer instrumento musical, e que sabia tudo da vida e filosofava como poucos. Ele cantarolava em nossas reuniões de trabalho com sua voz mansa e tranquila: “o voto é a garantia/a segurança da democracia/votar é um direito/votar é um dever /é poder decidir sobre os destinos da nação”.

É isso que vamos fazer hoje: decidir sobre os destinos da Nação. Somos mais de duzentos milhões muitos dos quais costumamos vibrar com atletas que nos representam no futebol, no vôlei, nas corridas de fórmula 1 e nas olimpíadas. Somos senhores dos nossos destinos.

O que esperamos não é o desembarque de tropas para enfrentamento bélico e solução de problemas de cunho internacional, mas a livre manifestação do eleitor brasileiro em todos os quadrantes do País, compromissado com sua consciência, atento ao poder de que está investido pela Constituição e pelas leis da República, senhor e senhora da sua própria vontade, pronto para votar em quem entenda possa melhor conduzir os destinos do País.

Partidos, coligações políticas e candidatos a todos os cargos em nível federal e estadual tiveram a oportunidade de demonstrar a história de vida, as plataformas e propostas que defendem e as bandeiras que carregam com as cores e os matizes a que se filiam ideologicamente. E o fizeram de forma livre e soberana.

Agora, na solidão da cabine de votação nas vilas, comunidades, pequenas e grandes cidades, cada homem ou mulher vai reafirmar o seu compromisso com a aspiração de futuro, com o enfrentamento dos problemas que afligem a coletividade, mas sobretudo, com a sua verdade e o País que deseja. Para tanto, deve ter em mente de maneira firme e decisiva, antes de tudo, que é livre e deve ser responsável para efetivar as suas escolhas, e que estará cumprindo uma missão. Mais do que isso, deve atuar para assegurar a importante permanência e o fortalecimento da democracia.

Não há fórmula mágica para a superação das dificuldades que atravessamos. Não há remédio indolor nem saboroso para as crises que se abatem sobre nós. Não há milagre a ser prometido e que possa vir a ser realizado. Não há vitória sem luta, mas, sobretudo, não há liberdade sem democracia nem democracia sem liberdade.

O Dia-D de 2018 para todos os brasileiros é o da escolha livre e consciente dos caminhos que o País deve trilhar nos próximos anos. Portanto, votar é um direito e um dever, mas é também um compromisso com o futuro.

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Roberio Braga
*Amazonense de Manaus. Historiador. Bacharel em Direito, especializado em Direito Agrário, pós-graduado em Administração de Política Cultural e Mestre em Direito Ambiental. Professor da Escola Superior da Magistratura do Amazonas e da Universidade do Estado do Amazonas. Ex-presidente da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas. Secretário de Estado de Cultura, desde 1997 até esta data.

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