Esta semana é dedicada à conscientização sobre a doença de Alzheimer, uma doença que afeta milhões de pessoas no mundo inteiro. O Alzheimer é a forma mais comum de demência degenerativa e infelizmente ainda não há perspectiva de cura até o momento atual. A doença é causada pela perda e destruição dos neurônios e gradativamente leva o indivíduo a alterações muito sérias no comportamento cognitivo, levando a perda da memória e da situação viso espacial dos portadores desta demência. Infelizmente o paciente perde a sua capacidade de pensar, aprender, lembrar, comunicar-se, realizar suas atividades e gerir sua vida com autonomia, necessitando de cuidados constantes de outra pessoa para continuar vivendo.

O drama do Alzheimer é tão grande, pois contamina os familiares e cuidadores com os desafios diários de cuidados e acompanhamentos. Como esta doença é altamente incapacitante e tem duração em média de 8 a 10 anos até a finitude, implica num desafio econômico ao sistema público de saúde e das próprias famílias. A estimativa é que cada paciente custe anualmente ao SUS em média cento e vinte mil reais.

Apesar de a primeira referência a esta demência tenha completado um século com as pesquisas feitas pelo alemão Allois Alzheimer, até os dias de hoje não existe nenhum medicamento capaz de reverter este processo de destruição dos neurônios e suas consequências. Por sua vez, o diagnóstico continua sendo clínico, pois nem os exames de imagens sofiscados serão capazes de confirmar a doença. Hoje em dia já temos alguns exames no sentido de se encontrar um marcador genético capaz de prever o aparecimento futuro desta demência, mas nenhum garante com exatidão o risco de desenvolvimento.

Mesmo sendo incurável, quando diagnosticado no início é possível realizar tratamento para retardar ou controlar a doença e assim oferecer melhor qualidade de vida ao paciente. O maior desafio continua sendo a interação familiar, todos precisam buscar conhecimento, paciência, respeito e carinho para saber lidar com os desafios da mudança brusca de personalidade.

Portanto, ao notar pequenos esquecimentos diários, mudanças de comportamento e de humor e início de quadros depressivos, principalmente ao iniciar a fase da terceira idade, busque de imediato ajuda profissional com especialistas em Geriatria e Neurologia.

Toda a sociedade precisa estar preparada para lidar com os desafios do envelhecimento, o conhecimento e a conscientizaçãso é o primeiro passo para enfrentarmos esta doença que afeta a vida de toda a família. A minha principal recomendação: amor, amor e amor a todos que lidam com o Alzheimer.

Compartilhar
Euler Ribeiro
Amazonense, de Itacoatiara. Formado em Medicina em Belém (PA), o médico geriatra completou os estudos em SP e nos EUA. Foi secretário de Saúde do Estado e deputado federal. Fundador da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui