Temos aí uma nova variante do corona vírus batizada de ÔMICRON. Estão utilizando o alfabeto grego para dar nome às terríveis e temidas variantes do corona.

Há vinte e quatro letras gregas. ÔMICRON é a décima-quinta. A DELTA é a quarta.  Antes dela temos as conhecidas ALFA, BETA e GAMA. Entre a DELTA e essa ÔMICRON há dez letras. Será que houve outras dez variantes e os nomes ficaram escondidos entre os cientistas? Ou não foram nomeadas. O fato é que a última conhecida variante foi a DELTA. Inclusive famosa entre nós amazonenses. Foi detectada por aqui.

Entre a ÔMICRON e a última letra, a também conhecida ÔMEGA, há nove letras. Espera-se que não tenhamos mais tantas variantes. Sabemos que a OMS – Organização Mundial de Saúde está dando os nomes às variantes.

A humanidade é ainda obrigada a enfrentar os também terríveis e temíveis furacões. Amedrontam as populações tanto ou mais que as pandemias. E também recebem nomes. Os nomes para os furacões são escolhidos pela OMM – Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra, na Suíça. Usa-se nomes de homens e mulheres alternadamente.

O objetivo de se dar nomes é de evitar confusão e fazer com que seja mais fácil lembrar para se divulgar alertas e orientações. Penso que o mesmo critério serve tanto para os furacões quanto para denominar as variantes do vírus.

Nomear coisas e pessoas faz parte da condição humana. O filósofo Nietzsche na obra A Gaia Ciência, nos ensina que cabe a nós humanos, geralmente usando de arte e engenho: “ver algo que ainda não tem nome, não pode ser mencionado, embora se ache diante de todos. Os originais foram, quase sempre, os que deram nomes”.

Shakespeare, na tragédia de Romeu e Julieta, deu ao mundo a frase: “O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bom?”

No Espírito Santo, um recém-nascido foi registrado com o nome de Alquingel. De acordo com a notícia, os pais com muito custo, conseguiram registrar o bebê. Comprovaram que um outro filho se chamava Influenza.

É preciso dar nome aos bois, às variantes de vírus, aos furacões. E claro aos inocentes bebês. Podemos ser originais, mas sempre responsáveis. A expressão dar nome aos bois é geralmente usada para denunciar. Dizer os nomes das pessoas envolvidas em determinada situação.

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Pedro Lucas Lindoso
*Bacharel em Direito. Membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

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