O mundo está assustado com a possibilidade de uma pandemia viral. Todos os dias acompanhamos apreensivos os noticiários sobre a rapidez de contaminação do novo vírus (nCoV-2019), oficialmente chamado de Coronavírus que vêm afetando a todos ao redor do nosso planeta. Alguns tentam assemelhar a surtos devastadores no passado, como a gripe espanhola que causou a morte de mais 17 milhões de pessoas no início do século XX, tivemos também episódios recentes no início dos anos 2000 como a contaminação pelo vírus Ebola na África com 11 mil mortes e a gripe suína e aviária na China com quase 200 mil mortes em diversos países.

Até meados de 1920 não havia as ações poderosas dos antibióticos e nem medidas de proteções de saneamento básico para frear surtos e contaminações por vírus, por isso as pandemias causavam milhões de vítimas no passado.

Com o avanço da medicina esse número reduziu drasticamente, porém ainda causa alarme e preocupação a ponto do Coronavírus ser declarado como uma emergência de saúde internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O coronavírus que começou a desencadear mortalidade acentuada na China e que já se estendeu para vários países faz parte da família de vírus que causam infecções respiratórias, porém este novo agente era desconhecido na contaminação, em seres humanos daí a dificuldade em fornecer remédios ou tratamentos eficazes. A transmissão para o ser humano pode ter acontecido pela alimentação ou pelo manuseio do animal e o contato com suas secreções. A sua rápida propagação tem causado pânico pois indivíduos assintomáticos podem transmitir a doença.

Ainda não há-registros da contaminação no Brasil, porém o Ministério da Saúde já se encontra em situação de alerta e algumas ações já estão sendo tomadas para o controle da transmissão e atendimento de possíveis casos. Devemos nos preocupar? Sim.

Sabemos que o grupo de risco em contrair doenças respiratórias graves inclui crianças e idosos e infelizmente ainda não há vacinas para proteger a população deste novo tipo, o vírus leva a quadros de pneumonia grave e aumenta a taxa de mortalidade em indivíduos fragilizados. Portanto algumas recomendações básicas podem nos ajudar a prevenir o risco de infecções respiratórias como o coronavírus.

Primeiramente, devemos fortalecer o sistema imunológico se alimentando com muitas frutas e verduras, tomar bastante água para manter o corpo hidratado, lavar diariamente as narinas com soro fisiológico e o mais importante, adotar medidas de prevenção de risco de contaminação como, por exemplo, evitar contato máximo com pessoas que apresentem infecções respiratórias, higienizar as mãos com sabão frequentemente, cobrir nariz ao espirrar, se possível usar lenço evitando o contato com a coriza, manter ambientes ventilados e arejados, não compartilhar objetos pessoais com pessoas que apresentem sinais de qualquer doença respiratória e os profissionais de saúde devem redobrar os cuidados com o uso de equipamento de segurança hospitalar.

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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