Na última quinta-feira compareci ao lançamento do livro “Primeiras Crônicas”, de autoria do Arcebispo Metropolitano de Manaus Dom Sérgio Eduardo Castriani. O evento, muito prestigiado, ocorreu no salão paroquial da Igreja da Matriz, após uma missa em ação de graças, que ele próprio, estoicamente, celebrou.

A obra reúne artigos semanais publicados por Dom Sérgio no jornal Amazonas em Tempo ao longo dos últimos seis anos, organizados por Carmen Novoa Silva, minha confreira de Academia Amazonense de Letras, desde sua posse e acolhida em 23 de fevereiro de 2013 na capital, por nomeação do Papa Bento XVI. Ele recebeu o Pálio das mãos do Papa Francisco, logo a seguir. Antes fora bispo da Prelazia de Tefé, designado pelo Papa João Paulo II, para onde foi em missão e onde desenvolveu, também, um trabalho pastoral extraordinário, que o fez amado pelo povo da região.

Em Manaus não foi diferente. Dom Sérgio tinha uma missão difícil, que era substituir outro grande servo de Deus, também intelectual de nomeada, o querido amigo Dom Luiz Soares Vieira, meu confrade de Academia Amazonense de Letras, hoje bispo emérito. Com seu sorriso fácil, capacidade de trabalho, seu talento para a palavra e para a escrita e, sobretudo, com sua humildade, Dom Sérgio ganhou os nossos corações, tornando-se a prova viva, como está dito em seu brasão, de que Cristo, por meio de seus amados Vigários, habitou, e agora habita, através do Espírito Santo, entre nós.

Sou fã de Dom Sérgio. Leio os seus artigos de há muito, para meu aperfeiçoamento, motivo pelo qual posso dizer, ao vê-los reunidos, que, em verdade, trata-se de uma obra primorosa sob todos os aspectos, mas fundamentalmente, pelas mensagens edificantes que contêm e por eternizarem o pensamento de um homem que nasceu para servir ao seu semelhante, exemplo de que, na sociedade de hoje, de flácidos princípios, tanto necessitamos. É um presente, sem dúvida, para nossas almas. Será um de meus livros de cabeceira.

Por fim, Dom Sérgio assim fala de seu livro: “Sempre escrevi sobre o que quis e como quis. Sou profundamente agradecido por esta ajuda que me é oferecida no exercício de meu ministério episcopal por meio de uma comunicação independente e secular. Não é mérito meu, mas da Igreja que tem uma doutrina e cuja fé tem um conteúdo que pode ser explicitado. O cristianismo é a religião do Verbo encarnado, da Palavra que se fez carne. Ter um espaço onde se pode escrever e assim falar à sociedade é um privilégio que poucos têm. Tenho consciência da responsabilidade que isto traz e me esforço para ocupar este lugar com a humildade que leva à sabedoria”. Em reconhecimento a uma vida de obreiro fiel e dedicado e, sobretudo, às mensagens, agora eternizadas em livro, com as quais nos brinda todos os domingos, Dom Sérgio tomará posse, no próximo dia 05/10/2019, na Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALCEAR), justo tributo que lhe pagam os homens e mulheres de bem desta terra.

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Júlio Antônio Lopes
*Amazonense de Manaus, Advogado, jornalista, escritor e editor. Em âmbito regional é membro da Academia Amazonense de Letras; do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas; da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas - seu atual presidente; da Academia de Letras do Brasil-Am; da Academia de Letras e Culturas da Amazônia; da Associação dos Escritores do Amazonas; e da Associação Brasileira de Poetas e Escritores PanAmazônicos. Idealizador e fundador da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas - a Casa de Bernardo Cabral. Integra, como membro efetivo, a Academia Brasileira de Ciências Morais e Políticas; a Academia Internacional de Jurisprudência e Direito Comparado; a Confraria Dom Quixote; a Associação Nacional dos Escritores, sendo, ainda, sócio correspondente da Academia Carioca de Letras; e da Academia Cearense de Direito;) e sócio honorário da Academia Paraibana de Letras Jurídicas. Faz parte também do Conselho Consultivo da Academia Brasileira de Direito.

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