Coronel Miguel Francisco da Cruz Junior (s/d)

As ações voltadas para o desenvolvimento do modelo renovado para a cidade de Itacoatiara não se resumem a confecção do Plano Urbanístico. A elaboração de resoluções, leis e editais, os quais compõem uma nova legislação para o espaço urbano, também se constituem em significativas ações do governo municipal para implantar nova ordem urbana. Raquel Rolnik (1997), expõe que a lei funcionava como molde da cidade ideal, capaz de regular a produção do espaço urbano, gerando nele noções de civilidade, diretamente correspondentes ao modo de vida e a micropolítica familiar dos grupos que estiverem mais envolvidos em sua formulação, funcionando como referência cultural. Para entendermos o significado dessas ações articuladas no âmbito político-cultural, devemos analisar o perfil daqueles que geriram Itacoatiara entre as décadas de 1910 e 1920. O que podemos dizer sobre estes homens, membros da elite local, é que eles eram, em sua maioria, importantes comerciantes e proprietários de terras, e que nutriam boas relações com aqueles que dirigiam os destinos do Estado do Amazonas, baseados nos vínculos de amizades e, muitas das vezes, em elo familiar.

Muitos ainda, pertenciam a Guarda Nacional, instituição criada no Império, e que, carregavam ao lado do nome as patentes de major e principalmente a de coronel. Pode-se dizer também, que um bom número da classe política dessa época havia construído a carreira no funcionalismo público, tendo ocupado, antes de chegarem ao poder, importantes cargos em instituições estaduais representadas no espaço municipal. Ao estudá-los, poderemos compreender com maior clareza, as direções tomadas pela intendência, superintendência ou prefeitura1. Veremos por exemplo, que as transformações urbanas propostas a partir de 1926, estava aliada aos interesses e confiança do governo estadual depositada na indicação do comerciante Isaac José Pérez, que além da capacidade administrativa que possuía, era muito bem relacionado com os que comandavam o Estado do Amazonas, sobretudo com o governador Efigênio Ferreira de Sales que o nomeou como Superintendente Municipal.

A preponderância de comerciantes na política local pode ser explicada de duas maneiras. Devemos considerar, inicialmente, que a função de intendente era gratuita, de modo que, aquele que desejasse exercê-la deveria ter boa condição financeira, algo normalmente conquistado em Itacoatiara pelo comércio extrativista sempre muito forte na região. Podemos levar em conta também, que, como homens do comércio, esses personagens da vida política municipal, tinham na cidade, seu principal espaço de atuação, o que despertava neles o interesse de ingressarem na Intendência, instituição que tinha como principais atribuições a regulação das atividades econômicas, como poderemos observar nos inúmeros decretos, leis e resoluções demonstrados adiante. De outro modo, parece não ser absurdo pensar que boa parte dos personagens ligados a Intendência fossem nomes de destaque da Associação Comercial de Itacoatiara-ACI, ou da Maçonaria as quais sempre exerceram espírito corporativo em favor de seus membros, pois, certamente, era em suas salas de reuniões, e conversas informais, que se formulava as resoluções que depois seriam votadas pelo Conselho da Intendência.

Ao apresentarmos esses lugares de sociabilidade frequentados pelos homens que dirigiam a cidade, desejamos mostrar que muitos deles, juntos nas mesmas associações/ instituições, deviam ter valores e interesses em comum e podiam partilhar desejos parecidos em relação a cidade que administravam. Essas aproximações e convivência nos espaços de sociabilidade, repercutia como espécie de efeito harmonizador em meio a possíveis dissenções no campo político ou econômico. Não que queiramos dizer que todos os personagens aqui analisados pertençam a um grupo homogêneo e uniforme. É certo que existam significativas distinções entre os sujeitos aqui discutidos, como coronéis, comerciantes ou graduados funcionários públicos.

Mas cremos, pelo que pudemos apresentar, que as semelhanças entre esses atores superam essas diferenças. Mesmo em casos específicos entre situação e oposição, não obstante as divergências, desejos podiam ser compartilhados. Além disso, foi possível perceber que os laços de amizades e compadrio que envolveram aqueles que desejavam a Intendência e depois a Prefeitura e os que comandavam a administração do Estado do Amazonas, foram significativos na hora de se definir a composição das chapas para concorrerem as eleições municipais. Passada a fase eleitoral, a assunção ao cargo e a própria gestão municipal em Itacoatiara, sempre esteve atrelada aos interesses do governado estadual, se acentuando tal dependência sobretudo no período do extrativismo, pois a cidade passou a depender não só do poio financeiro do Estado, como também, dos interesses do capital internacional sobre a região.

A formação do poder municipal local e o contexto nacional.

É consensual entre os estudiosos da Primeira República2 (1889-1930) a visão de que a vida política nesse período se dava sob o controle de número bastante reduzido de sujeitos sociais. Mesmo trabalhos mais recentes que procuram destacar a maior complexidade do jogo político na primeira fase de nossa história republicana não deixam dúvidas quanto ao caráter oligárquico da política que então se praticava. Cláudia Viscardi (2001), por exemplo, ainda que critique o simplismo da noção de política do café com leite e questione a sua validade explicativa, não deixa de afirmar que a escolha dos presidentes na Primeira República era efetivamente decidida antes das eleições, em negociações e acordos que envolviam, quando muito, algumas poucas dezenas de atores políticos (VISCARDI, 2001). Na mesma linha, Wanderley Guilherme dos Santos (2013), também assinala que no plano da política federal a competição ocorria apenas durante as tratativas para a escolha do candidato presidencial, que envolviam número muito reduzido de pessoas. (SANTOS, 2013).

É consenso também que a natureza oligárquica da vida política de então se estendia ao plano municipal, e essa postura se irradiava a todas as regiões do país. Queiroz (1976), afiança que o grau de urbanização e de integração do município ou região aos circuitos comerciais mais vastos, bem como o seu perfil interferiam na configuração do poder local. Há que se trabalhar com o fato de que nas regiões mais isoladas e de perfil mais acentuadamente rural o poder das chefias locais assumia formas mais diretas e discricionárias, sobressaindo uma liderança absoluta. Quando havia número maior de lideranças, porém, a tendência era de que as lutas se fizessem menos violentas e as negociações e alianças mais frequentes e indispensáveis (QUEIROZ, 1976). Em suma, há o entendimento da construção do arranjo de poder no ente municipal sob o prisma da dominação e como este atua dentro do sistema ativo e eficaz na composição político partidária local e regional. É este sistema que dará a sustentação necessária as hierarquias superiores, servindo de base para a ascensão, domínio e perenidade aos grupos que se alternam no poder ligados a presidentes na escala federal, governadores de estado e a superintendentes/prefeitos em diferentes cidades e regiões do interior do País, como é o caso região Amazônica.

Ao voltarmos a atenção para Itacoatiara e para a região do Médio Amazonas na época focalizada nesse trabalho, ou seja, a Primeira República (1889-1930), o que se percebe é que não eram comuns ali os caudilhos, os chefes ou os poderosos locais que a literatura ficcional, a crônica política e os estudos acadêmicos identificam com frequência em outras regiões do Brasil no mesmo período3.Segundo Joaquim Francisco de Queiroz (1916), é certo que havia em Itacoatiara notabilidades políticas que espalhavam parentes, protegidos e demais agregados pelos cargos públicos e cuja influência e liderança se estendiam por período longo de tempo, e entre esses líderes havia, é claro, aqueles que deixavam herdeiros políticos, mas não necessariamente da mesma linhagem familiar daquela liderança. O conlúio, o apadrinhamento, a perseguição e até por vezes a violência tornaram-se prática necessária em meio as articulações que visavam arregimentar o chamado “voto de cabresto” ou a manutenção do poder municipal sob as “rédeas” de poucos.  É notável, por exemplo, a influência e disputa política travada entre o Coronel Joaquim Francisco de Queiroz (1914/1916)4 e o Coronel Miguel Francisco da Cruz Junior5 notabilizado no raro: O município de Itacoatiara, os inimigos de seu progresso e sua administração,publicado em Manaus pela Typografia da Livraria Clássica em 1916.

A obra traz diversos artigos jornalísticos de cunho político, deliberações da intendência/superintendência, decisões judiciais, envolvendo alguns personagens da política local, no qual é exposto de modo central, as disputas, animosidades e interesses entre ambos coronéis – Queiroz e Cruz -, provocado sobretudo pela alternância de poder no bojo das eleições municipais de 1o de dezembro de 1913. Sobre esse aspecto, em particular, precisamos retroagir no tempo a 1880, período em que Coronel Cruz inicia sua trajetória política ligado ao Partido Republicano Conservador-PRC. A “grey” Cruz como é citado por Queiroz, (1916, p. 118), arregimentava desde esse período apoio dos governadores e de políticos influentes em escala estadual. Por esse motivo e devido ao longo exercício a frente do diretório do PRC, Coronel Cruz é indicado para ser intendente em 01.10.1891, no lugar de Álvaro Botelho de França (1893 -1896) sendo mais tarde alçado ao cargo de administrador da Mesa de Rendas (SILVA, 1997, p, 44). A culminância dessa trajetória política dar-se-á quando é novamente convidado pelo Governador Eduardo Gonçalves Ribeiro (1892-1896) do Partido Republicano Democrático – PRD, para assumir a função de Comissário Executivo6no curto período entre 13.01.1892 a 02.03.1892, (SILVA, 1998). Com esse currículo político, as articulações de Coronel Cruz no âmbito local tornaram-se de importância vital nas tratativas que visavam os interesses e a perenidade de seu grupo políticos em escala municipal(QUEIROZ, 1916, p. 76-89). 

Tudo muda com a vitória de Coronel Queiroz, que mesmo sendo do partido de Cruz tinha personalidade e interesses políticos divergentes. E nesse sentido o apoio do governador Jonathas de Freitas Pedrosa (1913-1917) do Partido Republicano Democrático-PRD foi fundamental para mudança da conjuntura política em Itacoatiara. Bem antes das eleições propriamente dita, ainda na composição de chapas foram apontados pelo presidente do diretório municipal, Coronel Cruz, os seguintes candidatos, a concorrerem para superintendente: Aureliano Fernandes, João da Paz Serudo Martins, Carpinteiro Perez e Araujo Barros, todos rejeitados pelo governador. Pelo grupo divergente liderado pelo Coronel Joaquim de Paula e Dr. João Lopes, foi indicado ao mesmo cargo o Coronel Joaquim Francisco de Queiroz, que foi o escolhido pelo governador para concorrer ao pleito de 1913. Entretanto, isso só foi possível porque Coronel Queiroz representava um segmento social de grande influência na vida política e econômica da região. Coronel Queiroz foi um dos idealizados e fundador do Sindicato Agropecuário Autaense do Município de Itacoatiara-SAMI, sendo seu primeiro presidente o Dr. Octaviano Augusto Soriano de Mello (ESTATUTO DO SYNDICATO AGRO-PECUÁRIO AUTAENSE, 18 agosto de 1923, p, 10).

De acordo com os registros do Estatuto Sindical (1923, p. 05-12), Coronel Queiroz era proprietário da fazenda Bom Futuro no rio Autaz, portanto representante dos interesses de seringalistas e de pequenos e médios fazendeiros dessa promissora região agropecuária. Sua atuação se fazia por meio da organização jurídica dos pecuaristas, criação de cooperativas, incentivo a agricultura e na busca de melhoramentos genético para a criação de animais, por meio da importação de matrizes. Seu trabalho dentro da diretoria do referido Sindicato, também se dava visando constante assessoramento técnico-agropecuário de grandes fazendeiros de outros estados de federação. A frente desse segmento, procurou aglutinar nomes importantes da política regional para seu rol de amizades como o já citado Dr. Octaviano Soriano Mello (Manaus), o advogado e ex-superintendente em Itacoatiara Coronel João Pereira Barbosa7, bem como, os fazendeiros Amâncio Rocha da Costa (Diretor do Partido Republicano de Itacoatiara-PRC), João Pereira Barroncas (região do rio Negro), Júlio Cezar de Carvalho Lobo (Barreirinha), pois o Sindicato Autaense tinha interesse em abranger e arregimentar fazendeiros, seringalistas e latifundiários de diversas cidades, mas sobretudo da grande área geográfica que se estendia entre a embocadura do Rio Negro a região do rio Autaz (ESTATUTO, 1923, p. 05-12).

De acordo com Leal (2012), essa influência que o fazendeiro exercia sobre o comportamento eleitoral de seus dependentes representava, por si só, fator evidentemente poderoso de deformação da representação política. E tal deformação se agravava pelo fato de serem alguns desses fazendeiros quem, normalmente, organizava e mesmo financiava boa parte do processo eleitoral, assumindo as despesas com transporte, alojamento, alimentação e outras necessidades dos eleitores que saíam das suas casas no meio rural para votar nos distritos e cidades. Vitor Nunes Leal (2012) observa, nesse sentido, ser perfeitamente compreensível que o eleitor da roça obedeça à orientação de quem tudo lhe paga, e com insistência, para praticar um “ato que lhe é completamente indiferente”. (LEAL, 2012, p.36). De acordo com Munaro (2015), foi essa influência que pesou quando o governador Jonathas Pedrosa precisou escolher entre os nomes que lhe foram apontados. A eleição de Coronel Queiroz rompeu com a oligarquia que pairou sobre Itacoatiara por mais de 20 anos. 

Coronel Joaquim Francisco de Queiroz (1916)

Fonte: QUEIROZ, Joaquim Francisco de. 1916, p. 01.

No entanto, a dissensão entre Queiroz e Cruz se transferiu da eleição para superintendente do final de 1913, para o campo da composição dos membros da Intendência Municipal no início da legislatura de 1914. Cruz liderou os oposicionistas representados pelos intendentes: Felippe Joaquim de Souza Neto, Aureliano Fernandes, João Henrique de Souza, João da Paz Serudo Martins e José de Araujo Barros compondo a maioria absoluta dos edis da Intendência. E do outro lado, a situação tinha entre seus componentes: Fortunato Flosculo Vital e Antonio José de Menezes sendo minoria, e, portanto, sem voto suficiente para se contrapor as determinações do Presidente do Conselho Municipal representado na pessoa do Coronel João da Paz Serudo Martins amigo e correligionário de Coronel Cruz. Como já informado, após as eleições de 1913, que substituíram o Superintendente Manoel Joaquim da Costa Pinheiro (1910-1913), e deram a vitória a Queiroz, seguiram-se as estratégias para “asfixiar” a nova gestão por meio das “cobranças e fiscalizações” dos intendentes investidos de poder, que a propósito, em sua maioria foram indicados pelo próprio Coronel Queiroz, que, passado o pleito, abandona-o tornando-se opositores orientados pelo Presidente da Intendência (QUEIROZ, 1916, p. 67-68-69). Essa disputa já vinha desenvolvendo-se desde o início de 1914, mas ganha força no decorrer desse ano, em vista do ato administrativo levado ao plenário da Intendência Municipal, quando a maioria dos intendentes se posicionaram a favor da promulgação da Lei n. 240, de 30 de setembro de 1914 com o seguinte teor:

Art. 1º – Ficam para todos os effeitosnullas as portarias da Superintendencia Municipal, nos 73, e 74, de 15 de abril, nos  82 e 87, de 12 e 21 de maio, todas do corrente ano, nomeando Administrador de limpeza publica, encarregado de iluminação publica e auxiliar do mesmo  por não obedecerem a disposições legaes.
Art. 2° Revogam-se as disposições em contrario. Promulgada pelo Presidente da Intendencia João da Paz Serudo Martins (COLEÇÃO DE LEIS DA INTENDÊNCIA MUNICIPAL/ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL-APMI ANO DE 1914).

Por meio da Lei 240 de 30 setembro de 1914, a cidade ficaria “provisoriamente” sem os serviços de limpeza e iluminação pública, considerados essenciais para o asseio e segurança da população, haja vista que, as nomeações feitas pelo Superintendente Coronel Queiroz dos servidores para tal serviço, no início de sua gestão, fora anulada pela Intendência.  Desrespeitado em prerrogativa do cargo de Superintendente por meio da lei supracitada, que confrontava seus poderes de nomeação de servidores do executivo, Cel. Queiroz adentra o prédio da Intendência para tomar satisfação e cobrar dos edis resposta plausível aos ataques sofridos desde sua assunção ao cargo. Para sua surpresa, quando este ainda estava postado à porta da antessala do plenário, de súbito, é atacado e sofre agressão física empreendida pelo delegado Antonio Guaicurus8 (QUEIROZ, 1916, p. 109-110). Esse ato de violência em si significava que, embora Cel. Queiroz fosse o Superintendente de fato e de direito, vários cargos públicos cuja indicação passava pela influência estadual na cidade, estavam sob a liderança e o apadrinhamento de Cel. Cruz, que os manobrava em acordo com seu estrito interesse. Ou seja, o governador Jonathas de Freitas Pedrosa, tentava conceder poderes a ambos como forma de mediar essa dissenção imposta por eleição na qual o próprio teve de decidir por um lado (Queiroz) nessa disputa, sem esquecer de dar sustentação política a outro (Cruz). Com a nomeação do delegado Antonio Guaicurus de Souza, e sua ação truculenta em favor de Cruz, dáva-se um claro recado: de que o poder local estava dividido, e, portanto, ambas lideranças haviam partilhado os cargos do estado no município, como o fora a nomeação do delegado de polícia.

Graham (1997), elucida essa questão referente ao papel desempenhado pela função dos delegados de polícia à época.  Estes eram nomeados pelo governador, que quase sempre obedecia a critérios políticos em suas designações. O cargo não era remunerado, mas conferia aos seus titulares grande autoridade sobre a vida dos municípios, já que cabia aos delegados diversas prerrogativas de grande relevância nas relações de poder local, tais como:  acusar e reunir provas contra supostos criminosos, ouvir testemunhas, decretar prisão preventiva, estabelecer fianças, apresentar relatório da investigação ao juiz municipal, decretar discricionariamente o recrutamento militar compulsório, além de julgar delitos menores, como as infrações de normas municipais. Cada município possuía um delegado, que era auxiliado por um subdelegado em cada paróquia, vila ou distrito.

Ao escolher lideranças políticas locais para a função, e não burocratas de carreira, o governo estadual “mantinha abertos os canais de comunicação e reconhecia o poder e a importância dos chefes locais”. Esses líderes, por sua vez, utilizavam-se dessas nomeações para ampliar seu universo de poder (GRAHAM, 1997, p. 87-88). Mesmo uma medida importante, como a criação de polícia subordinada ao poder estadual, como a que fora estabelecia na Reforma do Código de Processo Criminal, de 1841 – que reduzia o poder dos juízes de paz e, teoricamente, resultava na diminuição do poder das oligarquias locais – acabou por produzir efeitos consideravelmente distantes disso, já que os delegados, isolados e distantes do centro que o nomeou, se viam obrigados na prática a obedecer à liderança local, quando não eram nomeados por influência dela (GRAHAM, 1997).

Coronel Queiroz, ainda sofreria seguidos ataques da Intendência Municipal de Itacoatiara. E nesse sentido, podemos enumerar leis, decisões e medidas provocadas pela Intendência que sobreporam-se ao poder da Superintendência.  Ante a esse desdobramento, citamos a Lei 249 de 14 de outubro de 1914 votada pela maioria do Conselho Municipal, que extinguiu as funções de zelador e coveiro do Cemitério Divino Espírito Santo, ficando o serviço de “enterramento a cargo das famílias dos defuntos” (QUEIROZ, 1916, p. 111). Além disso a disputa política encampada entre Intendência versus Superintendência produziu novo capítulo por meio da Lei 250 de 19 de fevereiro de 1915, votada e aprovada pela maioria dos intendentes pela qual, as tabelas de preços do Mercado Público9foram majoradas sem o devido respeito ao contrato vigente licitado, e celebrado entre o administrador Antônio Pereira Tavares Retto e a Superintendente Cel. Queiroz. Esse distrato assim é narrado por Retto (1915):

Por mais respeito e acatamento que me merecam as resoluções do Conselho Municipal, não posso na qualidade de Administrador deste Mercado e bastante procurador do seu contractante e usufrutuario engenheiro Geraldo Rocha, dar execucão a referida lei e respectiva tabela, visto ter sido ella decretada com flagrante infração da clausula quarta do respectivo contracto, que assim reza: “O contractante administrará o Mercado e arrecadará a renda, cobrando taxas por tabellasorganisadas de acordo com a Superintendenciae aprovadas pela Intendencia, enquanto não estiver indemnisado do custo da construção”. Como se vê da presente clausula das taxas a cobrar neste Mercado só poderão ser organisadas pelo usufrutario de acordo com a Superintendencia, cabendo apenas a Intendencia, a sua approvação (Cf. Ofício do Administrador do Mercado Público Antonio Tavares Retto ao Sr. Coronel Joaquim Francisco de QueirrozSuperintendente do Município. Itacoatiara 16 de março de 1915, grafia de época e grifos nosso).

Além desse distrato no serviço público de arrendamento do Mercado Municipal, entre os poderes público, Munaro (2015), confirma que os conflitos se avolumavam entre Cel. Queiroz e Cel. Cruz, passando do campo burocrático para oporem-se publicamente por meio de jornais. Cel. Cruz como era conhecido expunha o “caos do município” nas páginas de O Conservador, enquanto Cel. Queiroz tinha também como instrumento político os jornais Correio de Serpa10e o Jornal do Commercio de Itacoatiara,ambosveículos comunicativos que sumarizavam variados temas como: crônicas esportivas, notas sociais e anúncios comerciais, mas quando necessário eram utilizados contra possíveis opositores políticos. Exemplo disso foi a longa exposição feita por Cel. Queiroz narrando a chamada “biographia política” de seu opositor Cel. Cruz:

A vida do Coronel Miguel Francisco da Cruz Junior do tempo em que o conheço a presente data. Para poder descortinar tão preciosa vida política, convidamos a curiosidade do nosso bom leitor a acompalhar-nos no nosso retrocesso ao passado, ao anno de 1880. Remontando-nos a tão longinqua era, encontramos a sympathica figura do Sr. Dionisio Jose Serudo Martins a empulhar o não leve cajado de chefe do Partido Conservador. Ao lado de Dionisio, vemos como seu auxiliar, quasi que mero secretario político o politicamente biografado (Cel. Cruz) que moço ainda podia agir a vontade […] Em 1889, por accasião da Proclamação da República, foi dissolvido aquelle partido, sendo creado o Federalista e do qual foi o biografado (Cel. Cruz) foi chefe até a eleição do Dr. Sylverio Nery, contra o qual empregou Cruz Junior, embora infrutiferamente, todos os esforços no seu alcance. Nada conseguindo, porém, e vendo que os rapazes (filhos de Cruz) ja se achavam em edade de serem aproveitados foi o Sr. Cruz Junior, ante a imperiosa necessedade de collocação  para elles (trabalho para os filhos), se chegando suavemente, de manso, com pouco a pouco  (apoio politico a Sylverio Nery) […] a sensata mas por elle invejada orientação politica do Dr. Sylverio Nery. Judas de outrora para elle, Christo de então!  […] e tantas as bajulações que entre ele (Cel. Cruz) e o governo do Senador Sylverio, que elle  (Cel. Cruz) conseguio empregar os seus dois filhos e aposentar-se em um emprego do qual havia muito tempo se achava afastado por demissão. Nessa occasião empregou Cruz seus filhos e mais parentes nas repartições publicas de Itacoatiara. Ainda neste governo, foram tantas as bajulações e taes as genuflexões e suplicas humildes de Cruz que Affonso de Carvalho, talvez para se ver livre de tão importuna gente, lhe entregou pela insignificante quantia de um conto de réis, uma casa com grande terreno e pomar que havia, custado ao Estado trinta contos. […] O Sr. Cruz assim como seus filhos e dependentes sempre viveram dos cofres publicos […] Cogita presentemente o Sr. Cruz da minha renuncia (Cel. Queiroz) para que fique senhor e possuidor desta terra (Itacoatiara) muito mais digna de melhor sorte! (QUEIROZ, 1916, p. 14-15-16, reproduzindo nota do Correio de Serpa, grafia de época e grifos nosso).

Em resposta ao enunciado acima referido feito por Cel. Queiroz, o jornal O Conservador, órgão noticiosoligado ao grupo político do Cel. Cruzemite a réplica intitulada: “Rapinagem Municipal”:

Em edição anterior (O Conservador) estgmatisando os erros da nefasta administração municipal entregue em momento de irreflexão politica as mãos calosas de Joaquim Francisco de Queiroz dissemos sem atavios de rhetorica, que a penuria municipal lavra assombrosamente. Não adulteramos, não procuramos emprestar côres negras ao quadro desolador que com pezar se nos afigura, esquecemo-nos entretanto de dizer que além do funccionalismo em atrazo dos seus modestos vencimentos, accresce, avoluma-se mesmo o numero d’aqueles que reclaman os salarios por serviços prestados a Intendencia Municipal. Pobres artistas, humildes homens do povo que emprestam a sua actividade nos multiplos serviços a cargo d’esta municipalidade fallida, veem-se assediados das maiores necessidades, pois os seus salarios não são pagos e quando tal acontece apparecem vales para casas commerciaes, onde mercadorias deterioradas e por preços exhorbitantes são entregues em pagamento das energias despendidas por esses, cujo suor em abundancia humedeceu o sólobemdito d’esta particula da nossa Patria. Para contrabalançar o desbaratamento, o emprego pouco licito das rendas municipaes outras fontes de receita são exploradas, porém, de um modo indigno e torpe, verdadeira rapinagem. As caladas da noite, empregados municipaes, creados e thurifrarios deste Superintendente (Cel. Queiroz) que nos invadem as propriedades alheias e destas retiram os animaes que refazem as forças perdidas durante o dia, no auxilio que prestam ao homem na lucta pela vida ou mansamente pastam, e os conduzem ao Deposito Municipal, d’onde somente sahem mediante o pagamento de exhorbitante multa. Os proprietarios dos animaes assim pilhados, na sua maioria, pobres carreiros, justamente revoltados teem por vezes já invadido o Deposito Municipal e d’elle retirado as suas propriedades, sem que entretanto tal procedimento faça ruborisar o chefe da communa (Cel. Queiroz), que sanccionaactos que a lei qualifica de crimes, praticados pelos seus subordinados. O Sr. Superintendente (Cel. Queiroz) deve abandonar o cargo que tanto deslustra, antes que os elementos naturaes se desencadeiem sobre sua cabeça, ou que este povo tão ludibriado e cançado de suporta-lo, faça justiça por suas proprias mãos (QUEIROZ, 1916, p. 17-18, reproduzindo nota de O Conservador, grafia de época e grifos nosso).

Para Munaro (2015), essas desavenças partidárias sempre foram a tônica da política local, e eram externadas ao público por duas maneiras, a primeira via era por meio da tribuna da Intendência Municipal e a segunda a partir de notas nada lisonjeiras editadas pela imprensa. Sendo assim, a população acompanhava atônita os atritos entre personagens da vida pública que se alternavam no poder nem sempre por meio da lisura eleitoral. Além desses, outros exemplos dessas disputas pelo poder municipal aconteceram. Identificamos um importante embate na densa documentação, travada entre os jornais O Conservador e o Correio de Serpano contexto político da gestão do Superintendente Manoel Joaquim da Costa Pinheiro (1910-1913). Na condição de jornal de oposição ao “O Conservador” – periódico do grupo político que monopolizava a superintendência em 1913 -, O Correio de Serpa argumentava acerca da malversação de recursos públicos e consequente “caos social” em Itacoatiara. As disputas contínuas com o jornal rival vão fazê-lo criar o epiteto “Conservadoidos”.  Quanto ao Superintendente Manoel Joaquim da Costa Pinheiro, o Correio de Serpa sugere que:

 […] revestindo-se da couraça de uma revoltante indiferença pelas cousas públicas, deixando a cidade num deplorável estado de imundície e em desconforto a sua população laboriosa que se vê assoberbada com pesados impostos municipais, conserva-se num estado de inatividade quanto ao desempenho das funções inerentes ao cargo que tão desacertadamente lhe foi confiado […] deixamos demonstrar que o Sr. Manoel Joaquim da Costa Pinheiro, elevado ao cargo de Superintendente deste município pela boa fé dolorosamente ilaqueada do nosso diretor, havia desviado criminosamente dos cofres municipais a não pequena soma de Rs. 15969$734 ( Correio de Serpa, 20 de abril de 1913, p. 01, e 11 de maio de 1913, p. 03, grifo nosso).

A maior parte das críticas à superintendência diziam respeito à falta de esmero na organização da cidade e à utilização irregular de dinheiro público. Falta de iluminação, placas de ruas, coleta de lixo, má administração do mercado público entre outros. O jornal O Conservadorvinculado à administração municipal não estaria se pronunciando sobre os desmandos administrativos, mantendo-se firmemente alheio aos problemas locais (Correio de Serpa, 12 de junho de 1913). Ao mesmo tempo, dada a imaturidade da política local em sua relação com a imprensa, restava sempre o risco de empastelamento da redação pelas forças policiais diretamente vinculadas ao Superintendente Municipal. Os riscos de empastelamento se tornaram cada vez mais nítidos com a manipulação da polícia ao bel-prazer da autoridade municipal:

Mas com a orientação dos que se dizem influentes na situação dominante que atravessamos e que em verdade dizemos, não sabemos quem são, o cargo de autoridade policial não passa de um instrumento amoldável à satisfação de baixas paixões daqueles que manejam tal personalidade, em oscilação entre dedos, como se fosse um delegado e flexível junco ( Correio de Serpa, 01 de maio de 1913, p. 01)

As estratégias discursivas disponíveis para a oposição não eram as mais amplas, já que o grupo que dominava a Superintendência dispunha da ação do delegado e do contingente policial.  Exemplo disso, é que por essa época o Superintendente Manoel Joaquim da Costa Pinheiro11 (1910/1913) dominava as repartições públicas, boa parte da imprensa e dispunha da ação do delegado. No início do último ano de sua gestão, em 13 de março de 1913 foi preso Ozório Alves da Fonseca, político e jornalista, redator do jornal Correio de Serpa. Esse episódio em si pode ser visto como pontual, mas ganhava notoriedade pelo fato de ter atingido uma pessoa com trânsito social e público cativo que debruçava-se lendo as notas e artigos dominicais em o Correio.   Além disso, vários outros episódios de constrangimento de redatores, editores e pessoas ligadas a imprensa local pela polícia, sempre tinham destaque em notas de jornais ora situacionistas, ora oposicionista em acordo com a alternância do poder municipal (MUNARO, 2015).

Segundo Silva (1999) podemos dizer então que a culminância desses episódios de violência relacionados a perseguição política com maiores consequências, ocorreu quando da chegada em 1903 do Padre Manoel Florêncio da Costa para assumir a Paróquia. Como personalidade religiosa, formador de opinião e muito carismático, Pe. Florêncio comparecia sempre as festas do interior do município, onde atuava espiritualmente evangelizando os fiéis, e mobilizando politicamente a população carente distribuída pelos sítios, seringais e distritos.  Na verdade, essas festas populares intensificaram-se com a presença do Pe. Florêncio e tornaram-se uma mistura de festejo religioso que com o tempo transformaram-se em festa profana, prática que se popularizou:

Enraizado na cidade e no interior, este costume religioso-profano prosperou muito tempo. Realizadas nas casas onde eram tiradas as ladainhas, as tradicionais rezas atraiam grandes levas de populares. Só após a chegada em nossa cidade dos padres canadenses de Scarboro e graças à orientação do Concílio Vaticano II, tais atos foram radicalmente modificados, tendo o falecido bispo dom Jorge Marskell sido o iniciador das comunidades cristãs nos moldes modernos. As festas dançantes no interior do município eram realizadas sobretudo no mês de junho ou nas datas de realização de ‘promessas’. Juntavam-se dez ou doze moradores para a construção das ramadas – casas de danças cobertas de palhas de inajá – de chão batido, cercadas de varas. Instrumentos sonoros mais utilizados na ocasião: violão, cavaquinho,pandeiro,violino, maracá e tambor. Às vezes, chegados da cidade, eram usados saxofone e a sanfona. As ladainhas começavam às sete da noite. Após uma hora, geralmente a partir das oito, tinha início o arrasta-pé que se prolongava até o amanhecer do dia seguinte. (SILVA, 1999, p. 147).

Este exemplo citado por Silva (1999), era a descrição fiel da realidade dos costumes em festas interioranas na região de Itacoatiara. Mesmo naquelas festividades onde o padre oficiava a reza do terço e da ladainha, o povo queria ter sua vez de compartilhar, e isso acontecia ao extravasar a alegria e congraçamento entre os fiéis por meio da musicalidade e do arrasta-pé. No entanto, ainda segundo Silva (1997), sua oposição frente a política local, provocou a ira do grupo liderado pelo Superintendente Cel. João Pereira Barbosa (1908/1910). Num período de instabilidade política no Brasil, Pe. Manoel Florêncio da Costa sofreu duramente as consequências de seu envolvimento partidário. Como já era de costume, sempre que o povo afluía para assistir a missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, Pe Florêncio comentava sobre os desmandos da política local, após o término do culto regular. Essa postura chegou ao conhecimento de Cel. Barbosa. Além disso, em diversas reuniões no diretório do Partido Republicano Conservador-PRC, Pe. Florêncio investido no cargo de vice-presidente desta agremiação partidária, criticava duramente o grupo liderado por Cel. Barbosa.

Infenso às críticas da oposição liderado pelo presidente do diretório do PRC Enos Alves de Lobão Veras, o Superintendente Cel. João Pereira Barbosa não aceita o que considerava explícita intromissão político partidária do vice-presidente do mesmo PRC, Pe. Manoel Florêncio da Costa na administração do município, este considerado visceralmente crítico da gestão local (SILVA, 1998). As desavenças entre ambos se avolumaram e, de parte a parte a tensão aumentava na medida em que as notícias em nível federal e estadual chegavam dando conta da consumação dos fatos, que viriam ajudar na manutenção do poder na mão do Cel. Barbosa e seu grupo de apoiadores, sobretudo pela permanência no cargo do governador Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt (1908-1913), da agremiação política do Partido Republicano Democrático-PRD.  Seguro no cargo Cel. Barbosa e seu grupo de correligionários planejaram uma forma de fazer pressão frente as atitudes de Pe. Florêncio, que mesmo em situação política desfavorável, não se amedrontava com o status quo estabelecido, e continuadamente criticava o modus operandi da política local, e esse enfrentamento acirrou-se cada vez mais (SILVA, 1998).

Figura 31 – Superintendente Coronel João Pereira Barbosa (1908-1910)

 

Fonte: O Paládio, nº 15, Itacoatiara, 12 de novembro de 1908, p. 01.

Segundo Silva (1997), sem haver mais diálogo entre ambos, a disputa descampa para o lado pessoal, e culmina na ordem que Cel. Barbosa deu ao delegado local para prender Pe. Florêncio. Ao saber que estava sendo procurado pela polícia este foge com ajuda dos amigos: Jason Williams Stone e do industrial Aquilino Barros, pelos canais que desaguam no lago Canaçary no rumo de Silves e depois segue em definitivo para Manaus onde passa a residir por alguns anos sempre articulado a política da região. Neste caso, passados algum tempo, em 1910 regressa para Itacoatiara entusiasmado com a ascensão de seu correligionário-mór: senador Jonathas Pedrosa, depois eleito governador no triênio 1913-1917. Nesse período Pe. Florêncio lança-se em campanha pelo 2o distrito eleitoral de Itacoatiara como um dos candidatos a deputado estadual às eleições de 30.10.1912, sendo eleito e manteve-se como vice-presidência do Diretório Municipal do Partido Republicano Conservador-PRC.

Nesta campanha eleitoral constava entre os seus correligionários, membros do PRC em Itacoatiara: presidente Enos Alves de Lobão Veras, vice-presidente Pe. Manoel Florencio da Costa, diretores Coronel Joaquim Francisco de Queiroz, major Antonio de Oliveira, Coronel Domingos da Costa Barriga, Capitão Joaquim Arcos Bacellar, coronel Francisco Leopoldo Mendes, suplentes coronel Amâncio Rocha da Costa, Domingos Theófilo de Carvalho Leal, major João Caetano das Neves Barreto, capitão José Hermida dos Santos, capitão Cesário Satyro de Souza, major Guilherme Williams Stone e José de Salles Lopes, secretário coronel Adolpho Luiz Coelho. Os membros do PRC combatiam a política imperante a nível local, e para tanto utilizando-se das páginas de seu jornal: A Imprensa, com redação e oficinas situadas à travessa da Rampa (Quintino Bocaiúva) em cujo editorial de 08.12.1912 expressava que “Itacoatiara está amargamente torturada pela política dominante”. A propósito desse caso, um detalhe nos chamou atenção no desenrolar da pesquisa, é que, as caixas com documentos relativos ao exercício do Pe. Florêncio na Paróquia de Itacoatiara desapareceram (ACERVO DA CÚRIA PRELATÏCIA, 1903, 1904; A Imprensa 08.12.1912).

 Jornal Arauto noticiando a viajem de Pe. Florêncio para Manaus (1907)

 

Fonte: Jornal Arauto domingo 26 de maio de 1907, anno I. n. 35, p. 03.

Afora essas e outras exceções não registradas, o padrão dominante em Itacoatiara não é, nem de longe, o de chefes políticos de poder incontestado, nem o de famílias que monopolizam o poder por várias gerações. Tampouco assistimos na região as duradouras e sangrentas lutas entre famílias pelo controle político local e regional, também muito comuns na literatura acadêmica e ficcional sobre o período em outras regiões do País. Não ignoramos, evidentemente, o papel central desempenhado pela violência numa sociedade construída sobre bases escravistas, e que até o início do período focalizado nessa pesquisa ainda convivia com a escravidão institucionalizada. Ademais, como observa Maria Sylvia de Carvalho Franco (1997), mesmo nas relações comunitárias, entre iguais, a violência era com frequência considerada conduta legítima, e o “ajuste violento” era uma das “modalidades tradicionais do agir” (FRANCO, 1997, p. 61). Não foi nosso objetivo aqui, porém, empreender a pesquisa sobre as formas de estruturação do poder na sociedade itacoatiarense em sentido lato, o que forçosamente nos remeteria ao papel aí desempenhado pelas diversas modalidades de violência.

O que procuramos ressaltar é que as fontes documentais consultadas não nos autorizam a validar para a região do município de Itacoatiara caracterizações como aquela feita por Maria Isaura Pereira de Queiroz (1976), talvez excessivamente referenciada no sertão nordestino, segundo a qual o poder dos chefes locais “se impunha geralmente pela violência, escudado em maltas de cangaceiros ou de capangas”. (QUEIROZ, 1976, p. 120) Tampouco seria apropriada a identificação da elite agrária vale-paraibana com os “lordes da violência organizada” que comandam exércitos particulares, tal como se refere Eul-Soo Pang ao tratar do interior nordestino (PANG, 1979, p. 27-28). Por outro lado, podemos confirmar por meio dos documentos compulsadas para o período analisado, qual seja, a Primeira República, que não eram comuns em Itacoatiara as cenas de violência, por meio de assassinatos, desaparecimentos misteriosos, torturas, agressão física ou tocaias promovidas em decorrência dos pleitos amazonenses. Evidentemente respeitando-se algumas exceções como as já assinaladas.

Em toda a documentação consultada nessa pesquisa, de forma geral, o ambiente político na cidade e na região parece suficientemente enquadrado por opinião consensual que rejeita e condena o uso da violência. Atitudes truculentas de um grupo são, em geral, denunciadas com alarde pelos adversários, que visam com isso indispor o rival com a opinião pública. E ainda que seja necessário relativizar o papel que essa última pudesse ter como instância decisiva naquele período, seria um equívoco ignorar a sua existência. A importância assumida pela imprensa local desde a década de 187012bem como, a relativa pluralidade das instituições sociais que se formaram na região nessa mesma época, de que falaremos adiante, são evidências disso. Assim, o que percebemos é que os episódios de disputas políticas empreendidos por coronéis e lideranças ciosa do poder local eram periféricos ao processo da disputa política em si, e foram, em sua grande maioria, imediatamente denunciados por meio da imprensa como fatos inadmissíveis pelo grupo oponente.

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[1] Especificamente Isaac José Pérez assumiu como Superintendente em 15.03.1926. A nomeação foi feita pelo governador Efigênio Ferreira de Sales para cumprir três anos de mandato (1926-1929). Teve seu mandato estendido até 1930, encerrando-o com a nova denominação de prefeito municipal (SILVA, 1997, p. 184-185)..

[2] A Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil de 1891 foi a segunda constituição do Brasil e primeira no sistema republicano de governo, marcando a transição da monarquia para a república. A elaboração da ConstituiçãoBrasileira de 1891 iniciou-se em 1889. Após um ano de negociações, a sua promulgação ocorreu em 24 de fevereiro de 1891. Esta Constituição vigorou durante toda a República Velha e sofreu apenas uma alteração em 1926. Quanto às regras eleitorais, determinou-se que o voto no Brasil continuaria “a descoberto” (não secreto) — a assinatura da cédula pelo eleitor tornou-se obrigatória — e universal. Por “universal” entenda-se o fim do voto censitário, que definia o eleitor por sua renda, pois ainda se mantiveram excluídos do direito ao voto os analfabetos, os religiosos sujeitos à obediência eclesiástica e os mendigos. Além disso, reservou-se ao Congresso Nacional a regulamentação do sistema para as eleições de cargos políticos federais, e às assembleias estaduais a regulamentação para as eleições estaduais e municipais, o que mudaria apenas a partir da Constituição de 1934, com a criação da Justiça Eleitoral. Ficou mantido o voto distrital, com a eleição de três deputados para cada distrito eleitoral do país. Definiu-se, também, a separação entre a igreja e o Estado: as eleições não ocorreriam mais dentro das igrejas, o governo não interferiria mais na escolha de cargos do alto clero, como bisposdiáconos e cardeais, e extinguiu-se a definição de paróquia como unidade administrativa — que antigamente poderia equivaler tanto a um município como também a um distritovilacomarca ou mesmo a um bairro (freguesia). Além disso, o País não mais assumiu uma religião oficial, que à essa altura era a Católica, e o monopólio de registros civis passou ao Estado, sendo criados os cartórios para os registros de nascimento, casamento e morte, bem como os cemitérios públicos, onde qualquer pessoa poderia ser sepultada, independentemente de seu credo. O Estado também assumiu, de forma definitiva, as rédeas da educação, instituindo várias escolas públicas de ensino fundamental e intermediário. Essa separação viria a irritar a Igreja, aliada de última hora dos republicanos e que só se reconciliaria com o Governo durante o Estado Novo (Planalto Central do Brasil. Coleção Documentos Brasileiros. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora. 1957, p. 47-58).

[3] Eul-Soo Pang (1979), por exemplo, em seu estudo sobre o coronelismo na Bahia, refere-se ao domínio familiar dos Pinheiro Cangaçu em Rio das Contas, dos Matos e dos Sá em Lavras Diamantinas, dos Albuquerque e dos França Nunes, no vale do médio São Francisco, bem como dos Pereira na cidade paraibana de Princesa, entre vários outros. (PANG, 1979, p. 24).

[4] O Cel. Joaquim Francisco de Queiroz, foi eleito no dia 1° de dezembro de 1913, pelo Partido Republicano Conservador –PRC, a assumiu a Superintendência Municipal de Itacoatiara entre 1914 a 1916 (QUEIROZ, 1916, p, 09; SILVA, 1970, p, 17).

[5] Foi administrador da Mesa de Rendas, intendente e Comissário Executivo- espécie de superintendente – Presidente do Partido Republicano Conservador – PR (SILVA, 1997).

[6] Assim que assumiu pela primeira vez o governo, Eduardo Gonçalves Ribeiro (1890-1891), outorgou a primeira Constituição amazonense (13.03.1891), a qual manteve, em cada município, o Conselho Municipal ampliando a sua composição de três para sete membros, com funções deliberativas e mandato sem remuneração. Porém, a nova Carta trouxe inovações entre as quais: 1) Criação da figura do Comissário Executivo com a missão de executar as resoluções do Conselho Municipal; 2) Eleição dos intendentes (vereadores) de três em três anos, por meio do sufrágio direto e escrutínio em listas; 3) Escolha em eleição dentro do Conselho Municipal, do cargo de Comissário Executivo com mandato remunerado. O Comissário Executivo veio substituir a figura do presidente do Conselho Municipal e deveria ser eleito pelos intendentes municipais, mas com funções executivas separadas deste. Foram Comissários Executivos em Itacoatiara: Major Raymundo João Carneiro (20.07.1891 a 12.01.1892), Coronel Miguel Francisco da Cruz Junior (13.01.1892 a 02.03.1892), Álvaro Botelho de Castro e França (30.03.1892 a 23.07.1892), (SILVA, 1998, p. 45).

7 Superintendente Municipal de Itacoatiara entre 1908 a 1910. Também importante fazendeiro no rio Autaz (SILVA; 1997).

8 Segundo Silva (1970), anos mais tarde, passado a perplexidade pública desse ato de violência não é de estranhar que Antônio Guaicurus de Souza tenha sido indicado ao cargo de Superintendente Municipal de Itacoatiara pelo governador César Resende do R. Monteiro (1921 a 1924), administrando o município de 1923 a março de 1924.

9 O contrato fora celebrado em 1909 entre o Superintendente à época Coronel João Pereira Barbosa e o engenheiro civil Geraldo Rocha. O pagamento da obra, calculada para um total de setenta contos de réis (Rs. 70:000$000), tomava por base a tabela de preços da Intendência da capital, aprovada pela Portaria n. 190, de 30.03.1908, acrescida de 15% (quinze por cento) para transporte de material. A construção foi entregue ao português Antonio Pereira Tavares Retto (Cf. Livro de contratos da Intendência de 1909-APMI; SILVA, 1998).

10 O Correio de Serpa iniciou suas publicações em Itacoatiara no ano de 1911 estendendo-se a 1914. Este periódico chegou a publicar expressivos 93 números (FREIRE, 1990).

11 Ao tempo de sua gestão, o perímetro urbano da cidade de Itacoatiara estendia-se da rua Ministro Waldemar Pedrosa à rua Eduardo Ribeiro. Diariamente, das 18:00hs às 22:00hs a cidade era iluminada por lampiões alimentados a querosene. Na parte suburbana possuía poucas casas, geralmente erguidas de pau-a-pique, cobertas de palha e piso de chão batido, implantadas em terras do patrimônio público, aforadas a seus moradores. As ruas centrais eram limpas, periodicamente pela administração pública, enquanto as suburbanas eram capinadas pelos próprios moradores (CORREIO DE SERPA, 1913; SILVA, 1965; 1970).

12 O primeiro jornal impresso da cidade foi fundado em 1874, chamava-se Itacoatiara, de curta duração (FREIRE, 1990).

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LEI Nº 586, DE 6 DE SETEMBRO DE 1850: MANDA REGER

NO EXERCÍCIO DE 1851 A 1852 A LEI DE ORÇAMENTO Nº. 555, DE 15 DE

JUNHO DO CORRENTE ANO.

DECRETO Nº 1.037, DE 30 DE AGOSTO DE 1852: CONCEDE A IRINEUEVANGELISTA DE SOUZA PRIVILÉGIO EXCLUSIVO POR TRINTA ANOS PARANAVEGAÇÃO A VAPOR NO RIO AMAZONAS.

DECRETO Nº 1.055, DE 20 DE OUTUBRO DE 1852: APROVA OS ESTATUTOS

DA COMPA NHIA DE NAVEGAÇÃO E COMÉRCIO DO AMAZONAS.

DECRETO Nº 1.410 DE 8 DE JULHO DE 1854: CONCEDE À COMPANHIA DENAVEGAÇÃO E COMÉRCIO DO AMAZONAS TERRENOS DEVOLUTOS À MARGEM DO RIO NEGRO PARA O ESTABELECIMENTO DA PRIMEIRA DAS SESSENTA COLÔNIAS, QUE A DITA COMPANHIA É OBRIGADA A FUNDAR NAS IMEDIAÇÕES DO RIO AMAZONAS. 

DECRETO Nº 4.735, DE 7 DE JUNHO DE 1871: AUTORIZA A COMPANHIA DE NAVEGAÇÃO E COMÉRCIO DO AMAZONAS A TRANSFERIR OS DIREITOS E OBRIGAÇÕES DO CONTRATO APROVADO PELO DECRETO Nº 1988 DE 10 DE OUTUBRO DE 1857 A UMA COMPANHIA ESTRANGEIRA.

DECRETO Nº 5575, DE 21 DE MARÇO DE 1874: CONCEDE À COMPANHIA FLUVIAL DO ALTO AMAZONAS AUTORIZAÇÃO PARA TRANSFERIR À AMAZON STEAM NAVEGATION COMPANY LIMITED TODOS OS SEUS DIREITOS E FAVORES CONCEDIDOS POR LEI, BEM ASSIM OS RESPECTIVOS ENCARGOS.

DECRETO Nº 1769, DE 10 DE AGOSTO DE 1894: DECLARA CADUCA A CONCESSÃO DE TERRAS DEVOLUTAS DE QUE TRATAM AS CLÁUSULAS 10ª E 15ª DOS CONTRATOS APROVADOS PELOS DECRETOS N. 4.735 DE 7 DE JUNHO DE 1871 E N. 6.826 A DE 29 DE DEZEMBRO DE 1877.

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2 de 04-02- 1916                   08 de 04-08-1916

3 de 03-03-1916                    09 de 01-09-1916

4 de 07-04-1916                    10 de 28-09-1916

5 de 05-05-1916                    11 de 03-11-1916

6 de 02-06-1916                    12 de 01-12-1916

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2 de 01-01-1919                                         13 de 01-01-1920

3 de 01-02-1919                                         14 de 16-02-1920

4 de 03-03-1919                                         15 de 04-03-1920

5 de 01-04-1919                                         16 de 03-06-1920

6 de 01-05-1919                                         17 de ? – 08-1920

7 de 01-06-1919                                         18 de ? – 11-1920

8 de 01-07-1919                        Ano III, n° 19 de 08-12-1920

9 de 01-08-1919                                         20 de 20-01-1921

10 de 25-08-1919                    Ano VI, n°   22 de 17-12-1923

11 de 02-11-1919                                         23 de 25-03-1924

24 de 21-05-1924

 

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Claudemilson Oliveira
*Amazonense de Itacoatiara. Claudemilson Nonato Santos de Oliveira é professor da rede estadual de ensino (SEDUC), onde atua desde 2000. Tem mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia-PPGSCA/UFAM. É vinculado a dois grupos de pesquisa cientifica registrados na CAPES: Núcleo de Estudos e Pesquisas das Cidades da Amazônia Brasileira-NEPECAB/UFAM e Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização Científica-NEPAC/INPA. É membro fundador da Academia Itacoatiarense de Letras -AIL. Atua como militante em defesa das Comunidades Tradicionais Quilombola e Indígena. Articulou em 2014 junto a Fundação Cultural Palmares-FCP, autarquia do Ministério da Cultura a certificação do Quilombo de Sagrado Coração de Jesus do Lago de Serpa.

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