Este distúrbio conhecido popularmente como prisão de ventre e intestino preso é negligenciado pela maioria das pessoas, muitos buscam auxiliam médico somente após agravamentos dos sintomas, porém já temos conhecimento o quanto o mau funcionamento do intestino influencia diretamente em nossa qualidade de vida.

Não há um padrão específico para um número normal de evacuações, especialistas consideram um quadro de constipação quando ocorrem duas ou menos evacuações por semana, fezes extremamente ressecadas e sensação incompleta de esvaziamento dos intestinos. A prisão de ventre é causada por fatores diversos, a mais comum é a dieta pobre em fibras associada também a pouca ingestão de líquidos e ao sedentarismo, sim, até para evacuarmos precisamos manter nosso corpo em movimento. A obstipação pode estar associada também a doenças como hemorroidas, síndrome do intestino irritável, doenças celíacas, câncer colorretal e até quadros de estresse, ansiedade e depressão, entre outras.

Apesar de afetar a todos, a prisão de ventre é mais comum em mulheres e crianças. Énormal ouvir queixas das pacientes de desconforto, distensão abdominal e endurecimento das fezes. Infelizmente, apesar de a alimentação ter uma grande influência, as mulheres são afetadas por conta das alterações hormonais e fatores culturais envolvidos de não utilizar banheiros “estranhos”, muitas não obedecem ao desejo no exato momento e por consequência causam as implicações de ressecamento e fissuras.

Lembrando que o processo de digestão inicia pela boca desde a emulsão (saliva) dos alimentos mastigados, ocorrendo a desnaturação das proteínas, açúcares e gorduras que serão absorvidos no esôfago, estômago e intestino.

Logo, é imprescindível mastigar lentamente para que o conteúdo do bolo fecal (resíduo da digestão) esteja hidratado, aumentado a motilidade intestinal, ao contrário, a desidratação levará a formação de grande bolo fecal que poderá se transformar em fecaloma ou seja tumor de fezes provocando desta forma muitas gases com distensão abdominal, dor intensa e a evacuação paralisada.

Portanto, recomendo a ingestão adequada de líquidos para a prevenção da prisão de ventre. Devemos tomar água de hora em hora, comer em pequenas frações seis vezes ao dia, realizar atividades físicas, ingerir fibras e incluir mais frutas, verduras e legumes no cardápio, ir ao vaso sanitário logo quando surgir a vontade, sentado com os pés apoiado num suporte com os joelhos acima do abdômen para facilitar a evolução do bolo fecal e eliminá-lo e claro buscar sempre ajuda médica especializada, nunca tomar remédios por conta própria. Cuidem-se!

Compartilhar
Euler Ribeiro
Amazonense, de Itacoatiara. Formado em Medicina em Belém (PA), o médico geriatra completou os estudos em SP e nos EUA. Foi secretário de Saúde do Estado e deputado federal. Fundador da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui