Um dos projetos de quando estive na presidência da Academia Amazonense de Letras, foi abrir ao público o conteúdo de conhecimento conquistado pela instituição ao longo de suas atividades no ambiente intelectual da Amazônia. Conhecimento que devia ser divulgado pelos próprios titulares da Casa, de modo a conhecer-se, ainda, na medida em que se trazia ao debate o ideário dos pensadores do passado, a posição ideológica dos seus quadros atuais sobre o pensamento amazônico.

Meus pares aderiram ao projeto visto tratar-se de uma oportunidade de mostrar que a ação dos quarenta membros efetivos da Academia, constitui a afirmação do seu papel na história intelectual da Amazônia. Realizaram-se então as séries de conferências sobre literatura e história, temas de literatura universal e estudos pormenorizados da vida e obra dos fundadores da Academia. Foi uma programação cumprida em longo prazo, tanto que ocupou os quatro anos em que estive à frente da Casa de Péricles Moraes (2003-2007).

Ao reunir-se para implantar o Silogeu amazonense lá por volta de cem anos atrás, sem embargo de serem tão jovens, os fundadores da Academia eram intelectuais voltados para o estudo do fenômeno cultural na Região. Além da produção nos domínios da poesia e da prosa de ficção, nos seus estudos e ensaios analisavam a obra dos homens que iniciaram o processo formulador do pensamento amazônico, intuindo novas teses e de sua parte revelando novos elementos de interpretação para melhor entender a nossa realidade. Realidade também vista do ângulo da história, observada no período ante e pós cabralino.

Entre as teses firmadas sobre o nosso descobrimento neste raciocínio considero o princípio corrente e consagrado da descoberta da América no século XV por Cristóvão Colombo e a do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Deu-se aí o início do processo de mudança do comportamento e das atitudes dos primitivos ocupantes da Região. Podem-se avaliar como síntese desse processo, ainda, os fatos presentes nos escritos de Frei Gaspar de Carvajal , o cronista da expedição colonizadora de Francisco de Orellana , realizada em meados do século XVI, e os relatos do Padre Cristobal D’Acuña sobre a viagem de volta de Quito à embocadura do rio Amazonas, empreendida por Pedro Teixeira no século XVII. Outro dado significativo à contribuição do pensamento ocidental na Região foi a visão de La Condamine revelada ao mundo, após a viagem heróica realizada na Amazônia no século XVIII, em destaque para a divulgação das propriedades da goma elástica, fruto da hévea, a borracha vegetal enfim. O notável cientista francês surpreendeu-se com os objetos de uso pessoal elaborados pelo homem da terra com esse produto da floresta.

Ao longo desse tempo veio se consolidando, em contacto com a nova terra e, sem dúvida, em comunhão com a conduta e a forma de ser do homem que já ocupava os espaços revelados, o corpo de pensamento informado pela capacidade de interpretação e de compreensão do mundo e da existência, neste pedaço do Planeta.

Os viajantes e exploradores, cientistas e pesquisadores, que vieram depois, nos seus ensaios e relatórios, deixaram contribuição decisiva ao revelar a natureza, o homem e as transformações culturais a que se submeteram as etnias nativas, implantadas no espaço delimitado pela grande região, com suas verdades e seus mistérios guardados na memória e não escritos porque o amazônida de então ainda não conhecia a escrita. A filosofia e a religião, a história e a ética, praticadas pelas etnias plantadas nesses grandes espaços de rios e florestas, passavam de pai para filho, de geração em geração, através da memória dos mais velhos. Fenômeno verificado ainda agora, nas raras comunidades restantes após o embate desses recontros, num sistema educativo expresso por linguagem de alta poesia. Em parte, nesses embates ideológicos, os nativos foram sendo superados pelo colonizador já servido por bagagem intelectual mais sistematizada e sofisticada, na configuração de uma linguagem escrita, no ensinamento de uma nova língua, nova religião e um novo conceito político de poder. Djalma Batista, atendo-se à formação da cultura na Amazônia afirma, sem meias palavras, que coube aos missionários e representantes da corte portuguesa, a tarefa de disciplinar as atividades regionais . Enquanto que Araújo Lima , para completar o raciocínio, na perspectiva moderna de uma visão da nossa geografia humana, caracteriza o homem amazônico a partir da junção do nativo com o adventício, adventício compreendido já pela presença dos contingentes populacionais advindos de outras regiões do país, em particular do Nordeste, segundo sua própria designação: os caboclos e os cearenses, considerados cearenses os nordestinos em geral.

A civilização européia interferiu por meio das correntes migratórias do mundo mediterrâneo, desde a Grécia antiga aos povos desenvolvidos da Planície Ibérica. Nas terras descobertas deparou-se com padrões de vida observados nos vários segmentos da cultura americana, considerada do ponto de vista desta nota, a civilização amazônica.

O pensamento amazônico, portanto, lançou as suas raízes desde o alvorecer da presença do homem na região, das hordas de caçadores, antes da chegada do colonizador europeu.

Para identificar as hipóteses levantadas em torno da chegada do primeiro homem na Amazônia, acompanhemos, numa síntese rigorosa, as indicações da antropóloga Adélia Engrácia de Oliveira , ao lhe estudar a ocupação humana.

Considera essa nobre cientista, como reconhece também a arqueóloga americana Betty Meggers , que é difícil estabelecer uma posição mais definitiva da matéria por causa da carência de material arqueológico existente na região. É impossível conservar-se, – pelas próprias características do meio ambiente, demonstradas pela intensa vegetação e as condições climáticas, – vestígios de instrumentos que marquem no passado remoto a presença do homem na Amazônia.

Pelos dados de que dispõe a Dra. Adélia, o homem chegou até nós nas seguintes épocas: Está na Venezuela há 16 mil anos; começou a expandir-se nas Américas há 13 mil; na região andina está há 10 mil; na América do Sul chegou há 9 mil, aportando antes no Brasil, onde está há 10 mil anos; na Amazônia, chegou há 3 mil anos antes de Cristo; e, na região do Estado do Amazonas, no período do século V ao XVI. No século XVI começaram a chegar segundo dados oficiais, os europeus, ingleses, escoceses, franceses, espanhóis e portugueses.
Do ponto de vista do pensamento criador, na avaliação que faço, o que importa não é tanto a mensuração do tempo em que chegou à região, mas a ação transformadora do homem no processo cultural.

Aqueles homens reunidos em bandos, em contato com o meio, deram o primeiro passo na construção de um corpo de pensamento, como enfim procederam ao alocar-se em outras regiões do Globo. Segundo consta eles formavam hordas de caçadores. Sem dúvida tiveram que elaborar instrumentos de caça para duelar com as suas embiaras, nos rios e florestas da Amazônia, agindo aí o pensamento criador. Depois armaram casas para se proteger da chuva e do sol. Estabeleceram-se em grupos e se juntaram para formar o núcleo familiar. Organizaram-se em nações. Foram assimilando os princípios morais que possibilitam o bom relacionamento entre as pessoas em coletividade. Desenvolveram, ainda um sistema de interpretação dos fenômenos subjetivos, experimentados em contacto com os elementos da natureza, a consciência do divino, concebendo os princípios de autoridade para lidar com o medo. O medo que, segundo Spencer , fez surgir dois elementos fundamentais na sociedade organizada: O medo dos vivos que gerou o controle político, e o medo dos mortos que gerou o controle religioso. Expandiu-se o universo do seu imaginário, rico em poesia, sempre levando em conta os aspectos originais da natureza amazônica, os rios e os seus peixes, a floresta e os seus animais e seus frutos, e o ciclo das águas em permanente ebulição das nuvens, das folhas das árvores e dos rios.

É o que se revela, ao examinarem-se os vastos acervos lendários, levantados pelos estudiosos do velho mundo, e, depois, pelos próprios etnólogos brasileiros que investigaram esse universo. Nas descobertas do novo mundo o homem moderno retomou a linha desses estudos, seguido, depois, pela inquietação intelectual dos amazônidas contemporâneos. Deu-se como que um enlace amoroso que enriqueceu essas duas linhas de pensamento, o pensamento do primeiro homem com o pensamento do que chegou depois, de cuja aliança originou-se o amazônida.
Verdade que se comprova, no exame de pontos de aproximação dessas duas águas.

Vamos buscar um ponto de contacto disso demonstrado no mundo do imaginário, da mitologia.

Tomemos como exemplo três entes mitológicos das águas, as Sereias, Lorelai e a Iara.

As Sereias eram fadas cantoras, moradoras do rio-deus Aquelou, na Grécia Antiga. Com seus murmúrios maviosos e mágicos, faziam os homens curvarem-se até encostar os ouvidos no espelho das águas, penetrando-as em seguida para não mais voltar.

Lorelai habitava um rochedo existente à margem direita do Reno, rio da Europa ocidental que banha a Suíça, o leste da França, parte da Alemanha e os Países Baixos. O poeta Clemens Brentano percebeu no imaginário dos habitantes dessa região a existência de Lorelai, uma jovem bela de cabelos de ouro que atraia com o seu canto, os navegadores daquelas águas. Encantados com a visão, eles perdiam a direção dos seus barcos, deixando-os bater no rochedo. Atraídos, ainda, pelo seu encantado canto afogavam-se no rio e iam ficar lá no fundo das águas, a viver com a Lorelai.

A lenda de Lorelai foi popularizada pelo poeta Heinrich Heine , na transição dos séculos XVIII e XIX.
A Iara é uma lenda de natureza indígena do rio Negro, onde se planta a cidade de Manaus. Sua origem é complexa, pois nasceu de um belo jovem que, por ser belo, entre outras implicações insurgiu-se contra as determinações do pai e dos anciãos da tribo, sendo por isso julgado e condenado a morrer por afogamento no meio do rio Negro. Cumprida a sentença, numa noite de luar e cheia de estrelas, vieram os peixes e mantiveram o jovem boiando sobre as águas, não permitindo que o belo jovem morresse afogado. Então, à medida que a noite avançava o jovem se ia transformando em mulher, da cintura para cima e, em peixe, da cintura para baixo, parte que ficara dentro d’água.

Já transfigurado, mergulhou e foi morar no perau dos encantados, lá no fundo do rio, de onde vem nas noites de lua, para com seu canto maravilhoso arrebatar os remadores do rio, que também desaparecem encantados nas águas.
Um outro ponto interessante, também, da aproximação dos homens por meio do imaginário, está na lenda do Vampiro europeu e do Boto amazônico.

O Vampiro é um morto que se reanima em noite de lua cheia e vem para sugar o sangue dos vivos, com o que se alimenta e recobra as energias. Na tradição da lenda eles preferem os meninos. Mas na versão moderna do cinema eles preferem as moças ou, no caso das vampiras, os rapazes. É uma lenda popular na Europa central e setentrional, comum entre alemães, húngaros e russos. Conhecidos como vampiros, nesses lugares, são pessoas que desejam enriquecer a custa do suor dos outros. Muitas mortes misteriosas nessas regiões atribuem-se à ação dos vampiros.
Já o Boto, entidade do folclore, inspirada pelos simpáticos cetáceos que povoam os rios da Amazônia, é atraído nos momentos propiciatórios do amor. É uma lenda popular corrente ao longo de toda a calha central da bacia amazônica, do Solimões ao Amazonas e seus afluentes. O Boto não aparece para matar ou sugar o sangue de ninguém. Ele sai d’água e vira homem só para seduzir as mulheres, de preferência as virgens. Conforme a lenda, quando aparece uma jovem grávida sem homem, namorado ou marido, dizem que ela foi emprenhada pelo Boto. Filho sem pai é filho de Boto.

Mas, a aproximação conceitual dessas duas lendas está no seu desfazimento. O Vampiro é destruído ao cair na água corrente. Por sua vez, quando se percebe numa festa que há um homem belo e galanteador, vestido todo de branco e com chapéu na cabeça, ele é perseguido pelo ciúme dos outros homens que, acuado corre para dentro d’água e se transforma nesse irrequieto mamífero aquático, ficando de bubuia, na superfície líquida, apenas o chapéu transformado numa folha de aninga. Outro dado revela que o Vampiro se desfaz com uma estaca enfiada no peito acertando-lhe o coração. Quando o Boto persegue uma canoa que transporta mulher no período fértil, enfia-se no casco da canoa uma faca para espantá-lo. Também os torçais de alho macho, pendurados nos alpendres das casas, espantam o Vampiro e o Boto.

Há um ponto em comum nas cinco lendas acima relatadas em síntese. É a presença da água. No caso das Sereias, Lorelai e da Iara, é a água que encanta e, no do Vampiro e do Boto, a água que livra dos malefícios. Tais segredos da civilização, desvelados pelos arquétipos estudados por Jung , reforçaram o princípio das origens comuns do homem e sua identidade universal. Nos episódios do imaginário citados, a água constitui o arquétipo essencial.

A Amazônia é água e a floresta existe por estar a serviço da água. A ausência de árvores em grandes áreas de desmatamento anuncia também a ausência da água.

Mas, para que exerça a sua função social o pensamento precisa ser operado pelos homens, individualmente, ou pelas organizações na sociedade. O pensamento amazônico, a partir de um determinado momento, manifestou-se ao aglutinar os intelectuais em instituições de saber e de ensino, revelando a sua maturidade, numa atitude política de autoproteção das lideranças regionais.

A maturidade do processo cultural de Manaus verificou-se na entrada do século XX, quando três instituições foram criadas aglutinando os homens de pensamento: a Escola Universitária Livre de Manaus, em 1909, passando a denominar-se em 1913 Universidade de Manaus; o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, fundado em 1917, e a Academia Amazonense de Letras, fundada em 1918. Foram, praticamente, os mesmos os fundadores do IGHA e da Academia. Entre os fundadores da Universidade, funcionando como professores estavam Adriano Jorge , Francisco Pedro de Araújo Filho , Gaspar Guimarães , Heliodoro Balbi , Jorge de Moraes e José Francisco de Araújo Lima, todos relacionados, também, entre os fundadores da Academia.
No ambiente da pequena cidade de Manaus de então, manteve-se intensa a atividade intelectual na análise dos relatórios de cientistas estrangeiros e nacionais produzidos sobre a Região, nos ensaios e no acervo de poesia e prosa de ficção que se veio produzindo, na interpretação do sentimento e da sensibilidade, na inquietação transformadora por um mundo melhor. Construiu-se obra expressiva em qualidade estética e em volume, ao ponto de estabelecer um cânon sobre a expressão amazônica, já presente nos tratados e enciclopédias de Literatura Brasileira.

Para concluir esta exposição, busco uma súmula desse pensamento, lançando mão da síntese formulada pelo político e poeta Álvaro Maia
No esforço de restaurar no homem amazonense, no caboclo, as virtudes universais da cidadania, Álvaro Maia liderou um movimento que ele mesmo batizou de glebarismo, versão amazonense do nativismo cogitado no país nos primeiros quartéis do Século XX. No Rio Grande do Sul o nativismo revelou-se mais acentuadamente nas festas populares e no folclore, e, em São Paulo nas correntes nacionalistas implantadas pela Semana de Arte Moderna de 22. Cuidava o glebarismo de Álvaro Maia e seus liderados, da valorização do homem da gleba, terra onde se nasce na definição de Houaiss , em cujo discurso Álvaro Maia criou, também o termo caboclitude, que o próprio poeta e pensador define do seguinte modo na introdução ao seu livro clássico Banco de Canoa:

(…) caboclitude para imitar negritude , qualidade comum às atitudes e às condutas dos caboclos do interior.

Antes de se difundir a ação política de Álvaro Maia , tocada pelos impulsos do pensamento amazônico, era acentuado, na sociedade amazonense o preconceito contra o homem da Amazônia, principalmente do homem do interior. As próprias elites manauenses tratavam o interiorano com reservas discriminatórias, divulgando que o caboclo, por sua origem indígena, era preguiçoso e mentiroso, como se essas duas características de personalidade, a preguiça e a mentira fossem mazelas exclusivas de determinadas etnias e não um traço peculiar, fraqueza ou fortaleza, da própria condição humana.

O pensamento amazônico, neste raciocínio, mostra-se, finalmente, como o resultado do encontro, do casamento, da união de duas águas, das águas do rio Amazonas com as águas do mar, das águas das Sereias com as águas da Iara, das águas do Vampiro com as águas do Boto, da postura cartesiana do modo europeu em ver as coisas e da visão singular do amazônida ao avaliar o mundo, sob os mistérios da natureza insondável, do homem que a domina e a revela por meio da magia e das abusões, sob os rituais dos curandeiros e pajés.

Os planejamentos sócio-econômicos e políticos regionais quando não levam em conta esses fenômenos, feitos artificialmente e com abordagem científica desencarnada da realidade, nada poderão deixar de útil à melhoria de vida na Região.

É o meu sentir sobre o assunto.

*Elson Farias, poeta e ensaista, ex presidente da academia amazonense de letras, nascido em Itacoatiara. O texto refere-se a capítulo de livro em preparo.

 

Bibliografia

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ORELLANA, Francisco de (Trujillo, Estremadura 1490 – Amazônia 1550), explorador espanhol. Em busca do Eldorado descobriu o rio Amazonas.
D’ACUÑA – Cristobal (Espanha 1597-1675), padre jesuíta, designado a acompanhar Pedro Teixeira e relatar sobre essa viagem.
TEIXEIRA, Pedro (Cantanhede, Portugal 1570 – Belém, Brasil 1641), explorador, sertanista e militar português, descobridor do Rio Negro.
LA CONDAMINE (Charles Marie de), (Paris 1701 – id. 1774), primeiro naturalista a entrar na Amazônia autorizado pela Coroa Portuguesa.
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ARAÚJO FILHO, Francisco Pedro de (Goiana/PE 1870 – Manaus 1931), jurista brasileiro.
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MORAES, Jorge de (Manaus/AM 1872 – 1918), médico e político brasileiro.
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Negritude: Movimento encabeçado pelo poeta senegalês  Léopold Sedar Sénghor (1906/2001), agitado em Paris a partir de 1934, aglutinando um grupo de intelectuais que se insurgiu contra a segregação racial. Foi um movimento mais político do que estético, mas acabou por influir na expressão poética dos seus mentores, em particular do próprio Sénghor, convertendo-o numa das mais altas expressões da poesia de língua francesa. Sénghor notabilizou-se, ainda, como presidente do Senegal e, mais tarde, membro efetivo da Academia Francesa.
MAIA, Álvaro, Canção de Fé e Esperança. Brasília: Senado Federal, 1973, 2ª ed..

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Elson Farias
*Poeta e ensaísta. Ex-presidente da União Brasileira de Escritores do Amazonas e da Academia Amazonense de Letras. Nascido em Itacoatiara é uma das glórias dessa cidade.

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