Para os cristãos católicos iniciou um tempo de reflexão sobre a vida. A quaresma é um dos ciclos mais importantes para os fiéis pois ao olharmos pra vida de Jesus ternos um grande exemplo de vida resiliente. O termo resiliência tem origem na física e significa a capacidade em que alguns materiais possuem de retornar a sua forma original após terem sido submetidos a algum tipo de estresse. No conceito etimológico da palavra, significa impulsionar algo para uma nova meta repetidas vezes, ou seja, ser resiliente é a capacidade de superar as dores, as perdas, e as dificuldades ao longo da vida e continuar renovando as esperanças buscando novos propósitos.

Os problemas diários, os traumas emocionais, as aposentadorias, as mudanças dê domicílios, o fato de morar com os filhos, a síndrome do ninho vazio quando os filhos criam asas e voam, as mortes de pessoas queridas, a perda do emprego e tantas outras vicissitudes interferem muitas vezes negativamente na vida de milhares de pessoas diariamente.

Como superar os problemas pessoais? As metas não atingidas? Como extrair lições e se tornar ainda mais fortes com as dificuldades que se apresentam? Todas estas causas acabam por tornar as pessoas muito infelizes e o que para algumas pessoas são pequenas barreiras, para outras se transforma numa grande muralha impossível de ser ultrapassada.

Consideradas em conjunto, essas perspectivas de risco e desafios sugerem que é necessário um aumento da capacidade de reservas e da “resiliência” na velhice para que o funcionamento adaptativo possa se manter.

Vale lembrar os problemas são encarados de forma particular, o luto é necessário em qualquer perda, mas é passageiro, quando não há mais esperanças ou propósitos inicia o processo da depressão e de prontidão devemos buscar ajuda psicológica.

o envelhecimento as perdas das funções não é necessariamente um impedimento para a continuidade do funcionamento cognitivo e emocional e como qualquer ser humano, o idoso conseguirá ativar mecanismos compensatórios para lidar com essas perdas.

A grande verdade é que o mundo está envelhecendo e com o processo natural deste envelhecimento torna-se necessário o aumento na velhice da capacidade de resiliência, para manter o comportamento adaptativo, já que é maior a probabilidade de ocorrerem neste período eventos desagradáveis relacionados à saúde física, ao bem estar e à vida de entes queridos. Isto não significa que fatores protetores não funcionem na velhice.

Entretanto, em uma velhice avançada, as chances de experimentar vários eventos ao mesmo tempo são bem maiores do que quando se é jovem.

Gostaria aqui de alertar as pessoas, principalmente aquelas que tiveram o privilégio do envelhecimento, para não tombarem no primeiro obstáculo, pois nada como o tempo para aclarar e resolver toda sorte de problemas, sejam eles de qualquer natureza. Sejam fortes, reciclem os velhos conceitos, superem as perdas, tirem lições e ensinem com seus exemplos de superação. Cuidem-se!

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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