Amanhã alguns países do mundo tiram o dia para homenagear as mulheres que lutaram para conquistar seu espaço na sociedade, hoje assumem diversas responsabilidades e atividades na vida moderna. Por coincidência, o mês de março é marcado pela conscientização de uma doença que vem afetando a vida dessas mulheres: A Endometriose.

As mulheres cresceram ouvindo que é normal sentir dor, que as cólicas fazem parte da vida delas e que devem se acostumar com este fato. Não é bem assim.

Cólicas severas com dores incapacitantes podem ser Endometriose.

Chamada da doença da mulher moderna, a endometriose é causada pelo crescimento anormal do endométrio (tecido que reveste o útero) migrando para outras partes do corpo, podendo chegar nas cavidades abdominais pelas tubas uterinas e causar inflamação. Esta doença vem afetando cerca de 10% a 15% das mulheres em fase reprodutiva em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Os sintomas são os mais variados possíveis, sendo a principal causa de dor pélvica e infertilidade entre as mulheres, além de provocar dores nas relações sexuais e intestinais durante o período menstrual.

Por ser uma doença nova e ainda estudada, seu diagnóstico leva em torno de 8 anos após várias idas a consultórios e geralmente é descoberto quando há a procura pela maternidade que cada vez é mais tardia.

O diagnóstico é feito por exames de ultrassom, ressonâncias e em último caso a videolaparoscopia, mas o relato clínico da paciente também é considerado um importante aliado para descobrir de fato a – doença. Buscar um médico especialista na área, geralmente ginecologistas, é importante para iniciar o tratamento e promover a tão sonhada gravidez e a qualidade de vida.

Quanto antes for detectada e tratada, melhor as opções de tratamento, pois infelizmente não há cura da doença, somente o controle. Infelizmente o Sistema público de Saúde ainda não proporciona um tratamento adequado as mulheres e muitas sofrem silenciosamente desenvolvendo até doenças secundárias como a depressão por ser tão incompreendidas até pela classe médica.

Portanto, desejo a mulheres que lutem pela sua qualidade de vida, não sofram sozinhas com dor, busque ajuda médica e cuidem da sua saúde. Experiências com alimentação saudável, atividades físicas e relaxamento tem sido uma ótima forma de amenizar as dores desta injusta doença.

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Euler Ribeiro
Amazonense, de Itacoatiara. Formado em Medicina em Belém (PA), o médico geriatra completou os estudos em SP e nos EUA. Foi secretário de Saúde do Estado e deputado federal. Fundador da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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