Senhor Presidente Robério Braga;

Demais autoridades presentes;

Queridos confrades e confreiras;

Minhas Senhoras e meus Senhores:

Esta é uma noite de congraçamento e de luz. Momento singular em que passado e presente se encontram; acadêmicos e público confraternizam. Ao comemorar 100 anos de existência, a Academia Amazonense de Letras sente-se honrada em dividir com o povo amazonense a alegria e a emoção impostas por esta solene celebração.

É compreensível, justo e necessário que comemoremos com intensidade esta centúria que nos lembra feitos e acontecimentos marcantes, cujos registros ainda dispersos precisam ser coletados, analisados criticamente, editorados e disponibilizados ao grande público. Sem dúvida, a linha percorrida pela Casa de Adriano Jorge é um dos apêndices da História do Amazonas. Seus futuros biógrafos muito terão que contar a respeito de suas diferentes fases, de seus altos e baixos; a discorrer sobre sua incrível trajetória.

Sabidamente, o ciclo da borracha transformou o ambiente amazônico. Falava-se de um novo Eldorado, que convidava a aventuras fantásticas. Foi um período de fausto e ostentação. Na lição do acadêmico Márcio Souza (2009) “[…] foi um dos mais efêmeros ciclos econômicos do Brasil. Da humilde origem em 1870 o extrativismo da borracha ocupou em 1910 um quarto das exportações brasileiras. Promoveu o desenvolvimento de uma cultura peculiar, que sedimentou tradições dos velhos tempos lusitanos com um novo tempo de influências importadas como item de consumo criando estranhas justaposições. Belém e Manaus mantiveram uma agitada vida cultural entre os anos 1890 e 1914. Investiram na construção de óperas suntuosas, que acolhiam temporadas líricas anuais”.

O lado oficial desse período áureo era a paisagem urbana, a fortuna de ambas capitais amazônicas, onde – ainda segundo o confrade Márcio Souza – “[…] imensas somas de dinheiro corriam livremente. O coronel da borracha, ou seringalista, seria o grande astro dessa comédia. Ele era o patrão, o dono e senhor absoluto de seus domínios, um misto de senhor de engenho e aventureiro vitoriano; o cavaleiro citadino em Manaus e Belém e o patriarca feudal no seringal. A face oculta do látex residia nas estradas de seringa, estradas secretas escondidas no infinito emaranhado de rios, onde o seringueiro vivia em condições abaixo do nível humano”.

Selda Costa et ali (1983) afirmam: “[…] A capital amazonense contava em 1897, além do imponente Teatro Amazonas, com alguns pequenos teatros, muitos centros de diversões, clubes carnavalescos, associações lítero-musicais e vários clubes noturnos. As rendas de exportação da borracha enchiam os cofres públicos e o governo do Amazonas se esmerava em criar as melhores condições para transformar Manaus em uma cidade moderna. A aldeia decadente de 1850 despira-se de suas feições indígenas, desabrochara e transformara-se na pujante metrópole dos trópicos ganhando os noticiários do velho mundo”.

À medida que novas avenidas iam surgindo em lugar de igarapés; bondes a vapor eram substituídos pelos modernos elétricos e desfilavam pelas novas pontes de ferro; e línguas estranhas cruzavam-se pelo novo serviço telefônico – o armazém para embarque e desembarque do novo porto flutuante abarrotava-se de passageiros e volumes de carga que entravam e saíam diariamente da cidade pelos inúmeros navios a vapor, nacionais e estrangeiros.

O confrade Mário Ipiranga Monteiro (1968) relata sobre o período: “[…] Nesse século a cultura, nas suas várias modalidades, representa, com a economia, uma frente de interesse marcante na Amazônia. O jornal se desenvolve de maneira espetacular, contaminando inclusive o interior do Estado. Municípios como Itacoatiara, Borba e Humaitá, dão-se ao luxo de editar seus jornais. Revistas e jornais brasileiros e estrangeiros em circulação em Manaus, eram comuns. Nas esquinas, nos cafés, falava-se a língua universal da libra esterlina, em termos de economia, de importações e exportações, de desperdícios. Manaus era uma babel. E para essa babel não podiam deixar de correr inteligências curiosas ou interesseiras, heróicas forças da sociedade, de mistura com a eterna e consabida congérie dos aproveitadores. Não apenas escritores procuravam o Amazonas naqueles idos: os artistas de todas as artes, liberais ou não… os fracassados, os banidos, os descobridores avulsos de novos mundos… A fama da borracha corria célere”.

Para Edinéa Mascarenhas Dias (1999), o lado visível, rico e dinâmico da então capital da belle époque “[…] eram as intervenções urbanísticas que modernizaram ou renovaram suas feições, expressando a realização dos anseios e do desejo das elites em se mostrarem progressistas e afinadas com o gosto europeu. O lado oculto foi o abandono, o afastamento das classes pobres dos limites urbanos da cidade” – e isso tem cheiro de discriminação.

Ainda segundo a referida autora, “[…] O fausto da borracha, com suas noites brilhantes e sons alegres, não era capaz, entretanto, de esconder a miséria e a fome que rondavam a periferia da cidade. O outro lado triste e sujo do rosto de Manaus vinha estampado nas páginas policiais dos jornais, enquanto na primeira folha louvava-se a ‘calma’, a ‘ordem’ e a ‘tranquilidade pública’ da capital”.

O fato concreto é que a supremacia da borracha sofreu forte declínio com a concorrência promovida pelo látex explorado no continente asiático. A brusca queda do valor de mercado fez com que a maioria dos aviadores amazônicos fossem obrigados a vender toda sua produção em valores muito abaixo do investimento empregado na produção. A crise levou muitos deles à falência e endividou os cofres públicos. O Plano de Defesa da Borracha, editado no governo do presidente Hermes da Fonseca, em 1912, foi um paliativo, não resolveu o problema. Para variar, a grande guerra de 1914/1918 ampliaria ainda mais o quadro de isolamento. Foi neste contexto marcado pela depressão econômica que nasceu a Casa de Adriano Jorge.

Excelentíssimas autoridades:

Este Sodalício percorre um longo caminho sem se deter. Sua história tem uma luminosa originalidade. Fundado em 1º de janeiro de 1918 com o título de Sociedade Amazonense de Homens de Letras, por disposição estatutária dois anos depois passou a intitular-se Academia Amazonense de Letras. Sua criação resultou da ação objetiva de três idealistas: o paraense Benjamin Lima, o alagoano José Chevalier e o amazonense Péricles Moraes. Primeiro presidente eleito, Benjamin Lima declinou da missão, sendo substituído pelo alagoano Adriano Jorge que dirigiu a instituição durante 30 anos (1918-1948); Chevalier assumiu a secretaria geral, posto que ocupou até 1938; e Péricles Moraes sucedeu a Adriano Jorge no período de 1948 a 1956.

O feito histórico da fundação representou o congraçamento de trinta personagens, homens da prosa e da poesia, naturais da terra e imigrantes que o ciclo da borracha carreara para o Amazonas. Unidos pelo ideal literário, ocuparam as 30 cadeiras da nova instituição. Dos que foram convocados por Benjamin Lima, José Chevalier e Péricles Moraes para integrá-lo, destacamos, de forma inteiramente aleatória, os acadêmicos Adriano Jorge, Alcides Bahia, Álvaro Maia, Araújo Filho, Araújo Lima, HeliodoroBalbi, Huascar de Figueiredo, João Leda, Jonas da Silva, Nunes Pereira, Raimundo Monteiro e Thaumaturgo Vaz – todos de saudosa memória.

Na avaliação do confrade Elson Farias (2018) “[…] O ambiente artístico do Amazonas de então era dominado pela estética parnasiano-simbolista, bem representada por Péricles Moraes, no ensaio, e Álvaro Maia e Jonas da Silva, na poesia. Mestre Péricles era inebriado pela literatura francesa, circunstância que se registra com destaque em sua obra de estreia, ‘Figuras & Sensações’ (1923), publicada em plena maturidade dos 40 anos do autor. Seu estilo é dotado de musicalidade verbal e visão idealista da vida, fatores dominantes nessa estética. O piauiense Jonas da Silva também o era, na poesia. Fez renome nacional ao aparecer em antologias que arrolam os poetas brasileiros representativos do Simbolismo, mais lembrado pelos sonetos ‘Coração’ e ‘Santa Tereza’”.

E prossegue o poeta de Itacoatiara: “[…] Álvaro Maia é a figura mais representativa da poesia entre os fundadores do Silogeu amazonense. Sua influência no ambiente sociocultural se acentua desde a formulação política no entendimento do amazônida. Com a palavra chave ‘caboclitude’ o poeta ostentou a sua ação na militância partidária democrática e na literatura, na prosa e na poesia. ‘Banco de canoa’ (1963) é um exemplo da boa prosa e, em ‘Sobre as águas barrentas’, Álvaro Maia nos oferece um poema exemplar na técnica e no conteúdo lírico, retrançado de motivos amazonenses”.

Os primeiros tempos desta Casa foram muito difíceis. Longas fases de estagnação e de desalento ocorreram. A Revista da Academia, cujo primeiro número é de julho de 1920, não teve existência regular. Só em fevereiro de 1935 aparece o segundo. Durante quase duas décadas ela permaneceu sem teto fixo, problema finalmente solucionado com a entrega, em 5 de janeiro de 1935, do prédio-sede doado pelo então interventor federal, o capitão de Exército Nelson de Mello, por isso elevado à condição de Presidente de Honra desta Casa.

Trata-se de um imóvel público tombado que sofreu vários restauros. A primeira intervenção nesse sentido ocorreu em 1949/1950 quando o governador Leopoldo Neves, a pedido do presidente Péricles Moraes, mandou remodelar sua estrutura anacrônica, respeitando, porém, suas linhas originais. Na quarta e última reforma, de 2010, fruto de convênio entre a presidência do confrade José Braga e o governo Eduardo Braga, o edifício foi totalmente reconstruído, sendo-lhe devolvidos aspectos estruturais e decorativos da época de sua fundação; modernizados seu mobiliário e sua biblioteca; construída e aparelhada a Sala de Memória Mário Ipiranga Monteiro.

Em maio de 1968, para amoldar o Silogeu ao modelo da Academia Brasileira de Letras, o número de acadêmicos foi elevado para 40 dando ensejo à investidura de 10 novos membros. À época, vários acadêmicos fundadores haviam sido tolhidos pela morte, e outros foram substituindo-os nas cadeiras coloridas de azul. Vale dizer: no Jubileu muitas cadeiras já estavam no terceiro ocupante, isto é, uma terceira geração estava conduzindo aquilo que Djalma Batista preferia chamar de “o fogo sagrado”. Como presidente, ao discursar na oportunidade, afirmou: “[…] O espírito acadêmico não pode mais ser condicionado pela aparência das cerimônias, nem pelas galas das frases e das imagens: tem de ser vivo, inquieto, agitado, atualizado. No Amazonas, os intelectuais têm de estar sintonizados com os problemas da terra e as inquietações do povo. O saber não é mais privilégio de classe ou de casta, e sim um dos direitos do homem”.

Durante algum tempo, o Silogeu carregou a fama de ser uma instituição conservadora. Na verdade, segundo Elson Farias (1968), ela nunca o foi, “[…] nem como vimos ontem, nem como a vemos hoje”. E Robério Braga (2017), arrematando, di-la um órgão “[…] pujante e forte [com] a capacidade de renovar seus quadros sem guardar mágoas ou dores nem daqueles que, algum dia, nos arroubos de antes a rejeitavam publicamente”. E agora dizemos nós: em 1949 recebe em seus quadros a primeira mulher e a partir de 1969 passa a agregar jovens do chamado ‘movimento madrugadista’. Nos anos seguintes ampliaria o processo de renovação do ambiente acadêmico permitindo inclusive o ingresso de intelectuais egressos do INPA e da Universidade.

Entre a data de sua fundação e o Jubileu, 73 intelectuais ocuparam as cadeiras da Academia e entre eles apenas uma mulher, a poeta Violeta Branca, que ingressou em 1949. Dessa fase relembramos, numa escolha absolutamente subjetiva, os acadêmicos Aderson de Menezes, Agnello Bittencourt, André Araújo, Aristóphano Antony, Arthur Cézar Ferreira Reis, Djalma Batista, Genesino Braga, Manoel Anísio Jobim, Mário Ipiranga Monteiro, Raimundo Nonato Pinheiro, Oyama César Ituassú e Waldemar Pedrosa.

Esses e aqueles outros vultos que anteriormente citamos, se destacaram nos campos da política, do magistério, do jornalismo, da administração pública, da magistratura, da advocacia, etc. Comportaram-se como fiéis cultores e/ou expositores do saber acadêmico, legando-nos uma extensa bibliografia de cunho científico, histórico e cultural.

Violeta Branca foi a primeira mulher a ingressar em uma Academia de Letras. Sua assunção neste Sodalício, abriu caminhos para a inserção da mulher brasileira no meio literário. O pioneirismo de sua entrada ecoou forte. Ao enfrentar o preconceito quebrando o caráter misógino que a Casa carregava desde sua criação, ela antecipou-se no tempo, entrou para a História. Esse fato de grande notoriedade só se repetiria quarenta e quatro anos depois (1993), com a vinda da confreira Rosa Mendonça de Brito, segunda mulher a ser recebida no Silogeu e a primeira a presidi-lo. Importante destacar ainda que o período administrativo da ilustre confreira, iniciado em 2016, teve seu desfecho ao amanhecer do Centenário.

Além de Violeta Branca e Rosa Brito, deram ingresso neste Silogeu Carmen Nóvoa Silva (1994), Mazé Santiago Mourão (2011), Marilene Corrêa da Silva Freitas (2011), Márcia Perales Mendes da Silva (2013) e Artemis de Araújo Soares (2017). Sete mulheres, valentes e cultas, amazonenses da cepa que romperam o antigo e pândego modelo segundo o qual a Academia era uma “casa de senhores”. À maneira da escritora Rachel de Queiroz, “vieram para dar o testemunho fiel de seu tempo. Querem da vida o que ela tem de belo, sem rebuço ou disfarce”. Sua presença na Casa de Adriano Jorge é uma prova inequívoca de que o Silogeu amazonense é uma instituição cultural de todos os gêneros, isto é, uma Academia de Mulheres e Homens de Letras!

Como dito antes, até à data do Jubileu eram 73 os membros desta Casa. Atualmente contam-se 149 acadêmicos, cujo total distribui-se por 7 mulheres e 142 homens. Na expressão do confrade e atual presidente Robério Braga (2017), “[…] Passados tantos anos, [continua] pujante e forte, representativa do escol das letras e da literatura amazonenses; olhando e aprendendo com esse passado, nem sempre de intensa atividade, é possível cogitar que a Academia perdurou fundada em vários alicerces vigorosos [inclusive] a plêiade de ilustres cultores das boas letras que têm ocupado suas poltronas azuis. Casa de literatos por excelência, mas também daqueles que, afeitos à literatura e às letras também foram e são médicos, jornalistas, juristas, advogados, magistrados, religiosos católicos, judeus e protestantes, professores e cientistas sociais a constituírem um mosaico curioso inclusive de maçons e profanos”.

Estender-se sobre os admitidos na Casa a partir de 1969 seria fastidioso e imprudente, face à enormidade da respectiva relação de nominados. Assim, optamos por destacar apenas os falecidos, nominando: os poetas Alencar e Silva, Anísio Melo, Antístenes Pinto, Jorge Tufic, Luiz Bacellar e Sebastião Norões; os ensaístas Francisco Vasconcelos, Luiz Maximino e Paulo Jacob; os juristas Aderson Dutra, Armando de Menezes, Jauary Marinho, João Mendonça e Mário Verçosa; os tribunos Homero de Miranda Leão, José Jefferson Peres, José Lindoso, Paulo Pinto Nery, Plínio Ramos Coelho e Rodolfo Vale; os teólogos Alberto Gaudêncio Ramos, João Crisóstomo de Oliveira e Moacir Alves; o economista Ruy Alberto Costa Lins; o artista plástico Moacir Andrade; o sociólogo Samuel Benchimol; o folclorista Áureo Nonato dos Santos e o dramaturgo Gebes Medeiros.

Estes, e aqueles outros que os antecederam na viagem ao etéreo, deixaram as cadeiras azuis do Silogeu e, pelos serviços prestados às ciências, às letras e às artes, cobriram-se de glórias, merecendo ir morar no templo consagrado a todos os deuses. Incorporamos aqui as palavras de Ramayana de Chevalier (1968), pronunciadas à época do Jubileu em alusão ao encantamento de vários acadêmicos: “[…] Estetas, críticos, poetas, pedagogos juristas, cientistas, homens da palavra e das letras. A morte os foi colhendo, devagar levando-os no seu turbilhão anônimo, na algidez impenitente. Outros foram substituindo-os, nas suas poltronas inolvidáveis. Nomes que significam muito para o Amazonas, que jamais se apagarão na nossa memória”.

Minhas Senhoras e meus Senhores:

A Academia é uma história sempre em construção. Está em permanente interação com o público, sempre de portas abertas. Aí estão os saraus, os encontros, as palestras, as reuniões lítero-musicais, os lançamentos de livros, as sessões históricas – eventos culturais que começaram a ganhar força na década de 1990, têm-se ampliado no curso dos anos e ganharam maior relevância na festa do Centenário.

Sem dúvida, o ápice da programação ora em curso é o Projeto Academia de Portas Abertas, o qual, identicamente a tantos outros que têm sido realizados na Casa de Adriano Jorge, atende aos anseios do grande público, ávido por conhecimento, por celebrar a cultura, por valorizar a criação amazonense e conhecer a sua história. Contando com o apoio do governo do Estado, a atividade teve início em 2018 e apresenta-se como uma opção de lazer nas tardes de domingo. O evento seguirá por todo o segundo semestre de 2019 até 15 de dezembro. Traz em sua programação um roteiro especial de visitação, apresentações musicais, performances, encontros com acadêmicos, tarde de autógrafos, entre outras atividades. A cada semana um poeta diferente é homenageado e o público é convidado a participar com poesias ou textos autorais. A partir deste final de semana (6 de outubro), por exemplo, a programação prosseguirá com recepção pelo presidente da Casa, visitas guiadas, palestras de acadêmicos, sarau literário e apresentação de cantores.

Aproveitamos o momento para agradecer o apoio e a cooperação que temos recebido do governo do Estado do Amazonas e da Prefeitura de Manaus. Os mesmos sentimentos de apreço e cordialidade formulamos aos senhores deputados estaduais Josué Neto, Serafim Corrêa, Carlos Alberto, Alessandra Campelo, Ricardo Nicolau e Dermilson Chagas. Graças ao suporte financeiro decorrente das emendas parlamentares de sua autoria, foi possível respaldar as despesas afeitas às comemorações, incluída a edição em 2018 de 15 livros e de uma Revista da Academia. Prevê-se, ainda, a publicação no presente exercício de outros 15 livros e 3 revistas – o que resultará na ampliação e enriquecimento do acervo bibliográfico do nosso Estado.

Este solene momento induz alegria e satisfação, sentimentos que todos os membros desta instituição preferimos dividir com esta seleta plateia. Este instante nos inspira a elevar nossas preces ao Criador para que continue iluminando nossos ilustres confrades, a agradecer-lhes enfim a amizade e o companheirismo de muitos anos, e os cuidados e desvelos que têm dispensado à Academia, à nossa Casa.

Nossos cumprimentos ao presidente Robério Braga, a quem externamos elevado respeito e grande admiração. Detentor, há quase 40 anos, da Cadeira nº 22, o Presidente do Centenário navega com indiscutível competência nos campos da História, da Sociologia, da Museologia e também da Literatura. Expedito nas searas da narrativa histórica e da crônica memorialística, de seus escritos na imprensa local e nacional derivam os encantos da boa prosa e as lições de grande amor que devota ao Amazonas, à sua terra natal, Manaus, e sobretudo à Centenária Casa de Adriano Jorge.

Senhores agraciados:

Presentear é um gesto de amizade e de carinho. Segundo a lição de José Américo de Almeida (1935), “A melhor forma de agradar é não ser triste”. Portanto, alegra-nos cumprimentar os ilustres concessionários da Medalha do Centenário. São 18 personalidades: oito representantes de ex-presidentes e antigos membros desta Casa, in memorian; oito representantes da sociedade amazonense; e dois parlamentares com assento na Assembleia Legislativa. Em nome das senhoras Ivete Rocha de Menezes e Ana Lucia Dutra Braga, saudamos os membros do primeiro grupo. Em nome da senhora LisetteBouezAbrahim e do senhor MironOsmário Fogaça saudamos os membros do segundo grupo. E finalmente cumprimentamos os deputados Dermilson Chagas e Luís Ricardo Nicolau, presentes nesta sessão.

Registramos que, em sessão anterior, outras 29 ilustres personalidades foram homenageadas com a concessão da Medalha do Centenário, e naquela oportunidade foram saudadas pelo notável confrade Marcus Barroso Luís Barros.

A Medalha do Centenário revela toda a simbologia da Academia antiga e atual. À maneira do saudoso confrade Oyama César Ituassú (1968), “[…] expressa-se a vida luminosa desta Casa, na representação de uma peça de artesanato… ela é símbolo vivo de uma admiração, a medalha é documento que tanto vale como apreço… como é o lado positivo da prova de cultura de um povo que sempre soube incentivar o meio intelectual”.

Esta é uma noite de alegria. Nela reverenciamos uma Casa Centenária que enaltece a Cultura e dignifica a Amazônia. Nela ressaltamos os valores da criação científica, artística e cultural. Nela, reverenciamos a prosa, a poesia e a beleza.

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