Não sou “expert” em conhecimento bíblico, mas todos sabem que quando Deus criou o Mundo, em Gênesis, Ele “fez os animais, cada um de acordo com a sua espécie: os animais domésticos, os selvagens e os que se arrastam pelo chão. E Deus viu que o que havia feito era bom”. E ainda Deus nos deu “todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes”.

Como católico, sou fã incondicional do Papa Francisco. Em sua Encíclica Laudato Si, o Papa faz um grande apelo aos mais de dois bilhões de cristãos espalhados pela face da terra: cuidar da criação.

Na parte prática o Papa Francisco instituiu a cada ano, de primeiro de setembro até 4 de outubro, o convite para os cristãos celebrarem o “Tempo da Criação”. A escolha de 4 de outubro para o ápice dessa celebração não é por acaso. Nesse dia a Igreja celebra Francisco de Assis.

São Francisco de Assis, o mais ecológico dos santos da Igreja, foi sempre muito admirado pela sua bondade com todos os seres vivos. Há registros que o santo teve a ideia de fazer um Presépio com animais vivos. Ele viveu no século 11, mas essa tradição continua viva até hoje na cidade de Assis, na Itália.

Francisco conversava com os pássaros. Certa vez um bando de andorinhas o seguia. Ele teve que interrompê-las  e disse: “Irmãs andorinhas, agora eu tenho que falar comigo.” Em outro episódio, Francisco  amansou um lobo selvagem dizendo: “Venha aqui, irmão Lobo, mando-te da parte de Cristo, que não faças nenhum mal a mim nem a ninguém”.

O Papa Francisco pertence a ordem dos jesuítas fundada pelo espanhol Inácio de Loyola. Os Jesuítas se basearam primeiramente na capela de Montmartre em Paris. Entre eles estava São Francisco Xavier. É provável que Jorge Mario Bergoglio ao ser aclamado Papa tenha escolhido o nome Francisco em homenagem ao Francisco Xavier.

Mas o Francisco de Assis é bem mais popular. É o pai da Ecologia. Assim, inspirado no Francisco de Assis, o Papa pede que nessas semanas os cristãos realizem ações para proteger o meio ambiente natural.

As questões ecológicas não podem ser negligenciadas por nós amazônidas. Nossa região precisa ser preservada com sustentabilidade. E nós que nela habitamos é que temos que dar as cartas.  Nós precisamos da floresta para sobreviver e usá-la com sustentabilidade. Que ninguém faça mal às nossas matas.

Finalmente e atendendo ao Papa Chico, vamos até 4 de outubro   celebrar com contentamento a beleza da criação, preservando o nosso meio ambiente.

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Pedro Lucas Lindoso
*Bacharel em Direito e licenciado em Letras pela Universidade de Brasília. Membro efetivo do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas. Pertence a Associação dos Escritores do Amazonas e a Academia de Letras Ciências e Artes do Amazonas. Membro fundador da Academia de Ciências e Letras jurídicas do Amazonas.

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