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terça-feira, julho 16, 2019

Literatura

Velha Serpa

Anísio Mello* À margem de um grande rio repousa uma lembrança: Velha Serpa encantada, cidade onde nasci, mirante do passado, e velhas tradições Eu fui o canoeiro que passou distante sem poder aportar. A correnteza da vida carregou-me e eu fui levado ao léu, rio...

As garças do Rio Arari

As garças do Rio Arari São tão belas, Curiosas E graciosas... Ficam olhando o velho Pescador. Pescando Sonho, Alegria, E comida no rio grande. Suas plumas São sonhos voadores Caindo na noite.

Cuias

Teus seios morenatizados São cuias. Perfeitos e belos... Tão gostoso quanto o açaí

Miracanguera

Miracanguera Da terra sagrada Das terras pretas Falam ao tempo Tuas ribanceiras Do furo Arauató Do menino remando Do poeta do terreiro de vidro Do pescador encantado quando fala De experiências Da cobra grande que come o jacaré No lago de Serpa Do boto vermelho Grande que...

Soneto do entardecer no porto

Luz movediça nos beirais pousando, violáceos traços restos do horizonte, longínquos barcos, mastros se embalando na música do dia que se fende.   Nos brilhos de ternura, mágoa e tédio do olhar da moça preso na chegada; o porto a pressentir...

O Cordel na Amazônia

Walmir de Albuquerque Barbosa* Embora o elemento colonizador fosse o mesmo, a língua e os costumes iguais, a expressão literária, oral ou escrita, na Amazônia, é bem diversa da expressão literária do Nordeste. Acreditamos que...