A meu pai, Bruno de Menezes, a 21.03.2020, em seu aniversário de nascimento, sua filha Marília.

A parteira gritou: – Um menino nasceu!
A mãe, minha querida avó Balbina, exclamou: Foi com a força de Deus!
E alguém completou: E é maré alta. As águas invadiram o Ver-o-Peso!
A parteira tornou: O pretinho nasceu empelicado!
E a mãe da criança murmurou; Eu quero dar o nome: BENTO BRUNO:
MOLEQUE QUE SERÁ ABENÇOADO!

Poeta das marés.
Marés de livros, de idéias, de ideais,
O Candunga, o Batuque, Maria Dagmar…
A palavra candente a fervilhar
A maré da Liamba, da Mãe Preta,
o Crucifixo, a lua trazendo o mar.

Poeta das marés- das grandes amizades,
Marés de planos, marés de sonhos,
O´ Poeta nascido com as marés,
As ondas dos teus versos fulgurantes
No Ver-o-Peso, nas Universidades, continuam a jorrar
Águas a transbordar…
As marés inundantes de Belém, Guamá, Guajará, te fizeram Poeta
Inundaram teu ser, continuam a jorrar.

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Marília Menezes
*Poeta e escritora. Ex-secretária da CRB. Trabalhou na Prelazia de Itacoatiara, em 1962-1963, ao tempo do bispado de dom Francisco Paulo Mc-Hugh (1924-2003), onde dirigiu o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1997 voltou a Itacoatiara para secretariar o bispo dom Jorge Marskell (1935-1998), até sua morte no ano seguinte. Sócia correspondente da Academia Amazonense de Letras. Reside em Belém, sua terra natal.

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