“A ampliação, modernização, atualização e continuidade de programas e projetos que comprovadamente, deram certo, valorizao senso profissional dos que assim agem (…).

Da mesma maneira que me entristece tomar conhecimento de. desconstruções de etapas de profícuo trabalho que com um grupo de idealistas competentes conseguimos realizar na Secretaria de Estado de Cultura, me alegra e entusiasma verificar que, de outro lado, há prosseguimento de uma série de programas e projetos que alavancaram a cultura e as artes no Estadoe as posicionaram em patamar de destaque na sociedade e na estrutura de governo.

Neste particular – do entusiasmo e da alegria – em razão da continuidade, ampliação e avanços a partir dos caminhos abertos em 21 anos de trabalho, de sol a sol, se inscrevem várias ações como o Festival Amazonas de Ópera, o de Teatro da Amazônia e o Amazonas de Dança, já novamente realizados em 2019; o Festival Amazonas de Jazz que está programado para o próximo ano, e, além disso, a probabilidade da ópera “Alma”, de Claudio Santoro, apresentada em dois festivais no Teatro Amazonas, e um “jovem talento” demaestro e compositor, saírem vencedores de mais um prêmio nacional.

Além disso, brota agora a informação de que a difusão de aulas para formação artística pormeio de emissora de televisão, com conteúdo inteiramente elaborado por professores amazonenses e produção da Secretaria de Cultura/Liceu Claudio Santoro tal como fizemos e que integrou as ações desenvolvidas por anos, vai voltar ao ar, aproveitando a experiência bem-sucedida em passado recente, o que demonstra a responsabilidade e a consciência profissional de quem trata tais questões como política de Estado.

A ampliação, modernização, atualização e continuidade de programas e projetos que, comprovada mente, deram certo, valoriza o senso profissional dos que assim agem, ao contrário do que alguns pensam que pode, ser diminuídos por dar amplitude ao que vinha sendo realizado sob a inspiração de outros técnicos, dirigentes e governantes.

Tendo sido criado para oferecer aulas de arte (música, dança, teatro, cinema, fotografia …), ampliado para formação técnica, o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro que durante alguns anos atuou somente em sua sede em Manaus,- expandiu-se com o Projeto “Jovem Cidadão” para dezenas de escolas públicas, passou a oferecer Biblioteca Braille e a atender deficientes e pessoas especiais, jovens e idosos para, em seguida, estabelecer sede própria também em Parintins visando a atender toda a região, a prospectar sua instalação em outros municípios e a iniciar .sua implantação em Envira, que vem de ser retomada neste momento. Em todas as etapas de suas realizações, de 1997 a 2017, o êxito’ do Liceu sempre foi festejado …

Verificando-se a necessidade de ampliar, ainda mais, o alcance das atividades pedagógicas do Liceu, foram elaboradas aulas de “cultura e arte” e de instrumentos musicais que foram transmitidas pela então Televisão Cultura do Amazonas e expedidas, em quites, para localidades do interior. Era o programa de extensão do Liceu procurando alcançar o público televisivo que, de certa forma, não teria como ser tendido de maneira presencial em suas instalações físicas.

Muitas mãos e mentes efetivaram esse projeto. Um estúdio especial para gravação foi criado.

Técnicos foram preparados. Aulas foram elaboradas e transmitidas. De repente, como sob um temporal em 2018, em momento já superado, decidiram desconstruir o projeto e destituir as equipes. Agora, sabiamente, deram-lhe outra roupagem, modernizaram a proposta, ampliaram e enriqueceram a ideia e as aulas televisivas de “cultura e arte” vão estar nos televisores por meio da transmissão da Tv Encontro das Águas, nome bastante sugestivo e amazonense da gema.

É tempo de aplaudir e reconhecer esse trabalho de reconstrução de um projeto de sucesso, especialmente dando-lhe novas cores e novos ares, como seria necessário em razão do tempo decorrido e porque, final, uma nova geração passou a atuar na Secretaria de Cultura, desta vez, sem desconhecer o valor do passado.

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Roberio Braga
*Amazonense de Manaus. Historiador. Bacharel em Direito, especializado em Direito Agrário, pós-graduado em Administração de Política Cultural e Mestre em Direito Ambiental. Professor da Escola Superior da Magistratura do Amazonas e da Universidade do Estado do Amazonas. Ex-presidente da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas. Ex-Secretário de Estado de Cultura, desde 1997 até 2017 e atual Presidente da Academia Amazonense de Letras.

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