A OMS – Organização Mundial da Saúde, define SAÚDE como sendo “o bem estar físico, psíquico e social do ser humano e não somente a ausência de enfermidade ou invalidez”. Quer os médicos, CONCORDEM ou NÃO, esta é a definição aprovada e chancelada pelos países de todo o mundo através da entidade maior da saúde.

Dentre vários significados, esta definição traz um emblemático que é a Multidis-ciplinaridade, Que quer dizer, a Saúde é uma construção feita por 14 diferentes áreas de atuação profissional, todas muito importantes para a recuperação do paciente e não apenas por uma única, hegemônica, auto-suficiente e soberana, como querem impor alguns médicos.

Há casos de países desenvolvidos, como a Itália, que o profissional que cuida da prevenção das doenças recebe remuneração maior do que aqueles especializados em procedimentos de alta complexidade, como por exemplo as cirurgias cardíacas. A lógica é simples: quando há prevenção, as pessoas precisam bem menos de operar o coração.

Portanto, o paciente necessita, com o mesmo grau de importância, de cuidados e da atuação de profissionais especializados para atuar em situações diferentes. Dos cuidados dos enfermeiros; das informações dos farmacêuticos sobre o uso correto de medicamentos; da orientação do psicólogo; das técnicas do fisioterapeuta e do fonoau-diólogo, das dietas receitadas pelos nutricionistas; dos laudos dos exames de sangue e hormonais feitos pelos bioquímicos e de todos os outros profissionais. E precisam muito do médico. Da atuação do médico. É óbvio que as outras treze profissões reconhecem e valorizam esse profissional.

Contudo, numa sociedade teoricamente esclarecida é inimaginável que o ATO MÉDICO passe no congresso; Imaginem que a sociedade estará refém e nas mãos de apenas uma classe profissional da área da saúde que notoriamente comete erros, além do mais a maioria das prescrições de medicamento se dá de forma direcionada por laboratórios, todos nós sabemos que médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas entre outros profissionais da área possuem a mesma formação universitária, especialidades, pós graduação e Doutorado. O corporativismo quer assumir realmente a prepotência de seres supremos e com super poderes, todos sabem que entende de diagnósticos clínicos, na verdade deveria ser ao contrario, deveria ser negado ao médico prescrever medicamentos, afinal nos primórdios a profissão de médico foi desvinculada dos farmacêuticos justamente para trazer e especificidade de cada especialidade.

Por décadas lutamos para nos emancipar da medicina, não competindo, mas distribuindo no campo de trabalho, um dando suporte ao outro, sem que um interfira com o outro. Isto está indo totalmente contra o momento vivido no campo da saúde, que é a multidisciplinaridade, ou seja, as mais variadas áreas da saúde deveriam caminhar juntas e não ter a área médica considerada como superior no campo da saúde.

A aprovação do Ato Médico representa um retrocesso em décadas de evolução científica. Vale ressaltar, que tenho muitos amigos médicos que são contra a esse total atraso e dizem NÃO AO ATO MÉDICO.

Lutamos para evoluir, e quem deveria nos apoiar luta para nos regredir!!!

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Fabiolla Fonseca
Psicóloga, nascida em Itacoatiara, casada e mãe de duas filhas. Especialista em Psicologia Jurídica.

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