O avanço da medicina tem gerado o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas, proporcionando um crescimento considerável da população mundial de indivíduos idosos. E como consequência deste fenômeno houve também o aparecimento de um número considerável de doenças típicas desta faixa etária. No Brasil, o censo de 2010 já havia apontado o crescimento acelerado da população de indivíduos acima de 60 anos de idade.

Atualmente ternos quase o dobro deste crescimento e hoje o número ultrapassa a casa dos trinta milhões de indivíduos idosos no Brasil, bem maior que à população de zero a cinco anos de idade.

Pesquisas já apontam que o Brasil terá a sexta população mais idosa do mundo, um grande desafio para um país que ainda não está preparado para as necessidades geradas pelo envelhecimento. O aumento da expectativa de vida infelizmente não tem sido acompanhado de uma desejável senescência.

Vejamos, a senescência, é um termo o qual utilizamos para definir o envelhecimento natural com perda de funções biológicas comuns a nossa espécie, como o aparecimento de rugas, embranquecimento dos cabelos, entre outros, portanto envelhecer não é igual a adoecer.

Como não temos o hábito de pensar na velhice durante nossa fase adulta, geralmente somos pegos de surpresa quando nos deparamos com a senilidade, que diferente da senescência, faz parte do processo do envelhecimento, porém é marcado pelas condições patológicas que requer assistência e muitas vezes reduz a capacidade de autonomia do indivíduo com o aparecimento de doenças crônicas e degenerativas.

O que acontece é que aqueles que tiverem o privilégio do envelhecimento não estarão livres das perdas das funções que promove a possibilidade de aparecimento de desvios da saúde. Inevitavelmente a partir dos 40 anos de idade você passa a ter diminuição da acuidade visual, a audição também fica comprometida na maioria das vezes, o sono se altera, a sensibilidade térmica sofre alterações e deixamos de ter a sede, o equilíbrio e a força muscular causada pela perda das fibras musculares que se denomina de sarcopenia, também ficam comprometidos, logo as quedas começam a apresentar riscos em pessoas Ele idade tardia e configura urnas das principais causas de finitude nesta etapa da vida. A função renal diminui em cerca de trinta por cento, os vasos arteriais e venosos podem ficar comprometidos com certo grau de obstrução por deposição de gordura, diminuindo em muito a circulação, comprometendo os órgãos parenquimatosos como o coração, pulmão, fígado, baço, cérebro e tantos outros.

Há também os aspectos sociais marcados pelo abandono familiar e até mesmo da sociedade que ainda trata com discriminação os idosos.

Por isto aconselho a todos a se cuidarem desde sua juventude, dormindo e comendo adequadamente; fazendo exercícios sem excessos, mantendo um ritmo de trabalho para ganhar o suficiente sem gastos excessivos, e evitar acima de tudo o estresse crônico. Apesar dos riscos, vale a pena envelhecer com alegria e também superando as tristezas e os desafios da vida. Cuidem-se!

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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