Ao Cônego José Gonçalo Vieira, Pároco da SSma. Trindade, nos 30 anos de sua ordenação, a 20.12.2018                   

Perguntou a Jesus um sacerdote:
Por que não apagaste, ó Jesus, em tua Ressurreição,
As chagas das tuas mãos? –

E Jesus respondeu:
É porque essas chagas luminosas foram gravadas em ti, ó sacerdote,
Em tuas mãos, no dia inesquecível da tua ordenação.

E Jesus, cada dia, te repete:
Eu quis gravar com o meu Sangue
– junto com o óleo da tua ordenação
as minhas chagas – não o esqueças jamais
em tuas mãos sacerdotais.

Mãos que tremiam, ungidas pelo Bispo, com o sinal da Cruz.
marcadas com o meu Sangue, nas tuas mãos e em teu coração.

Este sinal se tem multiplicado, através das tuas mãos
em tantos Sacramentos que conferes,
quando pousas tua mão na cabeça de alguém
enxugando uma lágrima, acalmando uma dor
dizendo uma palavra santa em nome do Senhor.

E o que dizer, na santa Eucaristia-
quando, no instante inefável da Consagração
ao segurar o pão,
ao segurar o cálice,
com tuas mãos bem firmes,
tu repetes: Isto é o meu Corpo, isto é o meu Sangue
que é dado por vós?

E relembrando, ó Padre, aquele dia,
esse dom infinito,
ao qual foste consagrado,
eu osculo as tuas mãos,
eu beijo as tuas mãos!
Que elas, sempre mais, sejam benditas, em toda a tua vida:
São as mãos de Jesus Crucificado
São as mãos de Jesus Ressuscitado!

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Marília Menezes
Poeta e escritora. Ex-secretária da CRB. Trabalhou na Prelazia de Itacoatiara, em 1962-1963, ao tempo do bispado de dom Francisco Paulo Mc-Hugh (1924-2003), onde dirigiu o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1997 voltou a Itacoatiara para secretariar o bispo dom Jorge Marskell (1935-1998), até sua morte no ano seguinte. Sócia correspondente da Academia Amazonense de Letras. Reside em Belém, sua terra natal.

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