arte e livros

“Ademais, foi oportunidade de rever, ver, ouvir, reencontrar e conviver com as mais variadas personalidades das artes, letras, sociedade, educação, jornalismo, bons políticos, produtores, animadores e agitadores culturais, o que faz muito bem. 

O tradicional Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos – ICBEU abriu seus salões para entregar ao povo amazonense importantes espaços destinados às manifestações artísticas e à literatura, especialmente em língua inglesa como é de sua missão, demonstrando, mais uma vez, o enorme compromisso com a sociedade.

Em meio a temporais político-eleitorais que estão em curso com toda a força, como se fossem verdadeira avalanche desabando sobre o eleitor e atordoando pelo alvoroço das promessas as quais sabemos que, em sua maioria, são vãs, falsas e vazias, salvo as raras e justas exceções, o que pudemos vivenciar logo após o por do sol da quinta-feira foi deslumbrante.

Convidado pelo professor Fabian Barbosa e instigado pelo genial Sergio Cardoso e seus multitalentos, acompanhado da minha Rosa, vi de perto e sob emoção singular, como o antigo instituto de idiomas se transformou e se modernizou desde que nasceu fruto do idealismo do meu prezado mestre Ruy Alencar.

Equipamentos culturais modernos estão reunidos em um só ambiente. O mundo tecnológico voltado para deslumbrar crianças e adolescentes ainda não minados pelos vícios e abertos ao novo mundo virtual está disponível em vários modelos e formas, de maneira a contribuir para despertar o interesse dos pequenos para o estudo da língua anglo-saxônica. Logo a seguir, envolvendo belo quadrante de livros, revistas, gibis e obras infantis, foi aberta uma pinacoteca digna deste nome. Reunindo peças que, doadas pelos seus autores, elas compõem amostragem bastante significativa da criação contemporânea manauense, em particular. Em seu acervo incluem-se de vídeos e filmes com as linguagens mais atuais de quantos se dedicam a esses predicados.

Esse conjunto constitui, além de paisagem agradável, elegante e que se percebe ter tido fino trato de seus criadores, organizadores e operadores, constitui, sem dúvida, um novo centro cultural para os cidadãos bem usufruírem das artes e dos livros porque a seleção foi qualificada desde os móveis, a decoração e a iluminação bem projetada, oferecendo conforto, segurança e qualidade ao usuário que deve estar preparado para acessar mais de cem obras de arte apresentadas de forma adequada como deve ser, e mais de cinquenta mil títulos de livros e revistas físicos e digitais.

Ao mesmo tempo, e quem sabe também pelo encontro da beleza do bem-fazer com as manifestações mais categorizadas das artes e das letras facilmente comprovável nesse novo ambiente destinado às culturas, ao mesmo tempo o visitante se sente surpreso e logo bem ambientado, respirando outros ares e devidamente apartado do calor de fogaréu que quase não suportamos nesses meses de alto verão amazônico.

Ademais, foi oportunidade de rever, ver, ouvir, reencontrar e conviver com as mais variadas personalidades das artes, letras, sociedade, educação, jornalismo, bons políticos, produtores, animadores e agitadores culturais, o que faz muito bem. Ainda mais porque é perceptível que muitos estão conscientes do papel que desempenham nesse mundo cada vez mais árido. O que se viu foi o Instituto avançar para o futuro sem desconsiderar o seu passado, como deve ser por dever de consciência histórica e certeza de que o presente é só um ponto a mais na trajetória das pessoas e instituições.

Um brinde, pois, ao Instituto e aos criadores e operadores desse novíssimo ambiente para as artes e as letras, enquanto passam as procissões de santos promesseiros.

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Roberio Braga
*Amazonense de Manaus. Historiador. Bacharel em Direito, especializado em Direito Agrário, pós-graduado em Administração de Política Cultural e Mestre em Direito Ambiental. Professor da Escola Superior da Magistratura do Amazonas e da Universidade do Estado do Amazonas. Ex-presidente da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas. Secretário de Estado de Cultura, desde 1997 até esta data.

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