Sentir palpitações no peito costuma causar pânico, de fato deve ser motivo para preocupação, pois as doenças de origem cardiovasculares continuam sendo a principal causa de mortes no Brasil.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a cada 90 segundos uma pessoa morre em decorrência de alguma morbidade cardiológica, contudo o problema maior é justamente a ausência de sinais evidentes, muitas vezes as arritmias cardíacas são silenciosas e perigosas provocando as terríveis mortes súbitas.

As arritmias cardíacas são distúrbios elétricos no coração que alteram a frequência cardíaca e o número de pulsações na unidade de tempo podem ser irregulares, aceleradas ou muito lentas. Afrequência cardíaca varia de 60 a 100 batimentos por minuto, quando a variação é para baixa frequência denominamos bradiarritmias e quando é acelerado temos a taquiarritimia. Anatomicamente o coração tem quatro cavidades sendo duas aurículas e dois ventrículos, entre os dois existe uma “pilha elétrica” um tipo de nódulo denominado nó sinoatrial (NSA) que foi descoberto por um patologista chamado Keith Flack. Este nódulo manda ordens com atividade elétrica para o músculo cardíaco e a mensagem é sempre “contrai ou relaxa”. Qualquer variação neste comando para menor ou maior está estabelecido a Arritmia.

As arritmias podem ser benignas, geralmente causam mal estar, mas não colocam avida do paciente em risco, já as malignas podem levar a morte precocemente. Ambas podem vir ou não acompanhadas de sintomas de desmaios, tonturas, dor no peito, pressão baixa, algumas pessoas podem sentir alterações na base do pescoço e até confusão mental.

As causas da doença podem estar relacionada a fatores como avanço da idade, da genética e os hábitos de vida, os principais riscos incluem: hipertensão, diabetes, alteração no colesterol, sedentarismo, obesidade e tabagismo, ou seja, são fatores que podem ser modificados com um estilo de vida mais saudável.

Chamo atenção para jovens e os atletas de ocasião, que podem elevar os riscos de infarto ao iniciar atividades sem acompanhamento da saúde docoração, também estão no grupo de risco pessoas que administram medicações sem prescrição médica e quando combinados com outras substâncias como álcool ou energéticos podem potencializar os quadros de arritmias e levar até a morte.

A arritmia mais comum é a fibrilação atrial que é caracterizada por irregularidades na transmissão de impulsos elétricos fazendo com que o coração dispare rapidamente e estimulando a formação de trombos de sangue coagulado dentro dos vasos. Este tipo é responsável pelos riscos de infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

As arritmias quando não tratadas podem ocasionar angina do peito, insuficiência cardíaca e derrame, portanto, ao perceber qualquer sinaldiferente no ritmo do batimento do coração, (lento, rápido ou descompassado) procure de pronto um especialista para investigação, principalmente ao entrar na casa dos 40 anos.

O tratamento após o diagnóstico médico é feito de acordo com o tipo de arritmia, pode ser necessário o uso de medicamentos antiarrítmicos, aplicação de desfibrilação, implantação de aparelhos controladores do ritmo ou ablação do nódulo doente com cauterização. Como prevenção sigo com as recomendações de atividades físicas leves, alimentação balanceada e o controle anual da saúde. Cuidem-se!

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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