A Francisco Gomes da Silva

por-do-sol-ita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sol de fazer moça

andar de sombrinha,

mandar curumim

ir de guarda-chuva,

de fazer velhinha

suar no batom,

sol doido de bom!

 

Sol de fazer a chuva

Correr do chão para o céu.

 

Sol de fazer belas

estrelas no rio,

de espumas nas balsas

enormes nas águas,

sol sempre agitado

de barro amarelo

danado de belo!

 

Sol de tostar sementes

Na língua dos passarinhos.

Sol da liberdade

da vida sem metro

mas cheia de rimas,

sol do tacacá,

jambu com pimenta

na Avenida Parque,

sol bamba de craque!

 

Sol de fazer no rio

a própria água suar.

 

Sol das entrelinhas

da prosa de bar

na beira do rio,

sol sem metafísica

da livre poesia

cantada entre o povo,

sol forte de novo.

 

Sol que se faz trigo

em honra do amigo

 

(*) Poema escrito a quatro mãos pelos poetas Max Carphentier  e Elson Farias, por ocasião do 30º FECANI – Festival da Canção de Itacoatiara, em Itacoatiara, AM, 5/09/2014.
A fotografia que ilustra o poema acima refere-se ao Pôr-do-sol em Itacoatiara. Ao fundo, a curva do Rio Amazonas, pouco a jusante do Rio Madeira. Foto da professora/advogada Maria das Graças Gomes Cavalcante (23/01/2014).
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1 COMENTÁRIO

  1. Irmão querido.
    Visitar seu blog eh sempre uma alegria; aqui “saboreio” cultura, conhecimento e emoção.
    Obrigada por me oportunizar momentos de êxtase, tais como: postar um registro feliz de um dos mais lindos Crepúsculos da nossa Velha SERPA e, sabe-lo inspiração para a verve poética de dois “monstros sagrados”: Max Carphentier e Elson Farias.

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